O CORPO CAI
As uvas amadureceram
CaÃram como muros de Berlin
Como torres nada gêmeas
Uma só, de Babel
Aos pés
Podre do cinismo da vida
Desmorona pequena alma
Desmancha laço, abraço
Mas enforca
pés paralisados
Última lança à chance
Corta o Ãnfimo orgulho
A luz apaga
Sufoca
no fim dos túneis
nas veias
Ribalta assassina
Morre bailarina
No ato último
No horror
Na dor
Dor.
CÃntia Thomé
10/11/2008 Ã s 03h 15min
.
Um poema para se ler duas, três, quatro, enfim tantas vezes nos for necessário sorver a sensibilidade psicológica que o texto encerra. A temática tanto quanto o tÃtulo "um corpo que cai" nos obriga a lê-lo penso com absoluta sofreguidão. Coisas da poesia com seu lirismo intrÃnseco a burilar nossos sentimentos mais Ãntimos. Parabéns nobre jornalista-poetisa e ilustre overmana. Que o grande Allá a proteja e ilumine sempre a sua mente poética e prodigiosa.
José Cycero · Aurora, CE 10/11/2008 14:00
Obra prima pela construção desse corpo do poema que cai e termina no ponto final : dor.
Escritura de Diva!
CÃNTIA,
A LUZ APAGA,
SUFOCA!
Que a colheita
do amanhã,
Seja luz
No amanhecer...
Que a dor
Seja menor,
Que o desejo
De sorrir,
Amar,
Viver...
LINDO!
BJ,
Uma semana
De luz e paz.
Porto Alegre-RS.
O poema é pra reler e reler e reler...e saborear como Cabernet, doce e azeda ao mesmo tempo...
Vem cá !...O formato gráfico de cacho foi proposital ou casual ?...Seja como for, demais...
Mas, nem tudo que amadurece decepciona...Acho eu....ou não ?
Bom !...pra la de...
bj
que caiam cachos de poesia, e renasçam em versos versos versos...
Cintia Poeta Thomé,
beijo,
O que te inspirou assim, Sereia?
bjo.
Cintia.
quando dor e decepção em seu poema
gostei
bjs
Da dor, você consegue tirar beleza. Muito bom.
bjs
Uma recordação, uma dor, um pensamento mágico? J.Panomia diz que a eternidade registra tudo da mesma maneira. Tragédias e comédias! Beleza minha cara menina dos olhos de anjo!
raphaelreys · Montes Claros, MG 12/11/2008 07:28
fantástico querida poeta!
GENIAL!
beijo no coração!
É tanta dor em tão avançada hora qu'inda mais lhe aumenta a dimensão.
Atravessar a madrugada solitária e nua cobra coragem mais ainda à vida.
Arrepiante, doloroso e triste, Cintia.
Entant, et pour cause, très belle!
Cintia, minha poeta,
teu poema me soa amargo como a dor de quem insiste, e imagino-o como último salto de um amor que se esvai no corpo-bailarina - último e triste ato de um amor que morre. É lindo, pungente, lancinante, desespero final da esperança que sufoca a alma. Poesia maiúscula, como sempre.
Bjs.
Podre do cinismo da vida
Alegoria da vida. Sempre presente.
Um abraço
Cintia, bela inspiracao da madrugada...Parece um sonho,ou foi sonho? Ninguem sabera, nem mesmo voce...parabens para amiga de todos nos aqui no overmundo, beijos
victorvapf · Belo Horizonte, MG 12/11/2008 12:11
Curto e grosso, num rompante rápido e determinado !
Incisivo esse corte !
Um beijo !
Os poemas de Cintia são sempre um destaque e um exemplo para todos nós. A ousadia estética e o domÃnio artesanal são admiráveis. Com muita inteligência usou a imagem (tão batida do Wold Center) para nos falar de um desmoronamento. Ficamos também impactados com a forma que ela fez o poema.
O bom (muito bom) neste espaço é que podemos aprender e este é um exemplo (uma amostra) de um grande poema (por sua forma).
Algo para se guardar e estudar realmente.
Oi, vim, li, gostei e iniciei os votos com gosto.
bjs!
É lindo de horrÃvel!
Wellcome! HorrÃvel,pelo fato de a bailarina morrer no último ato.Lindo no fato de ser poesia bem feita.
