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nós e laços que invisivelmente cegam gargantas

Foto e colagem do autor.
1
André Teixeira · Aracaju, SE
15/4/2008 · 100 · 9
 

Das asas que construí
restaram-me silêncios em um quarto vazio:
peito que plana em correntes
de Ar,
quase um balão!,
e incendeia essa noit&dia
em estrelas que cantam e gritam
desertos da cor do profundo
Espaço.

A sombra
desse peito-balão-com-asas
passeia rápida e tenazmente - vômito inverso do prisma marca-passo-vôo -
qual destrinchante faca
sobre entre sob os Elementos
que cozinham os Seres
e Coisas desse Sentir.

A Realidade convida-me para sair desse céu
assim como convido-A para sair dessa terra,
chão em que deixei plantado o coração
regado com suor, sangue, sonhos, carne & ossos,
concretudes dessa minha oração
que agora sinto
poesia.

Talvez nem reste sobras,
pós, resquícios ou sombras
do sentir que um dia
iluminou profundidades silenciosas,
talvez reste um poema ensurdecedor
esquecido em algum lugar
desse deserto que cresce
nas vinhas de quase todo
Amar.

Nova e desmedidamente
vôo... sem asas mesmo!,
e corro sem pés ou pernas.

Enquanto isso,
a Vida, essa dama cheia de moinhos,
vai cada vez mais nos espremendo,
bem aos pouquinhos,
vinagres ou
vinhos.

Sobre a obra

Escrita em comentário a Branca Zil Pires, na poesia
dos olhos deixados em abissais poças rasas
.

O.m. - 11.04.2008, 11h59

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Autoria
André Teixeira
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Falcão S.R
 

Um belo trabalho , repleto de sentimento. Abraço

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2008 06:25
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Branca Pires
 

Oi,
aqui estou para refletir um pouco sobre o poema gerado... parafrasenado o poeta:

As asas que construímos ao longo dos dias, estarão sempre prontas para voar... porém, é necessário que hajam 'bons ventos' a nos impulsionar. Depois, é deixar-se planar... quase como um balão inflado e incendiar as noites e dias sem estrelas...

À sombra, aqui na terra, deixar o peito leve, a alma vazia dos pesos inúteis dos já tão costumeiros 'passos' dados em direção oposta dos sentires... E nessa dualidade entre céu e terra, escolher ficar ou partir. Mas seja qual for a decisão, se permitir ser leve, solto, na mesma sensãção do balão lé em cima... apenas planando e acenando para os 'eus' de corações cansados, sem sonhos e sem poesias...

Os resquícios existem sim. Há sempre sobras, as arestas que devemos aparar, para que fique sempre tudo novinho. E sem dúvida, abrigar outros poemas ensurdecedores, que julgas esquecidos em algum lugar qualquer, desse deserto, nas mesmas 'vinhas' do sempre AMAR...

Vinhos, é o que hão de jorrar aos pouquinhos, enquanto voas com as tuas novas asas, novas pernas e novos pés, por essa 'dama' que se chama vida real...
Vá lá poeta, reconstói as tuas asas que por ventura pensas enfraquecidas, empoeiradas ou estragadas. Tire esse enorme peso das costas e võe! Veja o amanhecer, o entardecer e o anoitecer nesse imenso ESPAÇO, povoado de "céus", "estrelas", "luas"e "sóis"...
E vez en quando, retornes, para dar notícias, trazendo 'bons ventos'...

Grande abraço

Branca Pires · Aracaju, SE 13/4/2008 13:05
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André Teixeira
 

Namastê,

Branca Zil!!!

o poeta tenta parafrasear a beleza que quando não vê
sente,

vai ouvindo os passos das coisas que andam
e o bater de asas das coisas que voam,
vinho na mente que flori,
sorrindo para latejâncias rastejantes
e aderências do espírito à carne,
terra e raiz mastigados pelo Sol
que impregna a manhã
na pele da noite...

Erro,
passos nunca em vãos pois danço com o Nada
como se o Nada soubesse dançar,
e o poema segue desentranhando-se da semente,
dia a dia,
dente a dente,
na pressa que se tem de ser presa não só a carne mas alma
&
mente.


==============

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 13/4/2008 22:59
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POETA DA SAUDADE
 

BELO TEXTO. PARABENS
CONFIRA.
http://www.overmundo.com.br/banco/musa-3
EM VOTAÇAO..
Visite

POETA DA SAUDADE · Campos Altos, MG 14/4/2008 21:26
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Branca Pires
 

Volatoa para os votos, André.
beijos

Branca Pires · Aracaju, SE 14/4/2008 21:29
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Tita Coelho
 

André,
adoro viajar por tuas poesias...falastes tanto em asas, ma lembrei de uma expressão " me dê asas correndo que quero virar borboleta, não quero ser anjo nem muito menos fada" kkkkkk
beijos

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 15/4/2008 04:46
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clara arruda
 

A poesia tem esse algo mágico,podemos voar apenas nas asas da imaginação.Um beijo.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 05:18
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Falcão S.R
 

Retornando para deixar meu sincero voto. Sucesso! Abraço

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 05:21
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Ailuj
 

votando e mandando vc pro banco
Um beijo

Ailuj · Niterói, RJ 15/4/2008 10:31
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