O CAVALO DE QUINHENTOS MIL REAIS! - Histórias cotidianas

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Robert Portoquá · Adamantina, SP
30/12/2008 · 115 · 24
 

Esta história (devo admoestá-los) caros leitores, não é de minha autoria. Foi-me contada por um antigo, e hoje distante colega de trabalho.
Poucos anos atrás era eu comerciante, ou melhor, prestador de serviços, não, talvez profissional de entretenimento, sei lá como se designa o que eu fazia. Bem, resumindo, este que lhes escreve era proprietário de uma pequena, porém importante vídeo locadora.
Certo dia estava eu envolvido com afazeres rotineiros, quando recebi a visita de meu estimado amigo. Após os cumprimentos de praxe, Juan passou a mostrar-me os futuros lançamentos. Permitam-me, leitores, uma breve pausa elucidativa: Juan era vendedor de fitas de vídeo e representava uma antiga distribuidora multinacional. Depois de um quarto de hora de “papo-furado”, alguns pôsteres coloridos e muita lábia, o experiente vendedor arregalou cinematograficamente os olhos diante do meu desalentador, NÃO!
Reunidas todas as forças e convocadas todas as técnicas e malícias de anos de vendas Juan indagou-me:
- Mas porquê você não quer comprar este filme? Ele será um novo fenômeno de locações. Posso, sem medo de errar, assegurar-lhe que será um outro “Titanic”!
Para justificar minha recusa em adquirir a fita em questão, passei a lamentar-me: os negócios iam mal, a locadora já não dava mais a mesma rentabilidade de outrora, o mercado de vídeo estava em baixa, etc. Sem se deixar abater, meu amigo abraçou-me fraternalmente e sentenciou:
- Meu caro vou contar-lhe uma história e peço que você preste a máxima atenção, pois ela será fundamental para o seu futuro como empreendedor! E prossegui:
- Esta é a história de dois amigos que há tempos não se viam...
... Sexta feira, num bar no Arouche, centro de São Paulo, João estava sozinho saboreando uma cervejinha gelada, quando viu entrar um homem que lhe pareceu familiar. Demorou o olhar no recém chegado e finalmente pode reconhecê-lo. Sim era ele: José. Tinha certeza! Mesmo depois de tantos anos o Zé, como era chamado, pouco havia mudado. Acenou para o antigo amigo e depois de uns constrangimentos iniciais, houve também o reconhecimento por parte daquele.
José apresentava-se impecavelmente trajado, o que imediatamente mereceu um comentário do colega: - Percebo que você está muito bem, disse João, no que emendou, - nos tempos que freqüentávamos as mesmas roda você vestia-se de maneira mais comum, hoje, sem querer parecer indiscreto, noto que se apresenta mais elegante e garboso. A julgar pela sua aparência... – Realmente – interrompeu José – Sou outro homem, claro que, essencialmente, trago comigo os princípios e caráter que sempre nortearam meus hábitos, porém no que respeita ao aspecto material, digamos assim, posso me considerar um homem realizado.
- E o que, se é que não lhe invado a privacidade, provocou tal mudança?
- Foi um cavalo que há meses atrás, adquiri! Respondeu naturalmente José.
Como quem não crê no que ouve, João retorquiu: - Um o quê?
- Um cavalo! Reafirmou José. E emendou: Trata-se de um animal maravilhoso. É tudo o que uma pessoa necessita para se ver realizada. Para você ter uma idéia depois desta aquisição minha vida transformou-se num paraíso: Pela manhã, quando acordo, encontro, ao lado da cama, numa bandeja, café completo e meu jornal aberto nas páginas de esporte. Saio para trabalhar e quando volto a casa está toda arrumada, inclusive com jardim bem cuidado, a grama aparada, a água da piscina trocada e tratada, e um belo banho de sais me aguardando quentinho. Até quando tenho um encontro com uma garota, quem se encarrega de enviar-lhe flores e um cartão com frases românticas, sempre de gosto refinado, é meu querido cavalo; meu jatinho e os carros que possuo tiveram na escolha grande influência de meu companheiro eqüino.
- Meu amigo! – balbuciou um João desdenhoso – de duas uma: ou você está me gozando ou ficou completamente maluco, pois esta história é simplesmente inacreditável, para usar de eufemismo.
Eu compreendo seu espanto. – Apiedou-se José – no que sentenciou: infelizmente preciso ir, pois está ficando tarde e tenho um encontro de negócios inadiável. Amanhã, por estas horas, voltarei aqui para um cafezinho, se estiveres livre poderemos continuar este papo, com sua licença.
José pagou a conta e saiu. Sem se conter, João seguiu-o até a porta e constatou, pasmado, que o mesmo parecia não mentir sobre sua atual situação, pois o carro que usava era o último modelo de uma marca cujo preço poderia significar a independência financeira para muita gente...
No dia seguinte por àquelas horas João apressou-se a voltar ao bar e enquanto descia do ônibus pode presenciar a chegada de José que dirigia um outro carro de modelo ainda mais sofisticado que o anterior. Esperou até que o amigo adentrasse e então o seguiu. Na mesa João cumprimentou o amigo que o convidou a sentar-se. A conversa corria solta quando José, alegando que até aquele momento só haviam falado dele, perguntou como estava o amigo, e este então passou a lamentar-se da vida, pois se encontrava desempregado e as oportunidades eram escassas, etc, etc, etc, porém, logo que pode voltou a indagar a José sobre seu cavalo. Após mais alguns minutos de conversa João sentenciou: - É disto que eu preciso para resolver meus problemas!
- Disso o quê? Questionou José.
- Do cavalo, respondeu João. – Você pode me vendê-lo?
