Assim vivo a viver os pobres dias
Que a vida tem me dado nesses anos:
Amor, amor, todos os nossos planos
Vão se realizar? Tardes baldias...
Assim vivo a viver noites vazias
Entre promessas, torpores, enganos...
(Te lembras dos viajantes ciganos
Que um dia preveram as nossas crias?)
Te lembras de nossas valsas celestes?
De adágios recitados por ciprestes
Enquanto as açucenas floresciam?
Eu lembro e disso só tenho vivido
Pois no resto não vejo mais sentido,
Nas sombras que as estrelas refletiam..
Soneto que trata do valor das lembranças na vida.
Gabriel,
Lindo, doce e saudoso o teu sentir.
Retribuindo sua gentil visita.
Abraços
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