A vida, na sua essência, é luz que não cessa. Riso que não basta. Olhar que não descansa. Manhãs e tardes que nos perfumam de esperanças. Noites que plantam estrelas na pele, na alma, nas paredes do coração. Mas existem momentos que, parece, a vida fecha suas janelas para a própria vida. São os nós da vida que um dia apertam sentimentos, que amarram nossa alegria. Que nos atam às dores, às saudades, ao desamor e que nos deixam sós no meio de muitos nós de multidões.
Eu, como muitos, já senti na pele, nós desatinados, atados, amarrados até que o tempo me deu conta que não mais podia ficar a ouvir o cair do meu próprio pranto jorrado, vertendo aos meus pés, parados, pelos nós apertados dos meus sapatos, paralisados, sem saberem que caminhos buscarem. Pensei estar preso ao findar de todas as alegrias.
Tantos nós, meu Deus, que quase sem voz vibrante, queria, quase exigia, que todos os ouvidos fossem cúmplices dos meus alaridos de dor. Andei lento, errante, apenas um andante de pernas e braços desacelerados. Caminhar para onde? Que interrogação sem resposta, que nó bem dado que eu mesmo não sabia meu destino, que triste hino à dor.
Alma apertada, dor instalada, saudade desatinada, nó bem amarrado pelas veias da vida, estradas das minhas entranhas, estranhas cordas que pareciam impossíveis desatar, cortar, podar, reconstruir, refazer, costurar.
Em muitos momentos, coração pulsando acelerado ou lento demais, angustiado, algemado às suas próprias paredes, sem emoção, não sei o certo, ou redobrada tensão, ligado ao passado, não tão distante, por artérias bem mandadas pela desesperança que o apertava com tão fortes nós que o sangue da vida não ia adiante, parecia nó sacramentado, não encontrava atalhos, quase paralisado, infartado, pelos nós que a própria vida deu.
Mas quem sabe não foi esse nó bem tramado, orquestrado, por mãos de anjos afrouxados? Quem pode dizer que não veio dos céus, em nós de nuvens, um sinal bem amarrado a um facho invisível de luzes da fé que se esvaía, sem nós possíveis para estancar seu passo?
Mas aprendi que sempre pode haver um tempo de recomeçar e fico a pensar que mãos bem moldadas foram essas que me indicaram um novo caminho, que desfizeram tantas encruzilhadas de nós, que ofertaram à minha nova alma, sem nós atados, a sublime liberdade de poder reinventar a vida, a felicidade, e seguir em frente, feliz, apaixonado.
E mesmo sabendo que ainda sou nó atado ao passado, sou, agora, também nó preso à esperança, aos milagres dos céus, aos sinais divinos, ao amor eterno, aos muitos nós encaracolados dos cabelos dos anjos alados, aos nós que jamais desatam e que me atam ao Deus da vida.
Livre de tantos nós, atei asas ao corpo e pronto estou para buscar a liberdade que vive atada às fantasias da alma.
Como me fez bem suas palavras! Obrigada.
Chegou na hora certa.
Um abraço muito terno.
Ana.
Quem de nós já não teve o coração e alma apertados pelos insensíveis nós da vida. Mas sigamos em frente. Somos mais fortes.
Com ternura
Noélio
Noélio, poucos são os que conseguem reinventar, desamarrar e reatar o que nos prende à vida, que, por muitas vezes, é um emaranhado de dificuldades.
Poucos traduzem os entraves em esperança.
Você o faz, agraciado com o dom do amor e da esperança. E vai além, repartindo com os outros, sua esperança luminosa e bela como esses anjos que o ladeiam.
Sempre encontro em suas crônicas, um tanto de beleza e outro de ensinamento. Nesta, permita-me dizer, encontei a intimidade com a escrita primorosa, o perfeito uso das palavras e o resultado belíssimo.
Esta imagem da "liberdade atada às asas da fantasia" é poderosa e bela. Um alento.
