Vou plantar
poemas no solo
dessa manhã
sem véspera
espalhar sementes
de silêncio
nos guetos urbanos
e esperar
que os homens
plantem em seus
áridos corações
a erva do amor
e da compaixão.
2
No vazio
inquietante
da sala
o pó das horas
escorre lento
pelas paredes
vetustas da casa
e embota
a fotografia
dos mortos.
3
No íntimo
das sílabas
(soma de falanges)
consoantes
e vogais
se tocam
se copulam
e geram
o poema.
E a homenagem a poeta Nydia Bonetti continua.
Gostei muito, Júlio. Especialmente das duas últimas partes.
Abraço,
Carlos ETC
http://interludios.blogspot.com
prezado júlio
poesia dialogando com poesia é sempre interessante
um grande e fraterno abraço do
paulo monteiro
Poetisando com a alma. Há uma semelhança nítida contida entre os três textos: a arte.
Parabéns!
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