Aviso aos navegantes: não tenho talento para ser Paulo Francis; eu nem gostava dele.
Na atual geração de articulistas, a pessoa que mais me faz lembrar o Francis é o Diogo Mainardi: Diogo ou é amado ou é odiado por seus leitores. Não há meio termo. E na verdade é isso que ele pretende mesmo. Com a morte de Francis o nicho havia ficado vazio: era preciso alguém como Diogo para ocupar o buraco na parede. Cultérrimo, inteligente, com uma visão internacional do mundo, e nem um pouquinho preocupado em ser bonzinho e pasteurizado. Não sou apaixonada por Mainardi, assim como não era por Francis, e às vezes, quando leio algo escrito por qualquer um dos dois eu tenho vontade de enforcá-los, de tão radical que se apresentam. Sei que é impossível enforcar Francis,uma vez que ele já foi cremado. Enfim... Mas o fato de não concordar com eles não vai me colocar escamas sobre os olhos e impedir que eu enxergue o óbvio: Mainardi é inteligente e sofisticado, assim como Francis o era. Fortes, provocativos, duros na queda. O tipo de cronista que adora polemizar. A diferença única entre ambos está bem na cara: Diogo é simplesmente lindo, e Paulo era meio feio. Em todo caso, homem culto e badalado é feio? Fica a dúvida: nada mais feiozinho do que Veríssimo, o filho, mas o fato dele ser escritor famoso já lhe confere um grande charme. E como!
Mas o que Paulo Francis tem a ver com Diogo Mainardi e o que ambos têm a ver com O Castelo de Osaka? Respondo: absolutamente nada! Apenas lembrei-me dos dois, agorinha, enquanto escrevo essas mal traçadas linhas.
Eu vi um filme, faz tempo, com esse título: O Castelo de Osaka. Título bonito, pomposo. Mas nada a ver com a nossa cultura. Talvez se o título fosse: “Uma noite na Rocinha” ou “A Fabulosa História da Moça que Ganhou o Big Brother”quem sabe seria mais verossímil para nós, brasileiros? Mas por que, repito, digo essas coisas? Não sei, apenas aviso que não estou ébria. Eu nem bebo álcool!
Vou explicar. Eu percebo entre muitos escritores da internet uma grande atração por temas estrangeiros. É bem comum a gente dar de cara com castelos, elfos, fadas, senhor das pulseiras, vampiros, e tudo que povoa a literatura americana, que por sua vez imita os escritos europeus. A grande maioria dos aspirantes a escritores não sentem atração por temas brasileiros. Parece que têm vergonha.
Certa vez participei de um romance coletivo, no orkut. A história se passava num pub inglês! Por que não num barzinho brasileiro? Havia fog londrino, frio, casacos de gola alta, ruas desertas e postes de luz embaçada, igual aos filmes sobre Jack, o Estripador. Só faltava Sherlock Holmes.
A criação era coletiva, eu já disse. Então criei uma figura latina, sei lá, só para destoar, chamava-se Soledad. A moça era bem engraçada, mas ficaram com raiva dela e apesar de ter sido pré estabelecido que ninguém iria intrometer-se nas personagens dos outros, alguns dos escribas da história coletiva atiraram a minha Soledad da janela do segundo andar do pub londrino e a pobre veio a falecer da queda, ou como diria um policial brasileiro, entrou em óbito. Fiquei danada da vida com o fim inesperado e rápido da minha personagem, e só de raiva fiz surgir na história uma tal de Esperanza, irmã da morta, que veio para desvendar o crime. Esperanza era ainda mais interessante que Soledad, eu ia dar um papel de destaque pra ela, mas aí o povo começou a inventar que Esperanza era a própria Soledad que havia voltado, sabe como é? Aquela coisa da virada da virada, como no filme Tootsie. Vi que eu estava perdendo a estribeira da minha personagem e sumi do mapa. Larguei Esperanza não mãos dos outros participantes e pronto. Até hoje eu queria muito saber que fim levou aquela criação coletiva.
