O fundo exposto do açude tão rachado quanto a sola dos seus pés. O gado ao chão. Garranchos secos e cortantes substituindo o plantio. Desolado, o velho sertanejo, pela primeira vez em muitos anos, subverteu sua própria ressequidão e chorou.
Ao longe, vendo do alto a cena, a nuvem, comovida, derramou-se em prantos, se desfazendo em lágrimas doces. O chão recebeu as lágrimas e se deleitou com o frescor e com a leveza de seu sabor. Em agradecimento, se abriu em cajus, mangas, bananas, milhos.
O sertanejo então levantou rosto e mãos em direção à nuvem. Por onde antes corriam lágrimas derramarem-se os pingos de chuva.
Nossa poeta, q maravilhosa e arrebatora imagem criei a partir do seu poema.. parabéns!
votadíssimo
Muito obrigado, Léia. Não me sinto digno da alcunha de "poeta", mas fico muito feliz que o texto tenha lhe tocado.
Flávio Herculano · Palmas, TO 12/3/2010 09:32
Texto muito bem construído, fluido, de simplicidade complexa (é um paradoxo mesmo, rs) e belíssimo. Parabéns!
Já está entre meus fav. ones...
Se quiser, dá uma pescoçada no meu perfil pra ver se algo te agrada, ok?
Abços
se isso tivesse acontecido com Fabiano e famíla, com certeza a cachorra baleia ainda estivesse viva. vlw Herculano
Edson1970 · Mossoró, RN 3/4/2011 10:33Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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