Perdeu a paciência com a maldita solidão.
Pegou a danada, trancou no armário, ligou o som e começou a dançar. E dançou, e rodopiou, e girou, e cantou, e gritou, e sorriu, e bebeu, e gargalhou, e vomitou, e desmaiou, e acordou, e a cabeça doeu, e o dia nasceu, e o vazio voltou. Pior. Porque doía nos ossos. E cegava os ouvidos. E emudecia o peito. E amarrotava os olhos. E ardia na alma.
Destrancou a solidão, colocou a bendita sentada na mesa da cozinha, meteu um Engov pra dentro e entendeu que, para certas pessoas, antes mal acompanhada do que só.
humm..gostei! menos do "antes mal acompanhada do que só".
explico: sempre bem acompanhada mesmo que seja por ninguém, mas cabeça oca não dá... melhor vomitar em casa... na paz..
agora diga aí, só engove salva,rsrsrs..
dia seguinte..é f...
beijão pra vc
fran
E viva o Engov!
Hehehe
Gostei do seu texto. Voce tem um jeito natural de escrever que me encantou. Um abraço mineiro.
anamineira · Alvinópolis, MG 7/7/2007 16:22Engov tudo de bom mesmo! Texto suave e no tom certo.Parabens pelos textos e belo CV...e agradeço o teu comentario e visita..Voltarei...volte...Cintia Thome
Cintia Thome · São Paulo, SP 8/7/2007 16:37
Maravilha! A solidão em qualquer canto atrapalha, fere.É concorrente desleal da felicidade. Amiga íntima da saudade.
Lindo poema.Parabéns!
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