Tolstói, Dostoievski, Victor Hugo, Jorge Amado, Ga
(desculpe a lerdeza acima; não me dou bem com máquinas, nem as humanas)
que a verdade seja dita, o tal moço (mainardi) é mesmo um gato polêmico...que de tão chato...parece-me um rato..daqueles de laboratório..como é mesmo? camundongo, né?
sem querer tirar sua 'esperanza', como fizeram com a coitada da soledad; imagino que ela possa ter entrado em órbita junto aos participantes, ou , 'entrou em óbito' - solidária à soledad. ainda ou, pode não ter acostumado ao clima londrino e .. morreu de frio..puxa!
*admito, gosto do mundo fabuloso, mas sem perder a ternura.
excelente texto!
beijão,
francinne
Acho que não, querida! Acho que Esperanza, diante de tanta mediocridade, fez as malas, juntou suas mil saias rodadas de malagueña e se mandou para a Espanha, a fim de curtir o belo e elevar o espírito.
Quanto a morrer de frio, jamais! Sempre haverá um cobertor quente pra ela!
beijão
Acho que para melhor acompanhamento de todo o pessoal vc poderia ter posto tudo em um "post" só. O restante viria no arquivo.
Para ler tudo abririam o arquivo. É uma sugestão.
abcs
Obrigada Leandro, mas me disseram que os meus arquivos não abrem.Eu mesma nao consigo abrir nada, aqui do meu micro, digo, nao consigo abrir os arquivos que vcs postam. O que será?
Luna Gitana · Angico, TO 21/2/2007 10:11
Acredito que então seu Pc está com problema em algum programa ou então faltando algum. Formatou-o recentemente? E na formatação, se isto tiver acontecido, foram adicionados todos os programas existentes anteriormente? Confira isso.
abcs
estou ficando leitor assíduo de tuas crônicas!!
espetaculares!!!
abraço,
Obrigada Leandro pela dica, obrigada Marcos pelo apoio!
Luna Gitana · Angico, TO 21/2/2007 18:36
Primeiro, quero dizer que seu texto é muito interessante. Estou indo ler a segunda parte daqui a pouquinho.
Sobre o Mainardi, nada a declarar... nada mesmo. (rs)
Quanto aos erros que acontecem no seu micro, observei que comigo acontece algo parecido. Sempre que mando abrir um documento, dá erro também. Então o que faço? Ao clicar no botão DOWNLOAD, em vez de mandar abrir o documento, mando salvar. Salvo em alguma pasta de meu disco e abro de lá. Aí a coisa aparece bonitinho.
Abraço!
Luna, vamos por partes, como diria Jack:
Vc tem toda razão quando critica essa mania de colocar fog londrino em tudo, quando a gente vive nesse calor dos trópicos. Mas não acho que isso se aplique aos escritores "de verdade". Esses continuam falando do seu quintal, embora o conceito de quintal tenha se ampliado muito nesse nosso tempo globalizado.
Quanto à sua comparação inicial entre Francis e Mainardi (eca!), não descobri o própósito, mas peço que vc leia mais o Francis e mais atentamente o Mainardi (eca!). Esse sim, vive num eterno fog londrino, que de tão espesso, não deixa que ele veja a realidade. Francis era um cara muito culto e, apesar do seu mau-humor, produzia análises bastante precisas e irônicas do Brasil e do mundo. O Mainardi (eca!) é um mauricinho que pensa que é culto e tem como referência de cultura a civilização europeia. Compará-los não tem cabimento (desculpe o tom, mas é que realmente odeio quando leio alguma coisa desse cara).
Pra finalizar, consigo ler ou ouvir os anexos quando salvo no meu computador. O botão de abrir nunca funciona mesmo. Acho que o problema é do site. Alguém pode explicar isso?
Olá Ilha.Obrigada pelo feed back.
Eu nao me referi mesmo aos escritores de verdade, mas a alguns novos, frutos da mídia.Escritores de proveta, gerados no laboratório das grandes editoras. (cala-te, boca!!!!).
Sobre a minha comparação entre Francis, Mainardi e Castelo de Osaka, eu já falei na minha "croniqueta":não é para ninguém ligar, é só papo de bêbado. Rs rs rs .Mas eu não bebo, asseguro.
