Por gentileza e fineza,
pela própria razão mesma,
mesmo por natureza,
batam palmas em silêncio, sussurrem elogios, engavetem assovios.
Não me digam bravo, muito menos, que sou menina, brava!
Não exclamem merde! Não que não goste, mas...
Não saiam do comportamento, finjam recato.
Baixe a barra da saia, lustre os sapatos, tire o chapéu ao entrar.
Olha, cuidado!, não pisa no barro,
não cospe no chão, não diz palavrão.
Não vai sozinha de carro, não fuma na rua,
no bar nem pensar, só vai arruaceiro
Nunca fume, deixa os dentes amarelos e a boca fedida,
Quem beija cinzeiro?
Fica fria, virgem e pura para o casório.
Não chore alto em velório.
Nem, por razão qualquer, ria.
Não palite os dentes em público,
nem só, escondida, no banheiro.
Nem se masturbe, nem goze por inteiro,
finge pouca excitação, demais não é de bom tom.
Paixão é coisa de doido, de poeta, de fuleiro
Não diz ao mundo teu número, endereço,
fala baixo no ônibus, teu nome é segredo,
tua senha é tua vida.
A bolsa é...
Bem a bolsa também é, ou será que não mais?
Fique puta, mas não grite,
uma dama não comenta.
Nem diga jamais que és puta,
No agito, vá com calma,
siga o apito, como mandam,
como dizem para ser e parecer labuta
Nem pense nunca nisso
Uma mulher não pode vacilar
Lava a roupa todo o dia
Agonia é loucura, frenesi, calorão,
Tu é menina-moça de família, não dá bafão
Não sai pintada feito rameira,
Que é isso, assim de cabeleira vermelha?
De castigo, no milho, tampinha, no canto
Puxão de orelha, cascudo, croque e palmatória
Copie mil vezes não devo na sala gritar tanto.
Sequer molhar a calcinha em situação vexatória
Fazer roda com menino, jogar bola no recreio...
Ele também não pode cirandar,
Onde já se viu sentar no ferro,
De bicicleta, carona só no banco de trás.
Garupa de guri esquenta as costas só dele não
Nem pensar ir na frente a pedal também.
Não te esfrega no varão
Perna aberta é jeito de homem.
Sai só acompanhada da vó
Vai de táxi, papai espera lá
Mamãe recomenda aqui
Se enrolar a saia do uniforme
Fico sabendo no recreio
E vai direto para a sala dos conformes.
Ao comer, não esparrama farelo no chão
Se dançar, não cola o rosto, afasta ele com a mão
Beijo liga em cima e esquenta em baixo
Brincadeira de mão dá confusão e... lamento.
Faz assim comigo não, amor
Namoro tão bom no portão
É a terceira piscada da luz
Já vou pra dentro, seduz
Eu fico molhada, e nem chove.
E só tenho essa roupinha limpa
Para ir à missa de amanhã
Confessar esse pecado danado de bom
E depois: com que roupa eu vou à matinê
Aquela pra que você me convidou?
Muito bom! Escrito com equilíbrio - nada falta, nem sobra.
JulioCPerez · Passo Fundo, RS 30/11/2007 17:26
Grata, Julio. Dá-me prazer imenso tê-lo aqui.
beijin.
Juli.
Ensinamentos e segredos da vida da mulher... menina que vara o tempo com um olhar diferente, mas com os mesmos desejos...
a mesma vida, o amanhã, o depois.
Lindo versos
Beijos
Noélio
Oi Juliaura, Eu já havia lido e votado.
É perfeito o teu texto.
E tal como o tempo das nossas avós, todas essas recomendações ainda costumam ser repassadas.
Vc está certíssima!
Grande abraço
Juli
Poema de carinho....Votado. E só
Pois tudo que acho está no poema da vovó...
A roupagem, ou roupinha tá passadinha
no cabide do Overmundo. bj
Juli,
Vó é vó! Fazem tudo com amor e carinho
Bjos
Perfeito, Juli!
Você é grande, menina!
bjs.
Grande msm...impressionante...quebrado, quase que de improviso...faz rima com as vós da vó! D+...bj!
Marcelo Marzola. Leite · Curitiba, PR 3/12/2007 13:59vozes*...errei feio(ou um (f)ato falho?)...foi a emoção do momento..rs!
Marcelo Marzola. Leite · Curitiba, PR 3/12/2007 14:02
Juliaura, até parece o que meus ouvidos ouviram a vida inteira!
Mas o seu jeito de contar é deliciosamente malicioso.
Adorei.
beijos
hahahaaaaaaaa
Beijo liga em cima e esquenta em baixo
Brincadeira de mão dá confusão e... lamento.
adorei!
e é claro que você fez ..o contrário, não?
essa Juli..
beijão, poeta
Fran
Adorei! Beijos na vozinha linda!
Feliz 2008 que estou com pressa deste ano acabar!