Obrigada.
beijos admirados e desatados (rsss)
Nóelio
Que texto sublime. Na forma, no conteudo, na doçura, nos ensinamentos. Perfeito.
Só nos resta agradecer. Obrigada.
bjs.
Amigo Noelio,
Um texto primoroso este seu. Prende a gente com aquele gostinho de 'quero mais'. Estilo admirável e mensagem profunda. Não reler é impossível.
Voltarei logo para votar (com maior prazer).
meu abraço,
Professor Noélio Amigo Poeta.
Na sua passagem de peregrino,
o nobre amigo deixou o cháo salpicado..
... luz que não cessa...
tardes que nos perfumam de esperanças.
Noites que plantam estrelas na pele,...
... na alma, nas paredes do coração....
Alimentou todo mundo para o ato de poetizar.
Obrigado jardineiro Divino.
Abração
Apreciei a tua escrita. Convide-me sempre para lê-los! abs!
Paulo Esdras · Brumado, BA 15/11/2007 22:49
Nós encaracolados dos cabelos dos anjos alados, isso é bom demais meu amigo Noelio. A tua prosa poética é de um sabor maravilhoso. Meus sinceros aplausos e abraços amigo.
Carlos Magno.
Noelio, amigo e parceiro!
Suas crônicas são alimentos espirituais na mesa do Mundo.
Quando tudo está perdido, lá vêm você para confortar-nos
com palavras de fina verdade!
Ainda bem...
Abraços,
Benny Franklin
Noélio, parabéns!
Ai está um pouco de tudo em "nós! atados e desatados pela própria força da vida!
Todos nós, temos os nossos "nós" que se papertam, outros afrouxamos. E assim vamos indo vida a fora...
Muito lindo!
Abração!
Deu vontade de voar...
Creio que a maioria dos nossos "nós" somos nós que atamos, e quando são somos nós, de alguma forma deixamos as pontas soltas para que outros nos atem.
Belo texto. Grande reflexão. Fruto de filósofo da minha terra. Filósofo do coração e da alma.
Volto pra votar, com certeza.
abrs
Estilo admirável e mensagem tão bela e profunda, nos tramite/paz liberdade, reflexão/ nos tocando a alma de maneira tão pura, parabéns meu amigo, obrigado pelo convite.
um grande abraço.
VOTADÍSSIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.../
AMIGO NOELIO!
Bela mensagem de esperança!
A vida é uma montanha russa!
No sobe e desce - alguns nós - são desfeitos!
Alguns insistem em apertar as amarras...
Pura ilusão! A vida é a corda!
Que é rompida... E vários nós ficam!
Sua reflexão é lição de vida!
Parabéns!
Lailton Araújo
Saramar, amada poetisa.
Seu comentários revelam a sabedoria da sua alma e comovem meus sentimentos com tantas delicadezas.
Muitos beijos
Noélio
Nydya, querida amiga.
Obrigado pela sua presença. Pela leveza de seus belos comentários, versos para a minha alma.
Beijos
Noélio
Rubenio.
Agradeço sua palavras. Seus comentários. Sua presença sempre amiga.
Abraços
Noélio
Deu um no' na atencao de todos no's, ficamos atentos do começo ao fim...parabens! voto, abrs. victorvapf
victorvapf · Belo Horizonte, MG 16/11/2007 16:13
Auir.
Obrigado pelos seus sempre sábios e generosos comentários.
Forte abraços
Noélio
Amigo e parceiro Noelio!
Deixo aqui meu voto. Misto de admiração, respeito.
Torcendo para que o seu livro seja logo uma realidade
para todos os seus leitores: E aqui está um!
Abçs.
Benny Franklin
Paulo.
obrigado pela sua visita e pelos elogios
Abraços
Noélio
Noélio amigo,
hoje estou feito manteiga derretida. Seu texto me pegou de jeito e começou a desatar alguns nós apertados aqui no peito.
Fantástico.
Votadíssimo.
Abração carinhoso e obrigada por ajudar a desatar alguns nós.