Em todo caso esse artiguinho até que rendeu, tive uma boa receptividade. Gostei, sabia??
bjus.
Então, valeu!
bjos
isso mesmo, defenda sua personagem com unhas e dentes! mas...a idéia seria meio chata se todos tivéssemos leituras parecidas, não é? a delícia está na diferença da criação e do entendimento.
novos 'bons' escritores são bem-vindos a minha prateleira, da mesma forma que ‘velhos e conhecidos’ não tão bons, nem passam perto.
bj
fran
Sabe Francine, na minha estante novos autores serão sempre bem vindos, desde que tenham conteúdo.Tenho repetido isso "ad nauseaum" (será que errei o latim?).
Se vc quisesse, poderia dar uma olhadinha nos meus textos NOVOS OLHARES e PONTO POR PONTO EU COSTURO UM CONTO.Creio que lá eu pude deixar bem claro o meu ponto de vista.Nesses artiguinhos eu tb falo da importância da boa vontade do leitor em relação ao texto do autor. Antes de "vetar" um autor na minha estante, eu tento, exaustivamente, entender o que ele está me dizendo. Mas existem autores que escrevem como se copiassem de uma enciclopédia!
Apenas quando não consigo mesmo é que eu entrego os pontos e digo: Desisto.
Em todo caso, eu já observei os articulistas famosos, que escrevem nas grandes revistas, e percebi que quando eles publicam uma crônica, um artigo, ele concedem um réplica ao leitor, alguns chegam até à tréplica, e a partir daí eles encerram!
Se eu continuar a me justificar, isso não terá fim.
Se eu tivesse escrito numa revista, o editor nao ia me permitir voltar sempre ao assunto, não é mesmo? Entao a sorte está lançada: "O Castelo de Osaka" deve se explicar sozinho, com suas próprias pernas. Caso contrário, será uma pena. Assim como a mãe nao pode seguir o filho a vida inteira, o autor tb não. Daqui em diante, "O Castelo..." segue sozinho.
Estejam à vontade,para aceitarvou discordar de mim, pois como vc mesma disse, cada um lê o que quer.
Obrigada a todos que estão opinando.
Sabe Francine, na minha estante novos autores serão sempre bem vindos, desde que tenham conteúdo.Tenho repetido isso "ad nauseaum" (será que errei o latim?).
Se vc quisesse, poderia dar uma olhadinha nos meus textos NOVOS OLHARES e PONTO POR PONTO EU COSTURO UM CONTO.Creio que lá eu pude deixar bem claro o meu ponto de vista.Nesses artiguinhos eu tb falo da importância da boa vontade do leitor em relação ao texto do autor. Antes de "vetar" um autor na minha estante, eu tento, exaustivamente, entender o que ele está me dizendo. Mas existem autores que escrevem como se copiassem de uma enciclopédia!
Apenas quando não consigo mesmo é que eu entrego os pontos e digo: Desisto.
Em todo caso, eu já observei os articulistas famosos, que escrevem nas grandes revistas, e percebi que quando eles publicam uma crônica, um artigo, ele concedem um réplica ao leitor, alguns chegam até à tréplica, e a partir daí eles encerram!
Se eu continuar a me justificar, isso não terá fim.
Se eu tivesse escrito numa revista, o editor nao ia me permitir voltar sempre ao assunto, não é mesmo? Entao a sorte está lançada: "O Castelo de Osaka" deve se explicar sozinho, com suas próprias pernas. Caso contrário, será uma pena. Assim como a mãe nao pode seguir o filho a vida inteira, o autor tb não. Daqui em diante, "O Castelo..." segue sozinho.
Estejam à vontade,para aceitar ou discordar de mim, pois como vc mesma disse, cada um lê o que quer.
Obrigada a todos que estão opinando.
correção:
a) estejam à vontade para aceitar ou discordar.
b) Ad nauseum
Viu como há várias interpretações para uma leitura! eu não disse "cada um lê o que quer"; apesar de achar válido esse pensamento.
cada um entende a obra de maneira diferente, e isso é interessante para o escritor! respostas ... e não "a verdade" única, entende?
aquela velha estória: quanto mais sabemos, mais precisamos apreender que sabemos muito pouco. o tal "só sei que nada sei'..
quando Sócrates diz isso, ele fala que o saber não é absoluto.
taí a beleza da eterna busca.
