O ENFORCADO

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André Calazans · Rio de Janeiro, RJ
27/3/2010 · 5 · 5
 

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Vou tentar contar a história da forma mais sucinta possível, o que não vai ser fácil. Dada a minha tendência a ser prolixo e desnecessário, terei que me controlar para não cansar você, leitor. Além disso, minha vocação é a imagem, não a palavra. Mas juro que tentarei. No início dos anos 90, eu já era um publicitário decadente, sobrevivendo das glórias do passado. Mais de dez anos depois de um grande movimento de expansão do mercado, boa parte dos profissionais de destaque daquela época simplesmente desapareceu ou se encontrava em subempregos. Atuando em agências de pequeno porte sem a menor projeção no meio, como eu. Se você sempre foi um anônimo, não há o menor problema nisso. A maioria esmagadora da humanidade também o é. E, além disso, aprende-se muita coisa em locais sem a menor infraestrutura. Mas, se você foi famoso um dia, subiu muito rápido, e simplesmente perde tudo, a coisa se complica. Obviamente a fama, naquele contexto, incluía dinheiro, poder, bajulações e mulheres. Ou seja, tudo o que um homem normalmente deseja.

E lá estava eu, um cara que já foi quase um mito no mercado, ocupando o cargo de diretor de arte na Aroldo Quintanilha. A agência não era só pequena. Já tinha sido enorme e murchava cada vez mais com o tempo. Não tinha projetos futuros, nem perspectivas. Só contratava iniciantes e profissionais decadentes. Pagando pouco, é claro. Meu assistente – é, eu tinha um assistente - era um menino promissor chamado Eduardo Calvário. Apesar do sobrenome, não teve uma vida muito dura. Sorridente, boa formação e uma bela herança assegurada. E na iminência de ocupar minha posição na Aroldo Quintanilha. Eu era do tempo da fotocomposição, do nanquim e da grande habilidade no desenho. Ele sabia operar com destreza todos os programas de editoração eletrônica, além de ser criativo. Meu emprego era fajuto, mas era tudo o que eu tinha. Como iria pagar as contas, sobreviver ? Não tinha outras atividades relevantes, apenas um ou outro freelance esporádico. O que também não pagava muito, quando pagava. Eu era um decadente mesmo, quase perfeito.

Havia tentado a pintura como segunda profissão. Mas devo admitir que essa atividade sempre me trouxe muito mais despesas que receitas. Ou seja, pagava para trabalhar em nome da arte. Mas tenho que admitir: era minha única paixão constante dentro de uma realidade extremamente monótona. Cheguei a fazer projetos detalhados, acreditei mesmo que tivesse oportunidade nesse mercado. Infelizmente, quase nada consegui. Mas vamos voltar ao Eduardo, que tomava meu lugar aos poucos na agência. Soube que Aroldo, o dono da empresa, tinha planos a curto prazo para ele. Iria me substituir pelo rapaz, que era mais bem qualificado e com maior disposição, e ainda pagaria a ele um pouco menos. Entretanto, Eduardo teria mais status: além de um assistente, ganharia um estagiário e a alcunha de diretor de criação. Ótimo negócio para ambos. O jovem vinha de uma boa família, morava com os pais, e não precisava do salário para viver. Tinha toda uma carreira pela frente.

Viajamos juntos em uma quinta-feira – eu, Eduardo e Aroldo, no carro deste último – com a finalidade de captar um cliente no interior do Estado. Seria a primeira grande conta em muitos anos. Fiquei sabendo através de um amigo, mídia e maior fofoqueiro da agência, que no dia seguinte eu seria solenemente demitido. Estavam me levando apenas para ajudar a vender a campanha, apresentar algumas peças para o cliente. Afinal, o conceito inicial e boa parte delas haviam sido criação minha. Iriam me dispensar e oferecer uma prestação de serviço de três ou quatro meses em função dessa conta. Nem pagariam tão mal, mas achei completamente injusto. Pensando nisso e em outras vicissitudes da vida, a viagem de duas horas até que passou rapidamente. Pouco conversei com os dois, alegando uma indisposição qualquer.

