O Cavaleiro e o Dragão, uma velha fábula de Daniel Duende. Parte 1

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Daniel Duende · Brasília, DF
1/3/2007 · 182 · 17
 

Quanto tempo faz que eu comecei a escrever O Cavaleiro e o Dragão? Nem me lembro mais. Parece que foi há séculos, embora não deva ter sido a mais que 4 anos. A idéia e as primeiras palavras foram surgindo enquanto eu morava em uma casinha engraçada no topo de uma colina, com uma bela vista para mais de um mundo.

Gostei de escrevê-la, e de certa forma ele foi uma válvula de escape para alguns momentos muito difíceis daqueles dias. É uma fábula, e à primeira vista parece ser das mais simples e lineares, quase banal. Mas no fundo está longe de ser algo banal, ou linear. Foi escrita, como disse, de forma descompromissada, sem revisão, cada capítulo me levando para onde queria ir. Foi publicada na época, pouco a pouco, em meu blog Alriada Express.

Ao fim de cada capítulo, nunca sabia ao certo onde o outro capítulo iria me levar. E eram capítulos relativamente curtos -- muitas vezes apenas trechos de cenas -- que talvez façam mais sentido para mim do que para quem lê. De qualquer forma, estimulado por algumas pessoas que acompanhavam a fábula na época, e por um senso de que talvez ela faça sentido para mais alguém além de mim, resolvi publicá-la.

Sejam bons com esta minha fábula. Nunca me preocupei muito com as palavras ou com as construções quando foi feita, e consegui resistir bravamente à tentação de tentar literalmente reescrevê-la antes de publicá-la aqui. Não teria tempo para isso, e ela acabaria nunca sendo publicada. Não é, definitivamente, a mais bem escrita. Em certos momentos, deixei que a criança em mim a escrevesse. Vocês sabem bem como as crianças são com as palavras, não é?

O sentido de O Cavaleiro e o Dragão está além das palavras.

Muito obrigado pela paciência para ler a minha pequena apresentação. Podem baixar o arquivo agora. Trata-se da primeira parte da fábula. Irei publicar os outros capítulos, um a um, ao longo das próximas semanas.

Boa leitura, e espero que se encantem de alguma forma.
Fiquei feliz em publicá-la aqui, de qualquer forma.



Para ler a fábula, faça download do arquivo .doc clicando no botão azul logo abaixo.

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Autoria
Daniel Duende, há muito tempo.
Ficha técnica
Fábula, ou algo parecido com isso, dividida em capítulos.
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Walquíria Raizer
 

hum...
Sei não. Eu acho que éh um bom lugar, de paredes laranja! Mas e o monstro? Acho que não...
A não ser que o Hermano invente uma maneira de não perder os comentários do monstro. De não perder os pontos. Por que uma vez, me contaram, que excluiram junto os comentários. E o meu monstro não vai gostar disso não.
Fica onde tá.
rsrs
Quanto ao seu dragão, bem, o meu monstro disse que gosta dele.
Disse também que você não precisava falar do Daime não. Que é melhor não falar de religião. Disse que aqui no Acre, a gente prefere não comentar não. (com a benção do Padrinho Sebastião.)
Boas e poéticas mirações pra nós.
Walquíria Raizer
Overmina em Construção

Walquíria Raizer · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2007 00:49
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Daniel Duende
 

Eu entendo a opinião do monstro sobre os comentários. É uma pena, pois acho que não há muito o que eu possa fazer a respeito... :/

Que bom que o monstro gostou do Dragão. Quanto ao Daime, acho que não tem problema não. É apenas uma menção à minha velha casa, e não é algo para se falar muito, nem algo para se esconder. Mas já que o monstro é verde, vou seguir a sua sugestão.

Boas e poéticas mirações e imaginações para nós.
Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 27/2/2007 01:02
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Walquíria Raizer
 

Não fique triste não. O monstro já entendeu.
Quanto ao Daime, tudo bem, poesia também é oração.

Abraços de núvem
Vi o seu blog.
Eis o link do meu.
umcasopoetico


Walquíria Raizer · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2007 01:06
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Daniel Duende
 

Toda forma de arte pode ser uma oração, não é mesmo?

Vi seu blog também. Estou indo passear por ele agora.
Mas você leu a fábula, ou só sua apresentação?
Para ler a fábula, você tem que clicar no botãozinho de download...

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 27/2/2007 01:22
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Sebastião Firmiano
 

Sublime!!
Emoção entalou-me na garganta, diante de um menino e seu
mundo esperado, mas estranho.

Amigo não seja tão modesto ao apresentar os seus textos,
Eles são edificantes.
Abraços.

Sebastião Firmiano · São Paulo, SP 1/3/2007 11:40
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Daniel Duende
 

Muito obrigado pelos elogios, amigo Tião! :D

Sou um tanto crítico demais de minha obra, mas considero isso salutar. Tem tanto escritor por aí que acha que está reinventando o escrever e o contar de histórias a cada obra...

Em breve publicarei por aqui a segunda parte da fábula, para aqueles que se interessarem por ela.


Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 1/3/2007 11:48
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Sebastião Firmiano
 

" Fábula fabulosa". Não me lembro quem disse isso.
Acho que foi o Millôr Fernandes

Sebastião Firmiano · São Paulo, SP 1/3/2007 11:51
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Daniel Duende
 

Também não me lembro do pai do termo, mas é bem interessante. Fico REALMENTE lisongeado que o tenha usado para se referir ao meu despretensioso O Cavaleiro e o Dragão. Mas também acredito que, da mesma forma que a pretensão possa ser um bom combustível em certos campos literários, a despretensão é mais do que bem vinda quando se fala de contos encantados ou histórias de fadas. Nestas formas de escrita, o autor e sua vaidade devem ser invisíveis, não se interpondo frente ao vislumbre do encanto e do horror da Terra Encantada por parte do leitor.

Abraços apertados do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 1/3/2007 11:58
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Walquíria Raizer
 

Não se lembrava muito bem do tempo, mas já fazia muito. A menina de núvem morava na colina por causa do vento. Ventava muito por lá.
Gostava também de sentar em baixo de uma àrvore e esperar Amarath. Ele também tinha um monstro...verde. Mas o dele, o dele era um dragão.
Ficavam horas assim, a conversar sobre seus monstros. Falavam das emoções, de luta e do medo de não ser bom. Os seus monstros, cheios vozes e falas, enquanto isso...também brincavam.

Walquíria Raizer · Rio de Janeiro, RJ 1/3/2007 13:33
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Spírito Santo
 

Vai, Duende. Esquece os escritores. Aliás, lembre de um deles, se for o caso: É o Christopher Vogler, um cara que escreveu um livro chamado 'Jornada do escritor', baseado, por sua vez num outro autor (tá certo. lembre dos dois então) Joseph Campbel que escreveu o clássico 'Jornada do herói'. A onda dos dois não era reinventar a escrita...bom, veja lá o que você acha. Eu achei que eles são a tua cara.
Vai fundo nessa de contar histórias. Faz bem a alma.
Grande abraço,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 2/3/2007 19:57
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Egeu Laus
 

Cadê a segunda parte?? :))))

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 3/3/2007 02:09
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Daniel Duende
 

Venta mesmo um bocado nas colinas, menina núvem. E nelas se pode ver o céu tão grande, tão alto, tão imenso. E é o vento que levanta os dragões e os sonhos que voam alto no azul ou no cinza ou no prateado da grande abóbada-céu.

Dizem que os dragões não brincam. Talvez não entendam as brincadeiras deles. O meu dragão brinca, como se poderá ver nesta e em outras fábulas.

E por falar nesta humildemente contada história, a segunda parte dela já está publicada na fila de edição do Overmundo.

Agradeço de coração os elogios de todos, e espero que apreciem e acompanhem toda a fábula, parte a parte, ao longo do tempo. Agradeço também as dicas de livros, Spirito. Já conheço o Campbell e as palavras dele moram no meu coração junto com as de Tolkien, Cornwell e muitos outros contadores de histórias encantadas (cada um a seu modo). Vou procurar esta "jornada do escritor" de Vogler.

Por fim, meu amigo Egeu. A segunda parte está aqui. :D


Abraços do Verde a todos.

Daniel Duende · Brasília, DF 3/3/2007 15:10
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Ana Cullen
 

Dani, ler essa fábula me deu uma saudade de ti! Adorei e estou indo ler a segunda parte agorinha mesmo! Não achei que deveria ser complacente com a criança, ficou ótimo assim, fábulas devem prender a atenção pelo fabuloso, não pelo rebuscamneto...
Abraços!

Ana Cullen · Brasília, DF 5/3/2007 11:07
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Daniel Duende
 

Hey Aninha, que bom que gostou! :D

A boa recepção que O Cavaleiro e o Dragão está recebendo aqui está me fazendo um bem necessário. Gosto desta fábula, mas tinha uma certa insegurança a respeito dela. Agora, com estes poucos e preciosos "aplausos" sinto-me mais seguro em relação a todas as minhas fábulas.

Concordo com você. O autor e seu estilo e rebuscamento não podem se intrometer na frente do encanto da Terra Encantada. É por isso que digo que sou contista E fabulista, pois são duas práticas literárias totalmente diferentes.

Aliás... acho que no fundo sou mesmo é um fabulista metido a contista. :)


Abraços apertados do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 5/3/2007 14:55
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Jotaoliveiraa
 

E os merecidos votos? O Duende não precisa, mas um voto dá realce a meritória obra do autor. Abçs do J.

Jotaoliveiraa · Brasília, DF 8/3/2007 15:01
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Daniel Duende
 

Obrigado pelo "meritória obra", meu amigo Jota. :D

Abraços do Verde.

p.s. logo que tiver um tempinho, publico a terceira parte da fábula.

Daniel Duende · Brasília, DF 8/3/2007 23:20
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Daniel Duende
 

Para ler a segunda parte de "O Cavaleiro e o Dragão", clique aqui.

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 9/3/2007 04:05
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