Me sinto sim à vontade para concordar ou discordar de qualquer pensamento, seja o "do filósofo" ou dos meus. amanhã poderei pensar de outra forma, estamos em movimento.
um forte abraço,
Francinne
José: obrigada pela leitura, vamos ver se vc vota...parece que esse artigo TAMBÉM não vai ter quórum....rs rs rs
Luna Gitana · Angico, TO 24/2/2007 07:45
Francine: de fato você não disse: “cada um lê o que quer”.Vc escreveu: “cada um entende a obra de maneira diferente, e isso é interessante para o escritor” .
Eu sei disso, desde o primeiro momento que li sua opinião. Mas confesso que tentei passar batido e não comentar o que você havia escrito por dois motivos: absoluta preguiça de voltar ao tema, que tratei exaustivamente já em um artiguinho publicado aqui e também por não concordar totalmente com essa opinião tão difundida atualmente. Eu concordo em parte, e deixei claro no meu texto “Ponto por ponto...” e não queria mais falar disso. Mas a Bíblia diz: “O que eu mais temia me aconteceu...”(Jó, falando sobre sua desgraça.) Mais uma vez, a Bílbia está certa. Quando não queremos algo,ele acontece. Isso ocorre apenas com os justos, pois, para os injustos, quase tudo dá certo. (Isso tb está na bíblia:”Vejo o ímpio, e cada vez mais ele prospera” .)
Essa coisa de cada um entender o texto como melhor lhe aprouver é muito difundido, mas é tb perigoso, para o autor e para o leitor.Se assim ocorrer, jamais o autor vai conseguir enviar uma mensagem aos seus leitores. Ela corre o risco de se transformar naquela brincadeira do “telefone sem fio”. Se cada leitor entender de um jeito, será o caos no mundo literário. Existem alguns códigos a serem decifrados. Existem mensagens que devem ser captadas do jeito que foram criadas. Sei que o código da escrita é subjetivo, mas existem limites. Não é assim: cada leitor faz sua interpretação!É a coisa da janela azul que eu citei no outro artigo: A janela de Caetano: “Um azul que não há”. Eu posso achar que ela é qualquer azul, qualquer azul mesmo, até um azul que não existe ainda, que não foi misturado em nenhum laboratório de tintas. Mas eu não posso dizer que ela é verde!
É o caso também de Capitu: Machado deixou grandes pistas da traição, e deixou grandes provas também que Bentinho era maníaco depressivo. Deu no que deu. Mas Machado queria mesmo esse rolo centenário.
Desculpe a pretensão, mas se vc ler o meu “poema sem nome” você pode pensar mil coisas, e dentre elas, o seguinte: aquela poesia trata de um eu lírico masculino, queixando-se de uma mulher (dele) cruel, mandona, conquistadora, sanguessuga, uma “traste”, ( sei, traste é adjetivo masculino) ou esse poema trata de um homem mega apaixonado, falando das fantasias que ele vive com sua amada, ou seja aquela coisa de: o que vc vai ser hoje, na hora da brincadeira?
Veja, eu mesma não sei, e ri muito quando fiz a poesia, pois ela pode ter no mínimo, duas interpretações. Pode também não ser nenhum das duas que expus, e ele pode estar falando de uma mulher hipotética, que existe no imaginário masculino, aí seria a mulher estereotipada, hora lindinha e dançarina, hora cobra coral. Sei lá, nem eu sei!
Aprendi o seguinte: O crítico (mesmo o leitor comum, no papel de crítico) ele pode interpretar, desde que no texto existam pistas, detalhes, dicas, que o levem a chegar àquela conclusão. O leitor nunca pode inventar da sua cabecinha, do nada.
Eu sabia o que vc estava dizendo, mas fiz que não sabia porque não desejava discordar de você e voltar ao tema. Mas aqui estou, feito o Patriarca Jó, me lamentando. E tive dez vezes mais trabalho, rs rs rs .
