Saltos sem fim desde lugar nenhum entre o céu e o abismo. Corpo em queda sobre o vazio, sem definição, turvo. A angústia pela liberdade de um corpo sem rumo. A falta de cores e contornos nítidos deslocam a imagem para qualquer tempo, na falta de caracterização de um espaço, elimina também a gravidade. A sensação de vertigem é marcante.
As fotografias fazem parte de um trabalho de pesquisa em fotografia que usa como suporte um equipamento tecnicamente precário aproveitando-se de seus defeitos como linguagem, desta forma, descreve uma narrativa com elementos expressivos incomuns. Um saco plástico transparente, usado para tornar a câmera à prova d'água, também serve de filtro, o que adiciona uma textura característica ao trabalho.
Confira mais fotos na exposição Vazio Voraz
Galeria Solar do Ferrão
Rua Gregório de Mattos, 45
Pelourinho, Salvador BA
6 a 23 Setembro
Abertura às 18h
[ foto | papel de parede ]
Tem uma idéia que aparece num dos romances de Milan Kundera (minha memória é péssima, não lembro em qual deles) que me veio à mente assim que ví essa foto, ele fala que a vertigem não é o medo de cair, é a vontade de pular, de sentir o nada a sua volta...eu adoro essa idéia, e essa foto está fantástica, me trouxe essa sensação...
Ana Cullen · Brasília, DF 30/8/2006 11:31
Obrigada Ana, li esse livro, acho que é a Insustentavel Levesa do Ser. Lembro bem dessa parte, gostei bastante, mas ainda não tinha ligado uma coisa com a outra. :)
Jotamano · Salvador, BA 30/8/2006 12:40Eita, comentei com o login errado! O recado aí de cima fui eu quem escrevi. Isso que dá entrar na casa do namorado pra ver overmundo, comentei no login dele sem perceber...
Nanna Pôssa · Salvador, BA 31/8/2006 02:15
Hehehehe...eu distraída nem ví que os nomes eram diferentes...
Ana Cullen · Brasília, DF 31/8/2006 16:14
Engraçado... eu também tive uma associação parecida com a feita pela Ana, mesmo antes de ler o comentário dela. ;)
Ao olhar para a foto eu pensei em vertigem, e na vontade inerente que a alma tem de se jogar, mesmo perante a recusa constante do ego, revestindo-se de porta voz do corpo e do bom senso...
Mas vivemos em tempos absurdos, em que voamos ou caímos no abismo que foi cavado por nossos pais. Vivemos, de certa forma, em tempos de vácuo... E cair depende sempre de um referencial. Cair é, na ausência de um chão, apenas um movimento. Vida é movimento... ficar parado é a coisa mais anti-vida que a alma pode conhecer...
LInda foto!
Abraços do verde.
Linda foto...sem medo de se lançar ao mundo...conforto e tranquilidade
ALDEEJAY · Jaraguá do Sul, SC 1/9/2006 18:29
Foto muito expreciva! Icrível o que podemos fazer com equipamentos precarios!
O que mais me chamou atenção é que parece um daqueles sonhos que as vcs a gente tem... de sensação de medo e liberdade ao mesmo tempo.
Agora que me toquei da precariedade do equipamento!
Mais uma vez, parabéns pelo trabalho! :)
abraços do verde.
Precários? Nem imagino o que você fariam com um Nikkom - por exemplo!
Prefiro a foto II da série.
Esta não me transmitiu levesa! Parece montagem até.
Porém continua bela, à sua maneira.
=)
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