O Cavaleiro e o Dragão, uma velha fábula de Daniel Duende. Parte 4

Cheshire Cat grin - Moon over Miami, por James Good.
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Daniel Duende · Brasília, DF
18/3/2007 · 129 · 20
 

Então começa o que parece ser o primeiro teste de Amarath. Ou será que era tudo um sonho, ou é tudo um pesadelo?

Confio que você, leitor, já deva ter lido a primeira, a segunda e a terceira parte desta fábula em fragmentos. Sem tomar então mais do seu tempo, vamos ao início da quarta parte de O Cavaleiro e o Dragão.

"Marcos não lembrava que a vida podia ser tão estranha e ao mesmo tempo entediante. Os dias passavam como paisagem na janela de um ônibus, tostados no vento seco e no sol; imóveis e inócuos. As noites, escuras e vazias, eram iguais. Ele não tinha certeza de que não estivesse vivendo algum sonho ruim do qual não sabia acordar. Sonhos, aliás, não tinha mais certeza de saber o que eram. Por muitos dias, achou que estava enlouquecendo. Tentava se concentrar na vida que, acreditava ele, deveria ter sido boa antes. Mas que vida era essa? Ele não sabia. Não estava certo de saber de mais nada. Metade dele acreditava que um dia sonhara ser outra pessoa noutro lugar, e este sonho o torturava. A outra metade não via sentido nisso tudo. Não via sentido em nada. Mesmo assim seguia vivendo, enquanto aquela paisagem desfilava triste.(...)"

Para ler esta quarta parte de O Cavaleiro e o Dragão na íntegra, clique no botão de Download.


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a quarta parte de O Cavaleiro e o Dragão é dedicada a uma de minhas velhas parceiras de escrita e solipsismo na quente cidade de Brasília. Um brinde a ela!


A imagem usada para ilustrar este post é Cheshire Cat grin - Moon Over Miami, publicada em James Good sob licença CC-BY-NC-ND2.0 no Flickr.

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Autoria
O Daniel Duende que foi e o Daniel Duende que é.
Ficha técnica
Fábula em fragmentos, escrita originalmente a partir de 2004.
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Adroaldo Bauer
 

Do quarto com o Dragão, vamos aos quinto, sexto...
Continua bom o pique, se é isto que se diz para um texto.
Tem aqueles pequenos detalhes que já te falei antes, reparos mínimos, mais de andamento que precisão 9necessidade e correção).
E só falo porque estamos aqui em edição, ainda, em fila. E pela liberdade que tomei após teus comentários sobre Romão e Divina.
Senta a pua, Verde!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 15/3/2007 15:29
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Daniel Duende
 

Muito obrigado pelos elogios, meu amigo. Regozijo-me em saber que estás agradado de meus escritos.

Mas agora que temos tempo o bastante para isso, e aproveitando sua dica, gostaria de saber quais reparos me sugeririas. Há ainda tempo para que sejam feitos a contento, e te agradeceria muito pelas dicas com as quais poderia aprender.

Abraços apertados do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 15/3/2007 16:24
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Adroaldo Bauer
 

Querido amigo,
Curto e terno: fiz um exercício com o primeiro parágrafo deste quarto capítulo. Tem algumas palavras repetidas que podem ser substituidas ou descartadas sem prejuízo algum ao conteúdo. Sujeito oculto em seguida a sujeito explícito é quase uma obrigação. Economiza tempo, papel e dá sabor ao estilo. Veja:
Você diz Marcos. Na frase seguinte não carece de dizer ele, basta continuar descrevendo a ação.
Vou te enviar pelo email particular o exercício.
Onde é que descobristes que temos tempo agora?
Tô ainda no trabalho, esperando o tráfego amainar.
Ontem levei hora e meia para uma trajeto que o lotação costuma cumprir em 35/40 minutos.
É exatamente este o tempo que te dediquei. Tirei da paisagem de través do vidro do lotação e o dei a teu primeiro parágrafo do quarto capítulo e a estas linhas que te devolvem gratidão.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 15/3/2007 18:48
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Daniel Duende
 

Meu querido amigo Adroaldo. Recebi teu exercício tão carinhosamente rascunhado, e fiz sobre ele um novo exercício -- que ora te enviei também -- para tentar alcançar uma forma ainda melhor de introduzir este quarto fragmento da história.

Suas observações estilísticas foram muito bem vindas. Penso em utilizar estas metas nas revisões dos próximos fragmentos também.

Quanto ao tempo, meu amigo, referia-me ao tempo que ainda temos antes que este post vá para a fila de votação. Bem sei o quanto ocupados somos, ou podemos ser, vez por outra. Achei interessante que tenhas tomado o momento de sua viagem de ônibus justamente para rascunhar o exercício. Adicionei outra menção à paisagem na janela do ônibus no final do primeiro parágrafo, em homenagem a ti. :)

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 16/3/2007 13:16
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Daniel Duende
 

Fiz um post no Caderno do Cluracão a respeito de nossa "revisão a quatro mãos digitalmente mediada", meu amigo Adroaldo. Está aqui.

Abraços apertados do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 16/3/2007 14:03
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Daniel Duende
 

Infelizmente não houve tempo para a re-revisão completa. Fiz o upload da parte 4 na melhor "forma" que consegui encontrar nesta manhã, e vou me debruçar agora sobre a parte 5. Espero que todos gostem.