BJS
Cris
Cris,
tenho sensação mais presente cada vez
de que o tempo mesmo não passa,
é a folhinha do calendário amassada
jogada fora cheia de marcas,
como Albert Einstein falou
do espaço que se dobra.
(Vovó mandou beijin pra tu também e agradece as felicidades desejadas. Eu também.)
...
Frann,
Eu fiz de tudo pra fazer o que diziam
mas têm umas coisas dentro da gente
que mexem tanto que às vezes não deu.
Tipo jogar pelada com guris... entende?
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Vozes ancestrais, Saramar, daquelas que a Heloneida Studart disse existirem a denunciar que em saia de mulher é que pega carrapicho.
-----
Marcelo,
creia ter sido puro improviso,
que o plano não cabe no poema,
nem o verso se reduz ao metro, i
ndômito, loquaz, impertinente,
muita vez mais que rebelde: tenaz.
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Sou picurruchinha, Nydia. Grata.
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Kais, vovó amou tuas meninas na estrada. Disse pra dar logo carona pra elas antes que passe um besta e as atropele.
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Cíntia,
Eu sei que ficou assim, mas o ânimo que deu vida a essas letrinhas aí era de chutar o balde, o pau da barraca, explodir a tampa da panela de feijão.
Como sou de paz, amor e flor,
fiz versins de imposituras
tantas que vêm há muito
impingidas como a verdade,
o caminho e a luz.
Deviam ser regras,
Ou tepeeme.
Vovó diria: paquete.
----
Branca, é como dizes. Inda é.
----
Noelio,
Relembras Orlando, a mulher imortal. Fico envaidecida.
----
Agradecida a todas as almas do bem que aqui comentaram esse postim e às que por aqui passaram ou vierem a passar.
Beijins.
Minina Juli:
Licença no avançado da hora, mas cheguei sem demora...
Intão num é que tu foi em So_mente... Eu vi somente agora pouquinho que acabei de somende (des)cobrir que pode vo(l)tar (des)pois ... rsrsrs ... Um jeitinho Lili de Ser pra ninguém brigar, de minha figura, aqui estar, nessa linda madrugada pra dizer, no tempo certo que foi um prazer ter tua figura divulgando essa maravilha que acabei de ler No tempo da minha (sua... nossa) vó e ainda hoje e não é que é mesmo? Mas a gente finge que não é...
Naquele *So_mente*.
Antes do *ESPULEKA...*
e bem antes do *...* rsrsrs
Sabe que no tempo da minha avó ela ficava incomodada? Tem mais, ela nem pode ver a imagem do *FlorAção*, mas é que capaz de ter um sustão na *Orquídea...*
Acho que vai gostar, afinal vó de Lili*... Qualquer coisa, eu jogo um paninho na flor, mas o menino é comportado... Como todos! Não é isso que eu devo dizer, é o contrário: As meninas são comportadas os meninos assanhados, parece que não combina ... Abafa o caso! Neta de sereia ...
Bem já fiz meu marketing, mas acho que as letrinhas azulzinhas, que um menino me ensinou, ficaram bem bonitinhas ... Não posso contar senão os outros meninos brigam com ele. Só menino pode saber...
Como falo pouquinho já to indo ... Pra não ficar uma *Estória sem fim...*
Beijos_Meus*
*
NOTA:
Venha sempre e se avexe não. Às vezes pode parecer que é o que não é não! Se eu não aparecer pode insistir, porque antes de partir eu digo a que vim. Não saio na escuridão...
Penso que a divulga_ação ficou bem discretinha. Será que vai ter briga_ação? Dio Mio!
Ainda ficou tudo azulzinho, mas ouvi dizer que tem uma menina bem esperta que vai fazer rosa com brilhinho. Pode deixar que eu aviso, mas tu fica bem quietinha. Tá!?
Só mais um pouquinho: sabe que não consigo escrever *ESPULEKA...* e nem *Orquídea...* em azulzinho, deve ter um segredo que o danado não contou, mas eu pego ele. Melhor eu ficar quietinha porque menina tem vez não... Vou pensar... Vou falar... Já sei! depois eu te conto...
*
Mas eu esqueci de contar como foi que Salvador, aquele Dali, fez esse quadro..., justinho esse daqui..., depois eu conto... Hummmmmmmm, porque senão sabe como é..., Surrealismo..., tempo lógico..., fico sabendo demais..., zasssssssssssssssssssssssss
Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 19/12/2007 04:01
Então, ééiiiinnnn, Dona Lili...
E cadê a história contadinha do silva só do quadro do Salvador Dali daqui. As gatimnhas comeram ou foi Espuleca que surrupiou-piu-piu.
Eu andei dando...
...
...
...
Bem, uns bordejos pelaí e não vi nenhuma contação de história tua sobre a história do quadro esse daqui, tá?
Sisqueceu deu, santinha?
Pro ano bom que as divindades nossas todas queiram assim e oxalá vai ajudar que seja, eu cobro outra vez.
Se a Santa Xampã deixar lembrar 9já tão no gelo as brut_as).
Té.
Beijin, de olho em Pequim
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