leve, como a pluma,
a direção dela na asa do pássaro
exata, como a hora do amor,
das flores nacaradas, perfumadas, desabrochadas
E um tapete tecido de fios de ouro,
finos os fios, simples e leves que esvoaçam,
como se fossem seda
Sedados os meus sentidos por teus carinhos
Andei muito tempo o pó da estrada secando a boca
engoli as pedras possíveis
penei, para no topo te achar
E voei como vôa o pássaro,
como a pluma da asa do pássaro
num longo arco do meu braço ao teu rosto
Esfreguei até rude a mão na tua cabeleira
e a enrolei a prendê-la em meus dedos
te puxei para junto a mim
nosso lábios molharam-se vencendo a secura
e nossoas línguas digladiaram-se por prazer
não se feriram, mordiscadas, estaladas
nos fizemos de joelhos,
abraçados, meus seios contra teu torso nu
e tuas coxas firmes me aprisionando
Eu fingindo resistir, era prisioneira tua
e penetrada para nosso gozo
e nosso gozo foi nosso prazer
e nosso prazer foi nossa luxúria
porque não queríamos mais parar
Eu ainda lembro,
como se fosse ontem
embora até hoje, até agora ainda seja.
menina
que coisa mais cheia de prazer
eu volto
Tenho prazer no teu retorno, Marcia Fernanda.
Juliaura · Porto Alegre, RS 27/12/2008 11:51
Juliara,
bela lembrança de momentos de amor.
prazer até em ler.
bjs
...leve, como a pluma...
Lindo, e votado!
Feliz 2009!
Oi Juliaura,
Será o aquecimento global?
Quanta força!
"prisioneira tua"...
parabéns
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