Este texto neoecológico é um convite a uma boa investigação das nossas puras realidades, (do homem e de toda a natureza), como reação conservadora-transparente, à infoavalanche midiática, partindo-se do pressuposto de que antes de sermos “ecologistas” precisamos ser “ecólogos” e, depois de sê-lo, é necessário aperfeiçoarmo-nos concluindo por registrarmos de forma adequada e tradicional os avanços que fizermos.
Em nosso processo cultural, o que fazemos além de buscar a essência da natureza?
Toda a realização cultural humana, desde a indústria a mais rudimentar, como a produção de lanças-ponta-de-sílex, até a mais moderna “geração de conforto”, (exemplificada nas mais físicas e “virtuais” formas de produção, transporte e comunicação), servem à idéia de -um lar confortável, harmônico e prazeroso-, onde “bem acompanhados” e oportunisando uma prole, vivemos felizes, seguros, alimentados, dormindo, desfrutando prazeres íntimos, prosperando e estudando à partir destas carências, quer queiramos quer não o que é “a passagem do tempo”. Logo, descobrimos que o tempo é “Fluido”, “Móvel” e “virtual” como deram à entender bem antigos autores, que recheiam mais ou menos, nossa bagagem cultural.
Se no nosso corre-corre contemporâneo reservarmos um -espaço para pensar-, -(e isso é muito necessário)- pouco a pouco, descobrimos que é preciso diversificar nosso olhar, digo “cobrirmos” um espaço maior de “terreno” em nossa investigação dos fenômenos e conhecimentos já prontos e compilados da natureza, (considerando que por analogia tudo o que da natureza gerou nossos conhecimentos, ainda se encontra por aí, junto às nossas necessidades fundamentais a que acima me referi), para então sermos de fato, cultos e, depois de no mínimo, com entendimentos “modernos”, requalificarmos “antigas compreensões”, depois de adequada perscrutação, seremos chamados de “contemporâneos”. Se ainda e isso quase sempre na intenção de “algo acrescentar a esta massa de entendimentos”, insistimos em continuar, e a produzir, ai poderemos ser chamados de “pensadores”. Se zelamos pela natureza”, então, as ferramentas para esta atualização ecológica, não são apenas filosóficas, antropológicas, sociológicas ou ainda cosmológicas, elas são “iminentemente culturais”, como tudo o que pode ser útil em uma época, em vistas das necessidades, ou seja nosso olhar é que “deve se revestir” de algumas roupagens à fim de que possamos “partir do que parece para encontrar aquilo que é”. Além do tempo, a transformação da consciência é também “virtual”, como o é também o desenvolvimento da inteligência. É preciso que convencionemos que a consciência que é este estado de “eu sou eu”, (self), (e não sou as outras coisas), é -a aquisição mais cara na natureza- e é isso que a justifica e justifica também a “ecologia”. Já a inteligência é mesmo múltipla e é tradicionalmente a “capacidade de solucionar problemas” -físicos, emocionais e virtuais-, lembrando-nos que quase sempre para os animais e o homem, estes problemas aparecem juntos, agrupados. Exemplo:- Estou dentro de uma sala, herméticamente fechada. Daqui a pouco, enorme pedra desabará sobre ela, esmagando-me. Há apenas um buraco médio na parede. O problema é sair, ou seja o problema está no nível físico, uma vez que tenho um corpo. A solução passa por eu entender “virtualmente” a gravidade da situação, me organizar emocionalmente, e em seguida “operar uma ação física”, salvando-me. Esta situação ou similar, seja na terra, na água, no ar ou em contato com o fogo, pode ser encontrada se nos expomos à natureza, enfrentando os seus poderes. Lógico é de situações “similares”, que se desenvolveram as nossas capacidades. Por razões culturais, neste caso, podemos afirmar que qualquer animal se safaria mais rapidamente que os