A Prático Sabor era uma grande empresa nacional que fabricava todo tipo de alimentos prontos ou semi-prontos. Sua sede era uma vitrine em termos de lay-out. Uma planta industrial muito bem planejada e esteticamente agradável. Unidades com algumas paredes transparentes permitiam a visão de boa parte dos processos produtivos, acessadas através de caminhos ornamentados com árvores e canteiros. A sala de reuniões era ampla, moderna e equipada. Depois de uma hora de reunião, Eduardo parecia um publicitário experiente e seguro. Era eloquente, fazia analogias, contava historinhas e seduzia o cliente. E eu ia ficando cada vez mais com ciúmes e revoltado. Sei que é difícil de acreditar, mas naquele instante realmente pedi licença e me levantei apenas por necessidade urgente de ir ao banheiro. Mas, ao entrar no recinto, tive um grande impacto. Azulejos antissépticos, metais brilhando, e um cheiro inebriante de aromatizador. Dava até pena de fazer cocô ali: o local era mais adequado para se fazer uma refeição. Entretanto, o ressentimento despertou alguma coisa perversa em mim.

Nada tinha contra a Prático Sabor. Era consumidor de seus produtos há anos, ideais para quem mora sozinho e não tem tempo ou capacidade de cozinhar. Bom paladar, variedade, preço justo. Por isso, sei que nada justifica o ato de fazer um cocô enorme na impecável pia de seu banheiro. E não foi um qualquer: era bem formado, encorpado e longo. Parecia uma cobra marrom a me encarar. Eu ria descontroladamente. Não havia planejado aquela agressão, foi puro impulso. Saí sem avisar a ninguém, e algumas horas depois estava em casa. O telefone tocou insistentemente durante um bom tempo. Seria o Aroldo me ameaçando com justa causa ? Bom, se ele quisesse fazer isso, teria que assinar minha carteira retroativamente, quase quatro anos durante os quais trabalhei muito e ganhando pouco. Posso até ter desperdiçado algum dinheiro e o fiapo de reputação que me restava com essa atitude impensada, mas certamente Aroldo e seu pupilo perderam a conta.

Passei mais de duas semanas sem fazer absolutamente nada, praticamente dentro de casa. Assistia à televisão, bebia cerveja, lia e relia alguns livros - nunca até o final. Meu apartamento, na verdade, era um ateliê caindo aos pedaços. Mudei-me para lá quando ainda tinha esperanças de ser um pintor reconhecido. Aquela coisa de artista maldito, que mora em uma espelunca arrumadinha que pode até se tornar charmosa. Porém, a minha era apenas pequena e mal conservada. Tinha quadros espalhados por todos os lados. Muitos pendurados, outros jogados nos cantos, vários inacabados. Não produzia com frequência há tempos, porém acumulava muitas telas antigas. Fiz algumas exposições no passado, mas as vendas foram raras. De qualquer forma, gostava de viver entre meus quadros. E, de vez em quando, ainda tentava me projetar. Mandava cartas, fazia contatos, visitava galerias e museus.

Sempre fui apaixonado pelos mestres impressionistas. Quando criança, eu e meu irmão mais velho, Rogério, tínhamos pequenos livros com muitas fotos e pouco texto sobre as obras de Monet, Van Gogh, Cézzane, Degas, Renoir e outros. Apesar de não pertencerem exatamente aos mesmos movimentos e momentos, tinham em comum o fato de terem realizado uma obra genial e definitiva em épocas próximas e com influências comuns. Na adolescência, devido a pedidos insistentes, meu pai, que não tinha muitos recursos, pagou o primeiro curso que fiz. Chamava-se “Introdução ao Desenho e à Pintura”. Até a maioridade, Rogério e eu passamos por diversas formações na área, a maior parte sem a menor importância, mas uma ou outra relativamente conceituada. Pouco depois, iniciei minha produção artística. Enquanto isso, Rogério se dedicava ao outro lado do mundo das artes: negociava telas e antiguidades. Na mesma época, minha carreira na publicidade e propaganda começava a deslanchar.

