Lá vai o moço com seu carro lotado
De lixo de papelão,um pouco de garrafas
E outro tanto de jornais...
Seus pés calçam sapatos furados
E calças rotas e encardidas pela fuligem da rua...
Improvisadamente uma criança é levada...
Novinha com sua inocência...sorri.
Seu pai a encoraja " falta pouco filha",
Ao cruzar a rua, apressadamente,carros buzinam...
Sem saber de nada o bebê de um ano balança
Seus bracinhos...começa uma garoa.
Puxando o carrinho lotado de entulhos recicláveis...
Lá vai o carrinheiro que puxa o toldo de plástico de lixo
Para não molhar seu bebê...
Continua sua jornada pela Curitiba fria e chuvosa.
Homem de fibra e merecedor de uma vida melhor...
Que Deus o abençoe...
Que Deus abençoe a todos os nossos carrinheiro honestos!
CintyaHelena · Colombo, PR 6/6/2009 20:27
Fina sensibilidade. Coisa de Poeta dos bons!
Luz e Paz.
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