Meio atônito José disse que não esperava uma proposta como aquela e que na verdade seu cavalo não estava a venda. Porém, diante da insistência do colega disse, meio de esguelha: - Só venderia meu cavalo por um valor próximo a quinhentos mil reais.
- Quinhentos mil – espantou-se João – Mas nem pedigree tem seu cavalo!
- Em momento algum eu disse que ele era de raça, porém não tenho a intenção de vendê-lo, mas por esta quantia, quem sabe... Após alguns segundos de silêncio, José desculpou-se, pois tinha uma reunião de negócios. Pagou a conta e enquanto saía explicou: - Estarei fora por um tempo, mais retorno daqui a quinze dias. Podemos nos encontrar novamente? Solicitou, e completou: - Sua companhia me é muito agradável...
Após a ida do companheiro de café, João vendo-o pegar as chaves de um outro carrão com o manobrista e dar-lhe uma substanciosa gorjeta, pensou consigo. – “Tenho que comprar este cavalo”.
Sucederam-se dias intensos nos quais João recorreu a todos os meios para fazer dinheiro, pois meteu na cabeça que adquiriria o cavalo de qualquer maneira. Enquanto vendia a casa, desfazia-se de algumas ações, e negociava um pequeno terreno que recebera de herança, só pensava nos frutos que colheria após a compra. Chegado o dia da volta de José, João esperava-o ansiosamente no bar, seu semblante não era lá muito feliz, pois não conseguira todo o dinheiro que precisava. No entanto, nutria a esperança de que o amigo não recusaria sua oferta. Finalmente, após quase uma hora além do horário habitual, José chegou. Sorridente sentou-se e perguntou ao amigo sobre as novidades, no que João, ignorando sua pergunta, imediatamente exclamou: - Vamos aos negócios!
José um tanto surpreso indagou: - Negócios?
- Sim! Respondeu um risonho João. – Não tenho quinhentos mil, porém ofereço-lhe quatrocentos e cinqüenta mil reais por seu cavalo! E completou: Sei que você tem por ele um grande apreço, mas penso que poderá entender que ele já o ajudou bastante, e por isso imagino que você, levando em consideração nossa antiga amizade, não recuse minha oferta...
José relutou, falou de seu carinho pelo animal, de sua amizade e relacionamento, quase como se tratasse de outro ser humano, chegou a verter lágrimas; mas por fim, aceitou a oferta de João. Este não se continha em felicidades e de tanto rir e pular chamou a atenção dos outros freqüentadores do bar que se puseram a observá-lo com curiosidade. Ao perceber que todos o olhavam, chamou o garçom e disse: - Hoje pago uma rodada a todos. Pagou também a conta e dirigindo-se a José perguntou-lhe: quando pego meu cavalinho?
José meio seco voltou-se para ele e advertiu-o:- Calminha meu amigo, as coisas não se resolvem assim, onde está o dinheiro que você me ofereceu pela compra?
- No banco, respondeu João meio sem jeito.
- Pois então faça uma transferência para minha conta corrente, aqui estão os dados, assim que constatar que o valor foi creditado em meu saldo, entregar-lhe-ei o cavalo e, antes de deixar o bar sentenciou: - Negocio fechado! Apertou a mão do amigo e partiu, inacreditavelmente num carro ainda mais caro que os anteriores.
João sentia-se como um bloco de gelo, com exceção à sua cabeça que não parava de pensar mil coisas ao mesmo tempo. Uma pessoa em seu bom senso não depositaria uma quantia daquelas na conta de outra para comprar um cavalo que nem ao menos havia visto, porém seu desejo de enriquecer e ter seus problemas financeiros definitivamente resolvidos era tão forte que ele não resistiu... Após algumas horas telefonou ao amigo: - José, desculpe-me o avançar das horas, porem preciso dizer-lhe que já realizei a transferência do valor combinado para sua conta corrente, no que respondeu meio sonolento o amigo, - Tudo bem, amanhã pela manhã te entrego o cavalo. Encontremo-nos em frente ao bar.
No dia seguinte com os olhos ardendo pela noite mal dormida João esperava em frente ao bar. Quando viu José chegar montando o animal, entrou em pânico e sem esperar que o amigo apeasse foi logo o puxando pelo colarinho e ameaçando-lhe com palavrões e empurrões.
- O que está acontecendo João?
- Você ainda me pergunta, te entrego todo o patrimônio que juntei durante anos, mais um punhado de dinheiro que tomei emprestado com o banco e alguns amigos e você, em contrapartida, me entrega esta verdadeira mula desdentada.
- Acalme-se meu querido. Primeiro não estamos tratando de uma mula, segundo, não se deixe levar pelas aparências, pegue seu cavalo e vá para casa desfrutar de todos os benefícios que ele poderá lhe trazer e tenha certeza, daqui para frente sua vida dará uma verdadeira reviravolta. E antes do outro poder dizer palavra, José despediu-se informando que faria uma importante viagem à Europa e depois à Ásia e só voltaria dali a alguns meses...
... Seis meses mais tarde, José volta ao bar, no horário habitual. Lá reencontra, na mesa de sempre, um João cabisbaixo e de semblante tristonho. Ao perceber a presença de José, João avançou incontrolavelmente irado para agredi-lo. José se desvencilhou rapidamente. – Seu canalha, picareta, sem-vergonha. Você me vendeu um verdadeiro pangaré. Aquilo é um atraso de vida. Eu estou completamente falido e ainda por cima tenho que sustentar um bicho que não vale o que come é um estorvo na vida de qualquer um...
José calmamente abraçou o amigo a após conseguir que este se acalmasse um pouco lhe disse ao pé do ouvido: Amigo, vou dar-lhe um conselho, que espero compreendas como um incentivo ao seu sucesso. Preste atenção: NUNCA FALE MAL DE SEU CAVALO, POIS UM DIA VOCÊ PRECISARÁ VENDÊ-LO...
Ao ver o amigo deixar o bar, João não podia parar de pensar naquelas palavras, que ressoavam em seus ouvidos como infindáveis baladas de sinos.
Fim