Abraços apertados do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 17/3/2007 10:58
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Adroaldo Bauer
 

Eu gostei muito, Verde.
Nada alterou a apresentação do conteúdo.
Tudo é diferente - e mais simples e direto - penso eu.
Que a forma seja o melhor servidor da prosa (como uma tática para a estratégia) e que seja ela mesma uma bom conteúdo é uma busca incessante.
Dever de ofício, diria.
Outra coisa:
Está mais uma vez provado que o tempo não existe de modo igual para mais de um. É nossa criação.
O teu tempo de edição era pra mim um tempo de volta pra casa, que na véspera havia sido do engarrafamento de carros que eu nem tenho.
Ter visto as paisagens das tuas janelas em meu lotação de dias antes não há de ter sido mera coincidência, que estas também sempre aguardam por alguma explicação.
A luta continua (Ôpa!)
Siga bem e com saúde.
Agradecido pelo afeto.
Aguardo o quinto.
Recomendo os capítulos 1, 2, 3 e 4 com muito entusiasmo e gosto.
Beijo no coração.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 17/3/2007 11:38
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Daniel Duende
 

Muito obrigado, meu amigo de fé Adroaldo. Espero que todos gostem da quarta parte. A luta pela história que rompe o verniz da indiferença e encanta é incessante...

Vamos à quinta parte.

Agradecido também pelo afeto e atenção.
Abraços do VErde.

Daniel Duende · Brasília, DF 17/3/2007 13:46
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Juliaura
 

Duende,
Chega de tanta conversa de redação,
me diz aí que cor mesmo são teus olhos,
digo: os daquele simpático dragão?
Verde-afogueados ou fogo-esverdeados?
Tô gostando. Tô votando.
Sim, aguardo os quinto e demais.

Juliaura · Porto Alegre, RS 17/3/2007 16:59
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Daniel Duende
 

Aos olhos do jovem Amarath, os olhos do Dragão brilham como carvões em brasa. Dizem que, durante o dia, adquirem um certo tom de verde acobreado. Mas ninguém fica encarando um dragão muito tempo para notar estes detalhes, não é mesmo? Mas quem viu, não esquece...

Abraços do Verde (e a quinta parte está a caminho)

Daniel Duende · Brasília, DF 17/3/2007 18:52
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Juliaura
 

Estou aqui com minha luneta de 800x à espreita de que ele volte, antes que o despertador (o relógio de Alice?) torne a tocar.
Não vou encarar o dragão, mas fico longe pra enxergar de perto.
Quer dizer, se o bicho for manso sou até capaz de...
Leva a sério não, Duende. É pura emoção juvenil.

Juliaura · Porto Alegre, RS 17/3/2007 21:46
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Ana Cullen
 

:o)
Eis que uma fábula no início da semana, uma manhã conturbada de segunda-feira, vem trazer um pouco de paz e brisa fresca ao meu dia!
Senti falta do dragão! Essa parte da história eu já conhecia, só que o menino tinha outro nome...
Abraços apertados meu amigo!

Ana Cullen · Brasília, DF 19/3/2007 11:46
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Daniel Duende
 

Olá minha cara Juliaura. Continue na espreita, moça. O Dragão volta em breve, se é que não esteve aqui o tempo todo...
E não perca também a emoção juvenil. É uma das mais valiosas emoções que se pode ter. :)

Olá Aninha! Que bom que gostou, querida. E que bom que a fábula te trouxe um pouco de brisa fresca "em uma manhã conturbada de segunda-feira". Desconfio que você já conhecesse mesmo esta parte da história. De fato... acho que já a conhecia bem também.

Abraços apertados do Verde para vocês. :D

Daniel Duende · Brasília, DF 19/3/2007 12:05
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Bia Marques
 

aí o tempo voou, eu trabalhando e correndo nesse mundo que de tão doido parece irreal de repente voltei numa brecha e acabei lendo a terceira e quarta partes juntas... sem palavras verde, quero tudo e muito mais que a fábula me pegou, fisgou e a sensação dela e do Marcos... empatia.

Bia Marques · Campo Grande, MS 25/3/2007 00:14
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Daniel Duende
 

Depois de MUITA demora, aqui vai a Quinta Parte de O Cavaleiro e o Dragão.

Foi difícil para sair, por motivos vários, mas agora acho que volto a publicá-la com regularidade quinzenal.

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 3/6/2007 05:33
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Adroaldo Bauer
 

Grande, Daniel!
Chegaremos lá após o almoço.
Saúde, guri!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 3/6/2007 11:44
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Daniel Duende
 

Grande Adroaldo!

Estou te devendo uma resposta para seu adorável email, e uma resenha honesta para tua excelente novela. Quero também ouvir tua opinião sobre a quinta "parte" de meu O Cavaleiro e o Dragão.

Abraços apertados do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 3/6/2007 14:57
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Juliaura
 

Êeeeeebaaaa!
Lá vou ler-te e ver os quintos do Dragão.
Só que vou ter de fazer um dáunlôudi rapidinho.
Amanhã comento, se der um folguinha no dia de São Pega.
Té querido.
Muito bom ver-te, Verde.

Juliaura · Porto Alegre, RS 3/6/2007 20:51
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Daniel Duende
 

Aguardo seus comentários por lá, amiga Juliaura! :D

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 4/6/2007 21:30
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Daniel Duende
 

Se gostaram, aqui vai de novo o link da 5a parte de O Cavaleiro e o Dragão.

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 7/6/2007 19:06
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