Eis me aqui
na esquina da noite
tentando decifrar os enigmas
que a vida me ofertou.
A cidade me assombra
com seus misterios de centauros
centauros pretos
centauros brancos
que comeram a memória
e ruminaram a tragedia.
Eis me aqui
tentando traçar roteiros
que nunca seguirei,
venho de sonhos frustrados
e caminhos gastos
aprisionei o átomo
e o lançarei contra o mundo.
Nesta esquina um dia
tive amigos
poetas, boemios
seresteiros malditos
que cantaram comigo
a canção de cristal
de um tempo que nunca habitei.
Hoje nesta esquina
estou só
apenas esses bancos na praça
esperam meus mortos
( que hão de chegar)
para o banquete de dor
e de saudades.
Maravilhoso, seu poema, Júlio.
Você escreve bem demais...
"Amigos... que cantaram comigo
a canção de cristal
de um tempo que nunca habitei."
Quanta força tem suas palavras...
Volto para votar, com certeza.
abraço
Nydia
Vim ler por indicação da Nydia.
É realmente muito bonito em sua dorida solidão.
Gostei imensamente e já votei.
beijos
NYDIA ME ALERTOU E AQUI VIM...
BELA CRIAÇÃO, ABRIR DA ALMA NA NOITE
DE NINGUÉM. CANÇÃO CRISTAL ,
ESTA QUE JÁ NÃO SE TEM...BELO...POEMAÇO
VOTO SIM OK?
ABÇ
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