Um dia, estava o Escorpião à beira de um riacho,
calado e acabrunhado.
O Elefante se aproximou, e solidário perguntou:
"O que tens, Escorpião, com essa carinha tão cabisbaixa?"
"Queria atravessar esse riacho... Mas não sei nadar..."
O Elefante, em gigante generosidade disse:
"Não seja por isso, suba às minhas costas, que eu te levo
até lá. Mas prometa-me, que não vai me ferroar?"
"Prometo, claro que sim".
Respondeu um escorpião feliz, subindo nas costas do Elefante.
Em quatro passadas já estavam do outro lado.
O Elefante, baixou a tromba até o chão, para o Escorpião
descer.
Ao descer, já na altura do meio dos olhos do Elefante, ele
desceu a sua calda elegantemente, introduzindo seu ferrão
venenoso na carne dura do Elefante, e disse:
"Desculpe-me Elefante, eu não queria te ferir, mas é da minha
natureza... Entende?"
E o Elefante, em olhar tirste, não teve tempo de responder.
Dora Nascimento Poetisa Amiga.
Seu texto é de muita sabedoria e, um verdadeiro despertador para a refleão.
Dia a dia estamos no lugardo elefante e até do escorpião.
Temos de estar muito atentos nas nossas atitudes por causa da nossa natureza Humana,
A NATUREZA HUMANA É BOA.
QUANDO A COISA É RUIM A GENTE DIZ QUE É DESUMANO.
HUMANO É DO BEM.
DEUS TOMOU A FORMA HUMANA EM JESUS.
Dora Amiga seu trabalho vem para nos despertara nossa humanidade melhor e divina. Humano é uma cópia do divino.
Seu Trabalho é Humano, pois tem o bem divino de nos despertar
o que temos de melhor.
Parabéns por nos ofertar esse trabalho tão legal.
Abração
Bacana Dora!
Eu conheço essa fábula e, para mim, ela é uma das melhores. Mas conheço, no lugar do elefante, a rã. É a rã ( por sua natureza) que guia com dificuldades e com nobre coragem o escorpião para o outro lado do rio. Essa mesma fábula é contada de uma forma muito bela no filme TRAÍDOS PELO DESEJO ( um filme antigo e, na minha opinião, muito bom).
Acredito que, por experiência comprovadíssima, cada um age por conta de sua natureza. Há, sem dúvida, o esforço concentrado em mudanças para o bem - quando não se tem nenhum tipo de desvio comportamental - mas no fim o que dá o tom é a essência, a natureza e a índole da pessoa.
Por acreditar nisso, adoro essa fábula. Que bom que você a trouxe para cá.
Abraços.
Luiz
Eu também a conheço
com a Rã, mas como fiz uma versão, tenho motivos
meramente pessoais, para ao invés da Rã, colocar
um Elefante.
Além de ter facínio por esse bicho tão grande e tão dócil.
Fico feliz de ter alguém que a conheça.
Também por experiência acredito no livre arbítrio, e sei que cada um tem seu lado bom e mal... E cada um tem o seu "Jeito" próprio de fazer valer cada uma dessas polaridades.
Bem, lembrei desta fábula que li há muito tempo atrás... Só estou muito magoada ainda com a ferroada que levei de um certo Escorpião...
Apesar de saber que talvez eu não o tenha ajudado a atravessar
para nenhuma margem.
Não sei...
É melhor ficar escrevendo EN SILENCE.
Obrigada por ter vindo,
Somos dois.
Atravessar e chegar a outra margem do rio...
Ajudei , mais de uma vez, o danado do bicho.
Levei muitas ferroadas e algumas bem danadas que me levaram ao fundo do riacho... mas, lá, bem no fundo das águas, há peixes coloridos bem simpáticos e de índole boa!!!
Por isso, dá pra voltar à tona SEMPRE!
Beijos
Dora, eu já li, ouvi esa história em algum outro lugar. É bastante siginficativa e reflexiva. Somos todos às vezes escorpiões e às vezes elefante. "É de nossa natureza... contraditória.
Super beijos
P.S. Pode ser também hindu
Essas fábulas são demais. Tem uma do monge que se apaixona pela raposa, que Neil Gaiman 'adaptou' pro universo de seu personagem, Sandman, que é demais também...
Abraços!
Desculpe-me, eu não consigo ler teu nome.
Vou te chamar de "Bolinha" > )
Que bom saber disso...
Eu adoro Fábulas assim.
Não conheço esse que você me apresenta agora.
Vou procurar.
E em tempo, não consegui ler teu nome porque
perdi meus óculos na minha mesa caótica.
Mais te beijo agredecida assim mesmo.
Depois eu leio teu nome direitinho, tá...?, Bolinha.
Um voto de um dragão que viu tudo enquanto sobrevoava.
bjos
Dora...conheço como o Luiz...Perfeito voce trazer esta fábula tão verdadeira...Muitos de nós não conseguimos responder quando somos feridos depois de atravessar rios em lutar a tentar salvar "alguéns"...a travessia volta nem mesmo a gente não sabendo porquê...é a nossa natureza, mas a Mão (troma) damos a quem não sabemos...mas damos uma outra vez...
Ganhei o dia a recordar...Os chineses e voce, agradeço. bjubju
Parabéns Senhora Poesia.
Com toda satisfação e carinho votando no seu mérito de poetisa de muita inspiração.
Parabéns por mais este trabalho de tanto valor.
Abração
Gente overmundana linda
Adoro vocês todos no meu quintal.
Beijos agradecidos a todos.
dora, dora no seu despertar para escrever estavas no elefante ou no escorpião? valeu. gostei
Que que ocê acha da Elefantinha aí ao lado?
Dora Nascimento · Olinda, PE 21/11/2007 13:29
Com todo o respeito pelos comentadores que se referiram a esta fábula como sendo oriental (alguém sugeriu ser da autoria de Confúcio) deixo a correcção: Esta fábula é de ESOPO e no original tem como título "A rã e o escorpião".
Leonor
Essa fábula pertence ao mundo.
Mesmo que seja muito bom saber que a autoria é do ESOPO.
E eu já a ouvi sendo contada por versões bem variadas.
Cai na boca do mundo,
cabou-se!
Recria-se em em segundo.
Adorei a fábula,
os comentários,
e saber a real autoria.
Hoje eu gostaria de ser o Escorpião.
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