humanos. Ora, na verdade a primeira questão é ainda o entendimento do tempo. É o mesmo que espaço? E daí? Qual espaço? A base, a altura ou a profundidade? Os três juntos? A “transformação” da natureza? Na verdade, o que chamamos de tempo é uma mostra “acelerada” (e, consideremos estas aspas aos antigos autores) do que entendemos por “eternidade”. Sem sairmos do fio da nossa proposta, o que digo é que precisamos ainda estudar a natureza ampla, para entendermos melhor os nossos processos íntimos e então aperfeiçoá-los, para assim obtermos harmonia, equilíbrio e estabilidade, que -será a este nível também revertida sobre o meio -. A “Natureza” é um pouco mais complexa do que - as plantinhas, a terra, o rio, a cachoeira e o cocô de boi, seus cogumelos e gases carbonizáveis e carbonizantes que “decoram” o ar e, fluem com os ecossistemas conhecidos e os estelares desconhecidos -. Tecnicamente hoje em dia, precisamos incluir “naquela lista” a astrofísica, a fisiologia, a genética, a cientologia (porque não?), o esoterismo tradicional e os conhecimentos tribais, ou seja: - Precisamos trabalhar em uma “ampla geografia”, onde deveremos nos aproximar (-o máximo possível-), de - tudo o que sabemos daqui e até onde os nossos satélites lançados ao espaço alcançar e registrar, considerando as estórias, as histórias oficiais, extra-oficiais, a ufofilosofia, e outras emergentes “fias”, “ãos”, “ars” e “àticas”-. Trata-se de sermos de fato contemporâneos, deixarmos a atitude apenas romântica e necessária de “ecologistas comuns” e de fato produzirmos e -registrarmos em pedra- o que alcançarmos, como parece ser a tradição por aqui, (vide todas as culturas passadas, às quais temos conhecimento, porque nos legaram signos, símbolos, letreiros e toda uma arquetipia semiológica e literal de informações). Esta forma de ecologia mais ampla, em verdade precisa ser “resgatada”.
Final do Outono. Lua Cheia, Sol em Gêmeos, no ano em que farei 45 anos de idade.
Em, 10 de junho de 2009 -13:40hs. (Calendário Gregoriano).
Ano Tormenta elétrica azul. 13ºdia da Lua Cristal do Coelho (Cooperação) –
Onda encantada da Lua Magnética Vermelha (tom 11) (Calendário Maia Renovado).
Atenciosamente, Zemh Teixeira – Pc- Bhz - Mg – Br - Zenbhz@gmail.com
tags: Belo Horizonte MG cultura-e-sociedade ecologia antropocentro-civilizacao brasileira
Depois da assim chamada "era da comunicação", a era midiática, caracterizada pelo fenômeno da infoavalanche, onde uma 'sem quantidade' de informações são despejadas sobre as cabeças pós industriais, (e suas consequências), pós humanas e também pós capitalistas, que passaram pelo período já pós moderno, -onde se testaram e aperfeiçoaram conceitos- e, penetram em um período de "marca passo" onde desconfiados em suas consciências aguardam a "definição do novo", agarrando-se aos aspectos das tradições que recentemente renovadas deram certo. Assim, compete-nos pensar em uma ecologia mais ampla e até em -nova ecologia-.
At. Zemh
maravilhoso seu trabalho amigo, um texto ótimo, parabéns.
votado.
Zemh Teixeira · Belo Horizonte (MG) ·
Nova Ecologia tem no Homem o Centro do Universo
Pegou muito bem falar de uma nmova Ecologia porque a gente vê como resistem a cuidar do meio ambiente.
Queiomam e degradam pelo lucro maior, precisa uma visão nova para libertar o homem da sua busca desenfreada pelo lucro e acumulação.
Parabéns pelo ensaio tão feliz.
Abração Amigo
Cara, vc é um poço de cultura.....
te ler me enriquece e mto.
valeu!
bjs♥;
Gosto muito das suas poesias, em especial da sua "força poética".
Tudo que enquanto artistas queremos é ser útil à quem possa entender a nossa arte.
Nós nos construímos junto!
Obrigado.
Bj.
Ótimo POTS! Parabéns pelo tema abordado!
Um abraço, by Ser Univertário
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