Sobre a obra

Poetas, contistas, repentistas, escritores, produtores culturais, cartunistas, desenhistas, pintores, artesãos, escultores, músicos, compositores, intérpretes, fotógrafos, cineastas, dançarinos, contadores de histórias, palhaços, artistas em geral. Todos aqui reunidos neste maravilhoso site de divulgação da cultura brasileira temos, pelo menos uma coisa em comum. Vivemos num país, num continente, num “mundo” capitalista. Por isso esta história dever ser, por nós, lida com muita atenção e se possível posta em prática em nossas inevitáveis futuras relações comercias. Posto que, mesmo que abominemos esta prática do mundo atual (que existe desde sempre), não podemos viver sem vez por outra, enfrentá-la (ou podemos?).
Em fim. “Meu cavalo é o melhor do mundo!”

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Autoria
Robert Portoqua e (Juan)
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

um ótimo texto amigo, gostei muito e boas festas, saúde e muita paz.
depois eu volto.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 27/12/2008 12:52
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alcanu
 

Como sempre : "A Propaganda é a Alma do Negócio !"
se não fosse assim, não se chamaria propaganda, de propagar, né ?
só nos resta admirar a lábia desse vendedor, capaz de vender areia no deserto prum beduíno...
assim é que se faz !
Feliz 2009 !

alcanu · São Paulo, SP 27/12/2008 12:56
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Andre Pessego
 

Legal, Roberto, já lia penando no que dizer fora do já habitual legal.
Legal, diz-se quando uma obra está além da capacidade do apreciador.
Então......... Obrigado, agora vou "morçar";
Feliz 2009,

Andre Pessego · São Paulo, SP 27/12/2008 13:55
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raphaelreys
 

Exelente conto para fechar o ano meu caro! Uma máxima a do cavalo! Nota mil! E como diz Alcanu. A propaganda é a alma do negócio!

raphaelreys · Montes Claros, MG 27/12/2008 14:51
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victorvapf
 

Roberto, belo conto!

Boas Festas e um Feliz Ano Novo!

victorvapf

victorvapf · Belo Horizonte, MG 27/12/2008 17:14
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Sônia Brandão
 

Roberto, muito boa essa história. Enquanto uns se dão bem usando a propaganda e a esperteza, outros se afundam na desgraça trazida pela ganância.
Beijos e um Feliz 2009.

