Foi avisado pelo dente caído. O tempo acabara de determinar sua passagem. Encostou-se na cama sem sono. Varou a madrugada com sua imagem desbotada na lembrança. Não assumiu nenhuma culpa. Percebeu-se. Distanciou-se. O cansaço o invadiu na idéia do desgaste físico acelerado. Foi ao banheiro e escovou seus dentes com uma calma jamais alcançada. Ajeitou o travesseiro tranquilamente e dormiu um sono sossegado. Sabia que o tempo não determinaria outra passagem tão cedo. Relaxou.
www.sextascronicas2008.blogspot.com
Tempo, escravo e amigo, mestre e carrasco, inexorável tempo... Sensível e primorosa crônica.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 19/9/2008 11:34
Sabe meu querido marcelo.Deves conhecer ai a fámília Candeias,já foram meus parentes.
Não determina outra passagem.
Receba meu afeto e meus votos.
Cronica muito boa, o tempo urge, grita....HappY mesmo!
Cintia Thome · São Paulo, SP 21/9/2008 17:21
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