Em todo caso, bem sei que nada sei, mas morrerei defendendo o que considero ser a minha verdade. Ah sim, amanhã posso mudar, pois graças a Deus eu sou humana e posso me aperfeiçoar.O importante é mudar conscientemente, e não apenas porque alguém mandou que eu mudasse.
É isso aí. Da próxima vez tomarei cuidado redobrado com o que escrevo.
Bjus.
nossa... quantas letras, quanta arrogância!
vc tem muito que apreender..
ps: mesmo 'escrevendo' bem.rs.
beijos pra vc.
Francinne
Talvez Soledad não tenha sido atirada pela janela, talvez ela tenha se atirado...
Afinal só por ser a criatura, ela não é obrigada a aguentar seu criador!
Confesso que o texto ta legal! Mas ainda assim deixa uma dúvida intrigante... se Esperanza for mesmo uma reencarnação da personagem, deduz-se que seja do mesmo criador, com as mesmas intenções... está explicado o sumisso de mais uma criatura!
Creio que o fato de escrever bem, ou pelo menos tentar, não tira a obrigação de uma boa educação com seus leitores... afinal são os próprios que podem te fazer crescer, ou te fazer desaparecer, como soledad e esperanza... tome suas criaturas como exemplo, talvez assim a lição tirada possa ser o carisma e tolerância!Ou ate mesmo, com muita fé, a abertura a novas interpretações ou sugestões, o que nunca fez de um escritor ser pior por isso!
Não creio que diversas interpretações sejam preguiça, afinal como diz o consagrado Fernando Pessoa: "Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?" Imagine se todos nós tivéssimos um mesmo sonho?! Se todos interpretássemos da mesma forma, pra que criar um presonagem e descrever sua personalidade?! Isso seria inútil!
"Existem mensagens que devem ser captadas do jeito que foram criadas." e não creio que uma interpretação própria vá distorcer uma obra, mas sim enriquece-la. Se o escritor não admite vários pontos de vista, etão sugiro que não escreva, pois há coisa mais subjetiva que uma palavra?! Não é acaso que a teoria essencialista já não tem valor tão significativo desde roma!
Gostei de ter "deixado" que seus leitores pudessem ou não concordar com você, já que teoricamente por preguiça, eu não poderia interpretar uma obra diferente do autor, pelo menos posso discordar não é verdade?!
E achei interessante a Francinne ter dito que dicordaria até mesmo do filósofo...voltemos à uma época em que os filósofos eram melhor reconhecidos socialmente. Filosofia vem do grego philos(amizade, amor) e sophia(sabedoria), essa palavra surgiu em virtude de uma atitude atribuída a Pitágoras, que recusava o título de sophos(sábio). O grande pensador não era capaz de colocar-se tranquilamente diante de todos os problemas do universo, por isso preferia ser apenas um "amigo da sabedoria". Filósofo por tanto, etimológicamente falando, não é o senhor de todas as verdades, mas apenas um fiel amigo do saber, um dedicado ao conhecimento. Então se os grandes filósofos diziam que teriam muito o que aprender, imagine nós de um mundo contemporâneo! Por tanto a nossa leitora está coberta de razão.
Um abraço, e meus pêsames pelas personagens, apesar de um possivel óbito compreensível!
Iza: vou ficar com a frase mais bonita do seu texto: "Confesso que o texto tá legal".
Isso, amada, é música para os ouvidos de um autor. o fato de vocês me massacrarem dá-se por um motivo: vocês não me conhecem, não sabem a forma com que encaro a vida levam tudo que escrevo ao pé da letras; (desde que seja para me triturar).
Espero que com o tempo vocês consigam me apreciar como ser humano. Em todo caso, se quiserem um bom diálogo o problema é meu. Se querem apenas massacre, o problema não me pertence mais, deixa de ser meu.
Quando falei que se deve mudar apenas por opção própria, falava não de alguém em especial, mas do homem enquanto ser pensante e político; devemos mudar por escolha própria, não para agradar A ou B.
