No silêncio acre das horas
a vida mergulha nos escombros
do tempo e urde tragedias
trama dissabores.
No silêncio acre das horas
o proletário argumenta dissidios
enquanto nas salas refrigeradas
tecnocratas programam suicidios.
No silêncio acre das horas
na solidão dos casebres
cravados no lodo da periferia
há angustias e anseios
mães dão aos filhos
(de barrigas vazias)
seios magros e feios.
Seus versos têm uma exatidão bela e crítica.
Gostei muito.
Julio, palavras fortes... tristes e verdadeiras... Belo poema... Vtdo! Abçs...
Nydia Bonetti · Campinas, SP 23/9/2007 19:32
Júlio,
Nossa, que coisa mais "linda!"
Um aBRAÇO, Marluce
Gostei muito do poema pela forma que você escolheu para abordá-lo, sem drama, sem grito, exatamente do jeito que são os dias dos que nada tem.
beijos
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