Nem canções, nem o balançar das ondas, eu quero!
Embalem-me teus braços, fazendo de mim peregrino
a percorrer o continente proibido de nosso desejo.
Ouço, no pulsar de teu ventre, um chamado
e, em cada gemido teu, um canto de ansiedade.
Em cada curva do teu corpo, uma descoberta...
Em tua fonte, cheia de luxúrias e oferendas,
irei beber o sal que me torna um Homem!
Minhas mãos, cautelosas, aqui, audaciosas, ali...
penetram intimidades, descobrem segredos....
Então, sentindo-se invadida, soluças, assustada.
mas, vencida, voltas e ordenas: “Mais! Mais!â€
Derrubando fronteiras, sem pudor, nos conhecemos,
e nosso êxtase põe fim à solidão da procura.
Como palmeira, que se deita, ondulante e submissa,
abre-se, oásis se fazendo. Amorosa, ardente de promessas,
me faz mergulhar e me planto neste oásis, semente renascida.
E para tudo em redor, cego estou: Tu és o meu Universo!
Corações em sonhos ousados. Simbiose de toques e gestos encantadores. Muito fino estes momentos!
Um grande abraço Poetamigo. jbconrado.
Onivaldo
O amor é lindo
e seu verso perfeito
bjs
um texto impecável, parabéns amigo.
depois eu volto.
Como que é este "trem' de EDIÇÃO, gente?
Uai... Onde é que eu clico?
Bom, já que ninguém me explica, eu vou clicar ali em cima, em sugestões de edição, e ver o que acontece.
Uai, cliquei lá em "sugestão" e me responderam: "Você já deu sua opinião". Ora, eu anida não dei opinião nenhuma!
Tentemos novamente... sou teimoso...
Shel Almeida,
seu comentário me deixou coradinho...
Brida, pára com estas palavras difÃceis! "plectro" e aquela "frágua" que você escreveu lá no "ROSA DE NEVE", ah, não, foi no "A MEU AMOR", Toda hora eu tenho que correr ao dicionário!
Brida,
Lisonjeia-me sua afirmação embora eu não a mereça. Porém, não receio que se revolvam em seus túmulos, indignados, o Whitman, o Blake ou o Ãlvaro de Campos (este se o tivesse, pois deve ter sido enterrado dentro do Pessoa) por eu ser leitor [e tentar ser imitador] desses Grandes.
Eu não sou nem Augusto nem Anjo. Nem Machado, nem Coelho. Pessoa? Sim: pessoa, mas ainda inacabada...
Um lado invejoso meu jura que Whitman só escreveu "Leaves of Grass" porque nasceu antes de mim.
Tenho 3 BÃblias: A própria, Whitman e Fernando Pessoa.
Ah, tenho 4 BÃblias: A própria, Whitman, Fernando Pessoa e Augusto dos Anjos.
Ah, tenho 5 BÃblias: A própria, Whitman, Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos e...
E a lista se estenderia...
WHITMAN escrevia como que rabiscando sobre um papel velho, sobre uma mesa tosca, numa taberna, e ia pingando estrelas em cada linha. Com que simplicidade e autenticidade ele escrevia! Cada verso era ouro, era fogo, era canto! Seus versos eram, e são, luzes que me cegam! Verdades que me apavoram.
Só por que nasceu antes de mim, me roubou estes versos que eu iria escrever, bem mais pobremente, não tivesse ele os criado antes:
“Deixem que eu trace o meu próprio caminho;
Que outros promulguem leis das leis não tomarei conhecimento;
Que exaltem outros homens eminentes e promovam a paz,
Eu promovo conflito e agitação;
[...]
Quem és? E de que te sentes secretamente culpado por toda a vida?
Vai virar para o lado toda a vida? Vais rastejar e palrar toda a vida?
[...]
Nada faço por dever,
O que outros fazem por dever faço por impulso de vida.
(Faria eu por dever os gestos de coração?)
Que outros formulem questões, eu não formulo nada,
eu suscito questões irrespondÃveis.â€
(fragmentos de “EU MESMO E MEU†de Walt Whitman em “Leaves of Grass)
E, também eu (que azar o meu, ó inveja!) jamais escreveria como o Whitman estes:
“Com música forte eu venho, com minhas cornetas e meus
tambores,
não toco marchas só para os vencedores consagrados,
toco hinos também para as pessoas batidas e conquistadas.â€
[...]
“Escuto e vejo Deus em todos os objetos, embora não entenda Deus nem um pouquinho...†(SONG OF MY SELF, de Walt Whitman)
FERNANDO PESSOA – ÃLVARO DE CAMPOS:
Como não chorar, como não entender a vida, e como não ficar perturbado com a vida, ao lê-lo? Ou, melhor: Bebê-lo e rezá-lo!? Leio-o como se lesse a BÃblia: abro a esmo e caço, não versos, mas versÃculos:
“Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.â€
[...]
Pensar incomoda [...] ....â€pensar é não compreender...â€
Walt Whitman, embora cantasse a energia e a vida com otimismo, seria amigo deste Ãlvaro de Campos:
“Ah, e a gente ordinária e suja que parece sempre a mesma,
[...]
Maravilhosa gente humana que vive como os cães,
Que está abaixo de todos os sistemas morais,
Para quem nenhuma religião foi feita,
Nenhuma arte criada,
Nenhuma polÃtica destinada para eles!