Sobre Esperanza, foi apenas uma brincadeirinha coletiva, lá no orkut. Criei Soledad, e após o assassinato da mesma, criei Esperanza, a irmã. Quem sugeriu que ela era Soledad disfarçada não fui eu; foram os outros escritores do texto. Entendeu?? Eles diziam: Esperanza é Soledad que voltou.
No mais, Amor e Paz a todos.
bom... a forma com que você encara a vida, eu realmente não sei! Mas percebi a forma com que você encara os leitores... e se fosse de um jeito mais receptivo, acrescentaria em muito, penso eu!
Amor e paz a você também.
Cara dá um tempo! por que vocês não pegam pesado assim com os outros?
Não vê que está na cara que o ódio de vocês é pessoal? que coisa horrorosa, gente! Tenha um pouco de pudor e parem de agredir alguém que só plantou amor nesse lugar!
Leia a fábula do cordeiro e do lobo e você terá um quadro do que estão fazendo comigo! Se quer que eu sai, basta dizer!
Vocês não estão criticando o meu trabalho! Isso é um linchamento psicológico. Deviam ter vergonha de tanta maldade.
Você não lêem meu texto com boa vontade, vocês o lêem com fel! eu poderia lidar opiniões, eu poderia tentar um diálogo no plano das idéias, mas com bruxas satanistas não dá mesmo!
NAO SE JUSTIFIQUE NUNCA: PARA OS AMIGOS, NÃO É NECESSÁRIO. PARA OS INIMIGOS, NÃO VÃO MUDAR NADA!
(eu deiva ter me lembrado disso)
NÃO SE JUSTIFIQUE NUNCA: PARA OS AMIGOS, NÃO É NECESSÁRIO; PARA OS INIMIGOS, NÃO VAI MUDAR NADA!
Luna Gitana · Angico, TO 24/2/2007 23:47
Interessante o texto, interessante a discussão pós-texto embora tenha acalorado, mas nada que deva deixar sequelas entre os participantes. Comigo nunca aconteceu, mas se acontecer alguma discordância além-texto buscarei comunicar ao autor através do seu email. Mas acredito que como a história aqui foi mais ou menos evoluindo naquela de "quem conta um conto acrescenta um ponto" quando os comentaristas viram estavam tão envolvidos que não tinha mais como. É pq o assunto (Castelo) é realmente muito polêmico mexe com opinião e envolve pesonagens Paulo Francis e Mainardi sobre os quais as opiniões são e serão sempre extremadas. Mas entre nós overmundistas acho que o salutar é a discussão, nunca o desentendimento.
Um grande abraço a todos e felicidades.
Talvez desse debate todo possa surgir idéias, das partes envolvidas, para excelentes colaborações e muito mais discussões salutares. Inscrevo-me na fila para comentar.
Abração.
Bom dia Leandro. Esse horário de verão mexeu com meu "fuso horário". Por favor colega, não compare o que houve aqui com paulo e mainardi. pessoas civilizadas não trazem para o campo pessoal um tema tratado. Mesmo porque meus textos são muito civilizados. Eu não sou mainardi nem Paulo, eles escreviam para polemizar, eles eram fortes e protegidos pelo EDITOR ,eu sou uma pessoa frágil.Eu sofri com essas agressões, mesmo vindas de seres virtuais e sem nome. mesmo pq a primeira mulher que escreveu aqui veio como uma bruxa traiçoeira, me agradando.Uma bruxa cuidadosa, que lançou seu fel em todos os posts, mexeu até onde nem havia sido publicado. A bruxa queria que eu lesse, e caísse. Que ação satânica! eu não posso admitir que pessoas civilizadas E QUEM SABE até que possuem voz no um site, ajam dessa maneira cruel com uma pesssoa que tem apenas compartilhado o amor aqui. Essas criaturas , essas duas, vieram à minha página apenas para tentar me desestruturar psicológicamente.
