Todos os caminhos me levam
Para onde eu já me encontro.
Este lugar parece ser mesmo meu.
Aqui resolvo, aqui me perco.
O tempo de varrer o mundo
Nesta minha idade, já vai longe.
Vivo diante dos inquisidores
Pagando por todas as minhas ausências
Por todas as lamentações.
Aqui vi o sol nascer e já me cansa
A esperança de outras luzes ficam distantes.
Eu não gosto de questionar a vida
Porque todos os argumentos
Que justifique sua dureza
Inevitável passei por todos.
Não quero lamentar por uma coisa perdida
E nem dar nome a isto
Mocidade e beleza
Coisas que o tempo nomeia sem piedade.
Escassez no meu dicionário
De palavras e seus sinônimos
Para dar um nome a vida.
Sou um dos que justifica o que não vale
O precipício que anda sob meus pés.
Quero, às vezes, chamar pelo meu nome
Mas eu ainda não aprendi nem decorei
Por isto resiguinei-me à mutilação
Dos meus valores, abaixo da importância
Que uma vida vale.
Não sei se vivo ou morto eu chego lá
Ao abraço do Sôfrego da cruz
E acreditar nisto, que tem o significado
De tudo, o santíssimo, Cristo.
A irreversibilidade da nossa condição.
belíssima irreversibilidade!
Um bom poema-religioso.
A linguagem perfeita:
com metáforas instigantes!
O ritmo perfeito:
cadência de idéias bem entrosadas!
O clímax final, dado o tema escolhido,
mto bom!
OBRIGADO HÊNIO DOS SANTOS - POETA DA VIDA, PELO COMENTÁRIO GENEROSO À MINHA POESIA.
Naeno · Teresina, PI 30/11/2011 15:58Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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