um broto de água
sob a pedra,
olhos recém-abertos,
brota.
da pedra
é tanta a sede,
entretanto,
que mina,
mina d'água,
mina d'ouro
de sol,
de repente, lépida fonte
e seus verdes aninhados.
o mundo, os musgos,
as flores em seu mirar,
o leito,
o longo deitar-se
entre as margens do corpo.
o percurso,
a pausa na curva,
a água que escorre,
finalmente rio
passando, passando
minando...
gota d'água,
a pedra no peito,
lápide.
Sara,
Poema de Puríssimo Amor. Aliás, o Amor é Você!
Bjs. Benny.
Os 6 primeiros votos são meus... mas é uma honra, mais que um prazer, ler esse Drumond de saia que é você.
"Corre o rio em direção ao mar.../ quer em seu leito a amada não tida./ Minguam suas forças e, sem amar, / chora este rio o azar de sua vida". Isto é meu... qualquer semelhança é mera coincidência. Você continua ótima.. só nos resta beijar-lhe os pés. BEIJOS MIS !
Benny, obrigada. Fiquei vermelha de vaidade (risos).
beijos
Nato, que coisa! Os seus versos deixados aqui desmente o seu exagero, são muito, muito lindos. Diante deles, meu rio mingua, humilde.
Muito obrigada.
beijos
Saramar.
A foto é bela. Esse rio não sei onde vai parar, mas versos feitos por você sempre terminam em amor.
" Esse rio podia ser nossa rua".
Beijos
Noélio Mello
Noélio, agradeço-lhe.
Meus versos, pequenos, tentam, coitados, falar da imensidade do amor.
Esse rio, como o imagino, é o chão do amor.
Muito obrigada.
beijos
Saramar,
És sempre original em seus versos, parabéns!
Um aBRAÇo, Marluce
Marluce, muito obrigada.
Apesar de andar em fase "branca", continuo tentando.
beijos
Lépida fonte..lápide...Versejar intenso no amor. Parabens.
Cintia Thome · São Paulo, SP 27/7/2007 22:56
parabéns, Saramar.
grande texto!!
abraços,
Ai SaraMar,
tu, de gota em gota de poesia lírica,
me emoldurou uma despedida.
A poesia não é triste, não é isso.
eu é que navego nascente de rios desaguadando verentes de sede que não se sacia, a não ser em poesia.
O verde musgo, está em meu verde-luto, e o branco da água, é o consolo que em mim naufraga, poesias...
Beijo-te em Mar Sarando dor verde, caudalosa, e fria.
Que forma diferente e linda de falar do amor.
Parabéns!
Abraços.
Oi, Saramar,
teus versos brotaram mesmo e inundaram um grande rio de inspiração.
Abraços de Betha.
Versos puros como as águas de uma nascente.
Tacilda Aquino · Goiânia, GO 30/7/2007 20:58
Com a reverência da inesgotável água da criação... Belo, belo, minha amiga. E continuo insistindo: cadê o livro? A sua poesia precisa urgentemente desaguar na foz perenizada de um livro para que a gente mergulhe por inteiro a nossa sede na fonte revigorante das suas palavras. E que a poesia seja sempre pra você essa água infinda ao encontro do seu olhar.
Beijo grande!
Beijo grande.
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