Noelio,
votado. Vc me fez lembrar que estou passando por vários nós...
mas,o melhor é a fé de que os céus sempre vêm ao nosso socorro. É só ter calma e esperar em Deus.
Muito bonito o que vc escreve. Parabéns!
Bjos
Meu cronista predileto, alguns nós são feitos especialmente para serem desatados, com a palavra os marinheiros, os da vida, creio, também e cabe a nós a tarefa de conseguir essa proeza e nos vermos livres daqueles nós que nos machucam, prendem e incomodam, não é?
Vc escreve tão bem que chego a pensar que nunca mais terei dificuldade em dasatar os meus, se um dia precisar.
Bjs
Noélio,
todos nós temos os nós do passado
uns apertam a nossa alma
outros guardam as nossas tristezas
mas os nós do presente guardam a esperança
para soltarmos, quando quisermos e desejarmos...
Bjs de Betha, com um laço de carinho e amizade. Lindo texto!
Noélio, seu romantismo parece ser imorredouro...
Sua esperança, sua fé, gosto disso...
Noélio. Quando crescer quero ser igual a você.Suas palavras sempre me fizeram muito bem, você nem imagina o quanto, mas estas agora, penetram na minha alma e no meu coração. Acredito que ninguém pode ficar ileso do passado, das dores, das tristezas, dos dissabores. Mas, resta a esperança, que não faz de todo esquecer o passado, porém , faz lembra-nos o que seria de nós sem o nosso passado.
Grata,
Elizete
Quem não os têm? Ah! Noélio , estou escrevendo um livro , título "divorcios tantos", tantas escolhas, tantas bifurcações, tantas pedras, mas a esperança a ressurgir a cada solavanco...Teu texto nos conduz a um momento de paz, reflexão, auro-estudo fundo..não é só cavar o sofrer, mas também o feliz, o querer bem. Olha Noélio, teus textos são doces, pois mesmo no meio a gente se amrga, se faz lembrar do que está lá no fundo, ele reverte e finaliza com o doce, a harmonia...paz. desculpe a ausencia de comentarios, adoro todos, sem descartar nenhum de todos teus que li,estive afastada, dia 14 seria 23 anos...antes fico péssima, como se houvesse a esperança de se ter festa, rs Mas fiquei mãe bonita, como assim ele desejava...desculpe, mas são os nós, laços em fitas em cor da vida, eternos. bjus.
Cintia Thome · São Paulo, SP 17/11/2007 00:00
Olha o voto aí meu irmão.
abraços.
Carlos Magno.
Bela imagem, a da tela e a que você pinta com palavras!
Roberta Tum · Palmas, TO 17/11/2007 11:21
Nóelio,
Teus textos são alentos para acreditarmos que os nós desatam, basta querer!
Um aBRAÇO grande poeta, Marluce
Noelio!
Sempre me emociono com teus textos. E com este verdadeiro hino à liberdade e a perseverança, não poderia ser diferente!
Parabéns e obrigado.
Forte abraço!
Noélio
Acho que já perdi a conta do nº de nós que já atei, mas desatei bem mais.
Abração carinhoso.
Noélio, sorry, mas só pude aparecer hoje! Como sempre adorei!!
Tati MOTTA · Belo Horizonte, MG 19/11/2007 13:05
Meu Caro amigo, meu contista,
Noélio, tem coisas assim de tão singelo é muito profundo.
eu não tinha percebido que "nós" pronome e "nós" encrenca
se escreve rigorosamente iguais.
E esta crônica extamente por ter o sabor das descobertas,
muito legal.
um abraço, andre.
Relido amigo parceiro, primoroso texto, renove meus parabens
victorvapf · Belo Horizonte, MG 21/12/2008 14:59
Vim te visitar (e votar), amigo Noélio, que também está prestes a vir me visitar aqui no meu ateliê paulistano. Estou lhe esperando, hoje à tarde para ter o prazer de conhecê-lo pessoalmente. Até breve.
O cordelista
guilherme
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