Recentemente o olhar midiático trouxe sua atenção para o caso da enfermeira que maltratou e matou um pequeno cão, tudo em frente de sua pequena filha. Como seus atos de violência foram filmados e expostos nas redes sociais, o povo irritado exigiu justiça. Saindo do espectro causado por esse acontecimento espetacular e nos aprofundando um pouco mais, podemos desfragmentar a ocasião e apresentar a seguinte situação:
Enfermagem; Os médicos são alvos constantes de várias (e justas) reclamações sobre seus métodos poucos éticos, sejam ausências, tratamentos errados ou simplesmente pouca paciência, contudo a enfermagem apresenta esses mesmos problemas. Nas redes sociais uma afirmação: se ela tratou seu cão assim, imagina com as pessoas?
Ninguém precisa idealizar (visite uma emergência) e muito menos apontar esta mulher como uma circunstância isolada, o estado da saúde publica é um caos não apenas por toda sua falta de aparato técnico, mas também pela ausência de humanidade.
Parece que falta humanidade em muitos desses profissionais espalhados do Oiapoque ao Chuí, causa certa reflexão, pois;
Estudou tanto, prestou concurso e por fim ocorre esse mal preparo ao lidar com as pessoas. O que houve de errado nesse percurso?
É claro, sabemos bem a falta de equipamento, são poucos enfermeiros para muitos leitos e tantas outras coisas mais, porem nada configura a má vontade deles perante pacientes, inúmeras vezes desprovidos de qualquer socorro.
A humanidade não tem índice de pesquisa, mas é invariavelmente essencial para quaisquer profissões imagine então em cujo cliente (coisa estranha do mercado atual chamar o doente de cliente) está normalmente convalescido e precisa não apenas de remédio, mas conseqüentemente de atenção e por que não carinho.
As estruturas da sociedade mudam e se tornam mais frias, sabemos da distancia que assombra as pessoas entre elas próprias e o endeusamento do dinheiro como força vital na busca da felicidade. Sim, conhecemos todos esses axiomas pregados em todos os lados e cantos, todavia não podemos aceitar que algo essencial, não vendido em quiosques e compras online falte às pessoas desta ou de quaisquer outras áreas. O humanismo não é ensinado, vendido, roubado, mas sim conquistado.
Humanismo não é complacência, mas o dever de sabermos que diante de alguém doente, ele deve ser tratado como gostaríamos. É através do outro que nós conhecemos e vivemos. Não deveríamos tratar assim nem um cão certo?
O animal; o desrespeito infligido no animal do caso supracitado não pode ser nenhuma novidade para quem caminha nas ruas e repara nos inúmeros animais largados. Fazem parte da desastrosa realidade urbana tanto quanto os lixos despejados e rios poluídos. Eliminá-los talvez fosse o melhor resultado esperado por tantas pessoas. Os problemas prosseguem, as festividades empurram muitos presentes bonitinhos, contudo alguns meses depois são desprezados e trocados por coisas novas, como se os antigos fossem uma “coisa” da qual se pudesse jogar no lixo.
Eis a falta de respeito que aflige modernamente os corações das pessoas, coisas e animais não são sinônimos, mesmo que todo animal tenha sua versão em plástico. Existem culturas alimentadas por cães, outras venerando vacas, ao menos tenhamos mais respeito por nossos animais.
Thiago Mendes
Recentemente o olhar midiático trouxe sua atenção para o caso da enfermeira que maltratou e matou um pequeno cão, tudo em frente de sua pequena filha. Como seus atos de violência foram filmados e expostos nas redes sociais, o povo irritado exigiu justiça. Saindo do espectro causado por esse acontecimento espetacular e nos aprofundando um pouco mais, podemos desfragmentar a ocasião e apresentar a seguinte situação:
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