Sônia Brandão · Bauru, SP 27/12/2008 17:20
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nina araújo
 

Eba, este cavalo é o melhor do mundo,robert!! Muito bom mesmo!! Adorável essa história de vida!!
Feliz 2009! beijos daqui,
Depois volto.

nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 27/12/2008 18:32
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Falcão S.R
 

Roberto,

Esse negocio de ficar falando muito bem das coisas que possue, também pode gerar inveja e ambições perigosas, melhor fazer como um bom mineiro que come quieto...

Abraços

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 27/12/2008 18:45
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Ivan Cezar
 

É ...pura verdade !!
Danem-se os ambiciosos !!
abraço

Ivan Cezar · São Sepé, RS 27/12/2008 20:16
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Marcos Pontes
 

"Se um esperto vender bosta em pó, aparecerá um otário para comprar", já me ensinava meu pai. E digo eu, "quem pede para ser enganado, merece sê-lo". A ambição cega e a burrice ajuda.

Marcos Pontes · Eunápolis, BA 27/12/2008 22:08
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azuirfilho
 

Robert Portoquá · São Paulo (SP)
O CAVALO DE QUINHENTOS MIL REAIS! - Histórias cotidianas

Um Diálogo marcante que lembra o Mestre Arístocles e mesmo o jovem Maiakowski
Uma chance de lucro fácil, é uma isca poderosa pra desumanizar o humano, ninguém esta preparado pra ver o humano como cópia do divino e sim como representacáo de fragilidade.
Ficou muito bom e sempre vai dar mangas para falar.
Parabéns Amigo.
Abracáo Fraterno.
Feliz 2009.
Abracáo Amigo.
Feliz 2009

azuirfilho · Campinas, SP 27/12/2008 23:09
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carlos magno
 

Rapaz que papo bacana é esse, meu amigo Robert. O cara quiz dá uma de esperto e quebrou a cara legal. Muito bom, bicho. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Nagno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 28/12/2008 00:44
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JACINTA MORAIS
 

ROBERT,
Seu texto encerra,
com "chave de ouro"
2008!
MAGNÍFICO...
Reflexões a serem
levadas ao pé da letra,
e do cavalo...
PARABÉNS!
Um novo ano,
repetindo só aquilo
que foi bom...
ABRAÇOS.

JACINTA MORAIS · Cascavel, PR 28/12/2008 03:02
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Ademario Ribeiro
 

Rapaz!!! Eu estou estatelado! Vixe! Eu tenho tentado IMENSAMENTE valorizar as palavras. Tenho por elas uma distinção, uma louvação, uma meditação...
Pois é, valeu, Robert! Vou repetir o que ns disse acima o Marco Pontes: " A ambição cega e a burrice ajuda".

Parabéns!!!

Ademario Ribeiro · Simões Filho, BA 28/12/2008 15:56
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Claudia Almeida
 

“Meu cavalo é o melhor do mundo!”

Parabéns pela mensagem,ótimo texto.bjs.Feliz 2009

Claudia Almeida · Niterói, RJ 29/12/2008 13:58
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Andre Pessego
 

è preciso reler pra guardar melhor,
Feliz 2009

Andre Pessego · São Paulo, SP 29/12/2008 18:02
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Doroni Hilgenberg
 

Robert.
Belo conto!
Ainda existem pessoas ingênuas,
aí que todo o trapaceiro tem vez
e aproveita para ensinar o oficio.
É da vida!
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 29/12/2008 22:27
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Sônia Brandão
 

Robert, relendo e votando.
bjs

Sônia Brandão · Bauru, SP 30/12/2008 00:10
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Falcão S.R
 

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 30/12/2008 04:25
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raphaelreys
 

Meu retorno e meus votos! Abraços!

raphaelreys · Montes Claros, MG 30/12/2008 05:37
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Benny Franklin
 

Salve, Robert!

Bom texto, como sempre.

FELIZ 2009!

Benny Franklin · Belém, PA 31/12/2008 15:51
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JACINTA MORAIS
 

ROBERT,
VOLTANDO
PARA VOTAR!
Abraços.

JACINTA MORAIS · Cascavel, PR 4/1/2009 06:14
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Rangel Castilho
 

Salve, Robert!!

Maravilha de texto, meu amigo!

Feliz ano novo!

Abraço Pantaneiro.

Rangel Castilho · Anastácio, MS 5/1/2009 11:01
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Raiblue
 

Excelente texto,Robert!!!

Que pena que não pude estar antes aqui!!!
Mas ainda bem que não perdi a leitura!!

“Meu cavalo é o melhor do mundo!”

Muito bom!!!!!!

FELIZ ANO NOVO,QUERIDO!

Beijinhos azuis
Blue

Raiblue · Salvador, BA 8/1/2009 12:16
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