Todos os dias, eu pegava o bonde
Passava em frente ao cine Metrópole
Que não existe mais.
Passava em frente ao cine Guarany
Ele está lá, mas não funciona também,
Virou depósito
A rua da Bahia era boa de se ver!
Passava em frente a Igreja de Lourdes
A Igreja de Lourdes continua lá...
Aliás, as Igrejas se mantêm no lugar
A Praça da Liberdade, o bonde passava do lado
O Colégio Isabela, das meninas bonitas
O Minas Tenis Clube, com seu porteiro
Cercava quem não tinha pago o mês...
O Ginásio, os jogos, as Olimpíadas...
A Padaria Excelsior, continua la´
Na virada do ponto final eu descia...
Passava a pé, na porta do bar do Miro
Em frente a "bitaca" da Dona Idalina
Via o Ciro, que tinha medo
Era só gritar: " Olha o ouro",
Que ele vinha pedindo pra calar a boca,
Com medo dos ladrões...
Este percurso ficou na minha cabeça!
Quando acabaram com os bondes,
Não pensaram nas lembranças!
Elas permanecem firmes, sempre
Tomando carona na ilusão
De que tudo esta no lugar...
Victor,
E eu não cheguei a conhecer os bondes, mas conheci os trens.
Ai que saudades daquele tempinho bom!
E o cinema que eu frequentava virou Teatro,
nossa... quantas lembranças
bjs
Doroni, obrigado amiga! Ce precisava ver como era bom os bondes...Alem de não poluirem faziam pouco barulho anando nos trilhos ... Tinha a figura do Motorneiro, o que conduzia o Bonde e o Condutor, o que cobrava as passagens... Tinha o Balaustre, era uma comprida peça de madeira que impedia a saida dos passageiros pelo lado dos postes...De vez em quando, quem não queria pagar passagem, saia por aquele lado, de vez em quando um batia a cabeça no poste...O Condutor, cobrava, dava o sinal de partida em cada ponto e ainda vigiava quem queria dar o cano...O Motorneiro ficava sentado, so tocando o bonde pra frente e ainda ganhava mais que o Condutor... (verdadeira injustiça) rsrs
Bem, a aula de bonde acabou,
beijos
voltando
pois é, meus pais falavam bastante dos bondes
mas eu era pequena ainda e não estou lembrada.
bjs
Caramba, Victor! Que saudade que eu tenho dos bondes lá de Porto Alegre. Me criei andando neles. Acho que esse foi o melhor tempo de nossas vidas. Onde eu morava, a parada do bonde era na porta do nosso armazém. Eu acostumei dormir com o barulho deles a noite toda.
Tenho histórias hilárias que aconteceram comigo e os bondes...
Que delicia o teu texto!
Beijossss
Greta, conta as suas historias ue!Queremos ler,
beijos
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