Como eu vos amo a todos, porque sois assim...â€
(ODE TRIUNFAL - Ãlvaro de Campos)
(* Quem ler este longo poema verá lá coisas que remetem ao doloroso caso da menina grávida)
O Ãlvaro também foi ladrão de meus versos – só porque teve o privilégio de ter nascido antes de mim! Eu iria escrever isto, juro que ia!:
“Acenaram no meu coração os lenços de todas as despedidas....â€
(PASSAGEM DAS HORAS – Ãlvaro de Campos)
Porém, o que gostaria mesmo de ter escrito, um poema ao qual eu daria o mesmo tÃtulo com que Augusto dos Anjos batizou seu único livro: “EUâ€, era este POEMA EM LINHA RETA:
“Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vilâ€
[...]
Eu, que tantas vezes tenho sido ridÃculo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
[...]
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridÃculo ainda;
[...]
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
[...]
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
[...]
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
E A TABACARIA? Ah, nem falo dela!
Ah, e o Blake? O Blake li muito pouco.
“Porque eu era alegre sem ter sorte
E sorria em meio a flocos de neve,
Vestiram-me com as vestes da morte
E me ensinaram um canto nada leve.
E porque um dia eu cantei e dancei,
Pensam que eu vivo bem nessa féria.
Foram louvar Deus, o Padre e o Rei,
Que constroem um Céu com nossa miséria.â€
E precisaria lê-lo mais? Só admirar suas gravuras...
Enfim minha ambição é enorme, meu desejo é grande, mas este meu Desejo aqui, empalidece, desaparece, perto do escreveram esses caras formidáveis!
trabalho gostoso, de grande sensualidade e amor. Trabalho envolto a natureza e uma picada muito agradável da criatividade do eu poético. Te espero em minha página.Parabéns pelo seu belo trabalho.
Ecila Yleus · Recife, PE 11/3/2009 14:56
Gostei desse:
"irei beber o sal que me torna um Homem"
nossa ! forte isso. Então que te alimente com sal... e que sua sede depois seja saciada em poesias, meu poeta.
(mas dá, pra escrever menos na sua pagina de comentarios ? guarda um pouco ai se nao... eu me afogo aqui, poxa !)
belo trabalho e
bjsssssssss;)
Nossa, bem intenso hein!
Gostei da forma como escreve, pois mesmo com frases longas, prende a atenção!!
Bj
É verdade, Cláudia, eu preciso me conter.
Clararipe: essas minhas frases longas.. sei que cansam, mas sou assim, o que ei de fazer?
Ayruman: amigo sempre leal. Acertou, poeta, um encontro é isto, a simbiose.
Doroni, grande verdade! O amor é lindo. É bÃblico: “Amai-vos...â€
Rapahel tem razão: O côncavo em busca do convexo; o convexo em busca do côncavo. Esta é a história do gênero desde que o mundo é mundo. E há busca melhor e mais sublime que esta?
NOVO POETA: é o contrário, amigo: meus textos são pecáveis.
Eita Onivaldo que texto lindo!!Gosto dessa maneira clara de falar de entrega,sem subjetividade
Amei de verdade mas as frases ou respostas,fica pra ler na próxima,sou meio preguiçosa pra letras miúdas e textos longos
Beijos e voltarei!
Espero que ninguém note aquele "o que ei de fazer?" ali. Haja o que houver ainda hei de deletá-lo.
Pois é, Ailuj [será que escrevi certo? vou conferir j-u-l-i-a], pois é, nem se pode chamar de citação esses textos longos. Mas deixe de lado a preguiça, volte depois e leia, são versos dos Mestres Walt Whitman, o Fernando Pessoa...
Onivaldo Paiva · Uberlândia, MG 12/3/2009 03:34
Simbiose de toques e gestos encantadores. Muito fino estes momentos!
>>> Só confirmando voto. Um grande abraço Poetamigo. jbconrado.
Votado!!
Sim, qual o problema do "o que ei de fazer?"
Temos liscemçsa poétiica! hehe
Bj
E depois de tudo dito e compreendido...
só vou esperar pra ver. Rsrs.
Deixo um carinho ao homem apaixonado pela...
escrita poética. Vc !
e meus votos.
Bjssssss;)
Oi Poeta!
Passei rapidinho pra deixar meu voto e meu abraco!
Vc se superou heim? rsrrs
Bjssssss
Vo[l]tando
Beijosssssssss
Agora li mais um poquinho,,,rs
Sabes como ficar sem ar... Amar alguem loucamente.
Vc descreveu em seu texto como eu me sinto agora.
O que é amar sem ter... Eu não sei.
Lindo seu. Maravilhoso sempre.
Beijusssss
Em cada curva do teu corpo, uma descoberta...
Em tua fonte, cheia de luxúrias e oferendas,
irei beber o sal que me torna um Homem!
Minhas mãos, cautelosas, aqui, audaciosas, ali...
penetram intimidades, descobrem segredos....
Hum....adorei, Onivaldo, esse seu lado 'erótico' de ser....hehe...me tirou o fôlego e me fez viajar junto contigo nas ondas do prazer...uma delÃcia ler e sentir...poucos textos conseguem provocar isto... e vc o fez divinamente! Quero ler mais coisas suas nesse estilo,viu?AprovadÃssimo!!!
Parabéns, poeta lindo!
bluebeijinhos
Blue
Um poeta assim merece estar entre os meus FAVORITOS.
camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 23/3/2009 15:52
Alô poeta cheirando ao encanto dos ventos, do voar soberano das gaivotas!
Estás em meus favoritos eu não resiãti...rs. Você é tudo de bom querido. Poeta emoção, sou sua Fâ.
Estive uns dias meio atarefada.
Voltei pra absorver do seu veneno delicioso, seu versejar mimoso... Um cheiro da Guerreira.
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