O adeus de Zeferino.
Panela amassada.
Fogão de lenha aos pedaços.
No chão, migalhas alimentam baratas.
Atrás da porta, viola quebrada.
Do muro velho, gato minguado espia a Lua.
Noite sombria machuca o coração.
Zeferino não espera por nada.
Ignora os revéis da vida.
Do jeito que os sonhos chegam, eles vão.
Sente n’alma o peso exato de sua cruz.
Com seu bornal nas costas põe o pé no mundo.
Amanhã quando o primeiro raio de Sol nascer,
Zeferino será como a poeira na estrada.
Imagem diluída. Etérea.
De sua pessoa ninguém mais falará.
jbconrado*
Amanhã quando o primeiro raio de Sol nascer,
Zeferino será como a poeira da estrada.
Imagem diluída. Etérea.
De sua pessoa ninguém mais falará.
Ayruman,
Zeferino e a melancolia de quem se esvai.
Sempre bom ler o que tu escreves
Abraço,
ayruman · Cuiabá, MT
O adeus de Zeferino.
Zeferino Caminhante, uma lição pra gente, que também estamos numa caminhada e precisamos chegar a algum bom lugar.
Muito boa a Lição pra gente com amor tratar.
Abração Amigo para todos.
E quantos \"invisiveis\" encontramos pelas nossas estradas? O que será que os move? Mas, DEUS está no comando de tudo e tudo tem um porquê!
Parabéns.
Acreditemos que após a morte há vida, para nos confortar, não faria sentido algo contrário.
Abraço.
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