Cintia, qurida amiga
As dores e cores dos teus sempre belÃssimos poemas se confundem, muitas vezes, com meus sentimentos...mas isso é outra história, pois o belo nasce mesmo das tristezas que carregamos na alma. O resto são sonhos. Esperanças
Versos primorosos escritos pelas mãos do pranto...até quando, amiga? saberemos!
beijos
Noélio
CaÃram ... as uvas
Alguém recolhe uvas caÃdas ??
Muito bom amiga !
Votado.
Caramba! Fantástico amiga!
Parabéns amiga! Beijos.
A luz apaga
Sufoca
no fim dos túneis
nas veias
um poema gostoso de ler, abraçosssss
E, no entanto, novamente se levanta, além das decepções.
A vida parece ser um eterno levantar-se após a lança, o corte, a queda.
Perfeita construção da dor! (como sempre).
beijos
As tuas imagens tão belas nos levam a reflexão de que avida é um brinquedo muito sério onde a gente sobe e desce e jamais quer parar de brincar. Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos Magno.
Olha o voto aà amiga.
Beijos.
Carlos Magno.
Querida amiga,
Você usa uma linguagem forte, intensa e suave, ao mesmo tempo, que nos penetra fundo na alma. Verdadeiro poema é assim, reflete os sentimentos do poeta nos leitores, induzindo-os a uma reflexão maior.
Assim como a CD, também achei muito interessante a forma que você deu ao poema.
Tudo muito lindo.
Parabéns!
Triste, uma tristeza que não tira a beleza do poema e da construção.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 12/11/2008 21:36
Denso e pesado. crÃtico, amargo e fiel ao estado das coisas.
Pero ao mesmo tempo lindo, reflexivo. Uma borboleta.
baci
Querida Cintia,
Após longo perÃodo de afastamento tenho a honra de comentar este seu poema, a teu convte, para meu deleite.
Os corpos caem como as máscaras que dão colorido à vida, seria incolor seu poema se sofrimento e tenacidade não fossem a tônica desse teu escrito, este, amiúde, que muito me apraz em aprendizado.
Com carinho
Bjs
Beto.
CÃntia
E a folha veio desprendida da árvore ao vento
verde-amarela e murchando
amrela-marrom e murchando
folha seca cai ao chão
Assim và esse poema
como uma lâmpada controlada por um dimer
quando giramos o botão bem devagarinho, devagarinho, sua luz, devagarinho, devagarinho se apagando.
Bjinho
Outra leitura:
Duras consequências das escolhas, enviesadas ou corretas, diante da convergência das ações, normalmente acabam por se revelar.
Forte. Contundente.
Sólida construção poética.
Poderia eu votar mais de uma vez?
Parabéns pela obra.
Soberbo poema.
Dá-lhe Flor!
"As uvas amadureceram." O que vem depois é a queda, o desmoronamento. Era tanta a dor. No fim de tudo o que restou foi mesmo a dor.
Beijos.
CÃntia,minha linda!!
As uvas amadureceram...como seu poema maravilhosooo!!
Uma cena extremamente lÃrica dessa bailarina...desse corpo caindo no fundo da dor...
Lindo demais!
Parabéns!
Beijinhos bluecarinhosos
Bluee
Ah, Sereia... Sim... Cin-ti-lan-te... Cintia.
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 13/11/2008 10:37
Linda tristeza-beleza poética,
poeta.
Bjs.
Esse seu poema reflete a face do mundo através de dois temas interessantes: Berlin e Babel.
Aquele caiu sob a falência múltipla dos orgãos do Comunismo. Este, ainda está no limbo da dúvida: "Será que a Torre de Babel realmente existiu?".
Um poema para ser lido, relido e discutido.
Muito bom!
Que poema! Minhas coronárias ficaram atômicas com tal leitura...uma dor, em versos magnânimos. Bjos
Iva Tai · Manaus, AM 13/11/2008 13:51
CÃntia querida,
Poema de uma beleza comovente e instigante.
Grande beijo.
De volta ao torrão natal.
Regina
CÃntia,
A bailarina morre, num ato, mas logo se refaz para receber os aplausos da esperança que nunca termina.
Beijos
Há qto tempo não lia
tuas sempre perfeitas palavras.
Obrigado. É só o que digo.
Deixo aqui meu beijo,
com certo atraso, me perdoe!!
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