Elas não queriam discutir idéias, mesmo porque não as têm. Elas querem massacrar a minha pessoa. Eu fui honesta, eu usei o meu nome, decente e honrado. Assinei vários textos aqui. Não sou um nick. A pessoa por trás de um nick nada tem a temer! o e-mail delas está aí, com vcs do site! Mas cadê que alguém veio em meu socorro? Será que elas não infrigiram alguma regra aqui? pode-se entrar na página dos outros e escrever o que essas duas escreveram?
eu só digo isso: eu também pago impostos! E pelo que entendi, esse site é bancado com o dinheiro público, então esse site, em tese, é do povo, e sendo do povo ele é meu, tanto quanto das senhoras em questão.
Se elas não tem sensibilidade para entender um texto, que não o leiam. Eu me excedi nas explicações, ( com elas) como se fosse um mantra. Chega! eu disse que EU não ia mais me explicar, por que EU estava com PREGUIÇA. EU, PREGUIÇA. PREGUIÇA, EU.
As duas criaturas do mal disseram que eu havia escrito que o leitor tem preguiça!
Gente, essa turma é a TURMA do funil, não é possível!Eles estão em todo lugar.
Só peço uma coisa aos donos: RESPEITO AO CONSUMIDOR. Eu fui torturada psicológicamente nesta página. Estejam atentos a isso e que isso não se repita com outras vítimas. E repito, elas são nicks, mas estão humilhando uma pessoa real, que expôs o nome. Então gente, cuidado. Vcs estão ofendendo uma pessoa. Uma cidadã.
Outra coisa: elas vieram aqui para criar uma guerra e levar para outras páginas. Eu não vou admitir isso!Se a coisa anda morna, usem o talento.
Criar factóides, para aquecer o produto, é atitude baixa. Fazer isso usando uma vítima que só elevou esse site, é sórdido, é realmente algo demoníaco. Apelo para a sensibilidade do senhor Duende Verde. Por favor, veja o que fizeram com uma usuária do seu site. Veja, e tome medidas cabíveis, ou seja, isole esta minha conta e não permita que meu nome seja enxovalhado. Eu estava fazendo propaganda do site, ia até conseguir que um grupo de rock de jovens filhos de amigos meus viessem para aqui. Mas agora vou pensar duas vezes. Não se cresce usando golpes sujos. Lembrem-se; a responsabilidade deste site é enorme! Aqui não se pode nem se deve agir como nesses sites onde a turma do funil age impunemente.
TU ÉS RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CONQUISTAS!
A conquista desse site aqui foi enorme! Saibam honrar essa confiança do seu patrocinador! Existe muita gente talentosa que não conseguiu cinco mil realis para bancar um livro!
NÃO TENHO CULPA SE ESCREVO, PESSOAL. É DOM DE DEUS, EU JÁ FALEI EM OUTRA OCASIÃO.
Se meus textos mexem com a ferida, era só me escrever e dizer; seu estilo não agrada ao site! Seria mais honesto do que querer que eu saia dessa forma! magoada, depois de tudo que postei aqui! Textos honestos, dignos, atuais, reflexivos!
Duende Verde, leia TODOS os meus textos, e veja se ofendi alguém neles!pelo contrário, eu trouxe bondade e amor a esse lugar, por que só assim eu sei viver! amando!
Ah, Leandro muito bem lembrado! Vc disse que o correto seria falar com o autor por e-mail...
Sinto muito, colega. isso não pode ser! Há uma semana atrás recebi um e-mail de uma pessoa muito chic aqui, super queridinha e badalada. Ela estava repassando o email de outro colega, ipsi litere, com tudo que ele expôs! Achei melhor postar aqui, pois asim eu tenho como me defender!
Se eu escrevesse em off para elas, eles repassariam para o Brasil todo as minhas palavras, e não quero unir o meu nome à briga de comadres. Fui ofendida aqui; então aqui eu me defendo.
E repito: não quero zumzum com meu nome, portanto encerrem rapidamente essa conta.
mergulhei até o fim inacabado do texto na página, preso pelo pique de sua prosa. entrei nos comentários e não segui adiante. pulei para este espaço de comentário aqui, exatamente quando você pede para que encerrem a conta. cadê o resto do texto, luna? você mora em angico, no tocantins?
Antonio Rezende · Palmas, TO 25/2/2007 18:21Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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