Ontem, sentei-me ali fora, olhando o céu. Eu e meus cachorros.
Sempre faço isso quando estou triste.
A grandeza dele,
aquelas estrelas depois do mundo,
a lua depois do namoro de horas com o sol,
tudo distrai minha fragilidade.
E assim, meio enluarada,
penso no figurino que me esconde
em disfarces diários,
máscaras de uma vida
que parece pertencer a outra pessoa.
Negativo da minha própria foto,
quase nada sei, quase nada faço.
Só sei procurar palavras e juntá-las assim,
desarrumadas, desgraciosas.
Nada brilha, exceto a noite.
Não sei cozinhar nem bordar,
mal consigo dormir.
Só aprendi a ler o amor em certos olhos que nunca vejo.
Se não os vejo, como lê-los?
Vivo sem amor.
Olho a noite
e seus silêncios aprofundam minha solidão,
agora que tudo é antes, é ido.
Agora padeço de fome,
da grande fome do meu amor perdido.
Agora, só tenho o resto da noite
e as madrugadas intermináveis que abriga.
Nem é poesia, antes uma reflexão... noturna.
Saramar.
Já me peguei também contemplando a grandeza desse céu a procura de algo que me fizesse sentir viva, porque, quando chega a noite e o vazio penetra na alma, a gente nem sabe a quem pedir socorro. Mas tudo passa...e as estrelas continuam a encantar e as flores tornam a abrir-se colorindo a vida.
bjs
Ah! Este Universo e sua infinita grandeza!
Luz e Paz...
As vezes é nessas noites que refletimos os nossos sentimentos.
Beijus poeta!
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