É dispensável dizer que eu vivia nas nuvens. Jovem, relativamente bonito e começando a ficar famoso no mercado publicitário. E me apresentava também como artista plástico. Pintava realmente por prazer, um prazer muito maior ainda que trabalhar com propaganda. Naquela época, não me preocupei seriamente em construir uma carreira na área artística. Inúmeros quadros foram dados de presente para amigos ou doados para acervos e empresas. Não procurava vender meus trabalhos, essa preocupação veio depois. Com o passar dos anos me sentia cada vez mais pintor, enquanto a carreira como diretor de arte despencava ladeira abaixo. Claro, a retração do mercado foi uma boa desculpa, mas eu colaborei bastante. Dispensei oportunidades, fui vaidoso e irascível, não quis me atualizar. O dinheiro e a fama encolhiam a cada dia. Pulei de emprego em emprego até chegar à Aroldo Quintanilha. Então, aos quarenta e nove anos, estava novamente desempregado. Depois daquela cagada, não arrumei mais emprego estável, apenas alguns poucos bicos que pagavam menos ainda. Sustentava-me obtendo recorrente ajuda financeira de meu irmão, que há anos se estabelecera no sul.

Três meses após o episódio, ainda me recuperava de um processo de depressão. Até que recebi o convite de um fanzine mais que alternativo, que vinha alcançando alguma repercussão no universo underground. Queriam-me como colaborador, o que aceitei de imediato. Provavelmente, foram os dois anos mais divertidos de minha vida, bem mais do que quando eu tinha dinheiro e fama nos áureos tempos. A minha função no Secreção Urbana era criar os lay-outs mais inusitados, bolar diagramações totalmente fora do padrão. Às vezes, me aventurava em ilustrações com liberdade de tema e estilo. Isso em meio a cartunistas e redatores completamente críticos e anárquicos. O movimento editorial alternativo ganhava certo espaço, principalmente no Rio e em São Paulo. Era um consolo para a saída das agências, e eu também exercitava minha criatividade e desabafava a revolta. Entretanto, a remuneração era quase que inexistente. Os profissionais que encabeçavam o projeto viviam de outras fontes de renda, e da ajuda de familiares e amigos. Eu retomei contatos e passei também a prestar alguns serviços maçantes para empresas que veiculavam matéria legal e anúncios de classificados. Para me sustentar e continuar pintando.

Depois de tanta insistência em entrar no hermético mundo das artes plásticas, três agenciadores de arte decidiram me ouvir e analisar meu trabalho. Fiz pequenas exposições, deixei algumas telas em consignação. Entretanto, não obtive grandes resultados. Depois de muitos meses, apenas um deles quis manter o contato. Ele reconhecia muitas qualidades em mim, mas insistia para que eu abandonasse a técnica e a temática puramente impressionistas. Vivia dizendo: “O mundo mudou.”, “As estéticas evoluem, surgem novas linguagens.” Rodolfo Bristol era uma pessoa de certa projeção no mundo da arte, e tinha fama de honesto e competente. Não estava no primeiro time, mas era jovem e dedicado. Com certeza, chegaria lá. Organizava inúmeros eventos, buscava novos artistas nas feiras e exposições populares, e já havia inclusive lançado um ou outro. Escrevia artigos para alguns jornais e revistas especializados, tinha bagagem cultural e argumentava bem. Mas acabei por não seguir seus conselhos, e ainda cortamos relações. Tudo por causa do Grande Salão.

O Primeiro Grande Salão Contemporâneo Brasileiro foi uma iniciativa de um importante grupo de financiadores e admiradores da arte nacional. Reunia quatro grandes museus, críticos de arte conceituados e duas grandes multinacionais com a finalidade de organizar uma abrangente exposição em um enorme espaço de eventos. O projeto era ambicioso: mostrar todas as tendências da arte contemporânea nacional em suas diversas manifestações – pintura, escultura, instalações - durante duas semanas inteiras. O valor da entrada para o evento era simbólico, subsidiado por um fabricante de automóveis e por um banco estrangeiro. Esperava-se um público significativo, composto não só por admiradores e consumidores de arte, mas também pela população em geral, o que de fato ocorreu. Não se pode negar que o Salão foi um sucesso estrondoso. A mídia fez uma boa divulgação do evento, os espaços ficaram cheios em grande parte do tempo. E a crítica elogiou o nível das obras expostas, abrangendo artistas consagrados, em ascensão e também ilustres desconhecidos.

Bristol participou ativamente da organização do Salão, atuando em algumas fases do processo de seleção das obras a serem expostas. Disse que eu ainda não estava pronto para expor nesse primeiro salão, pois a concorrência e as indicações seriam grandes, o que obviamente me deixou frustrado. Mas me pediu para que fosse ao evento no mínimo dois ou três dias, e olhasse as obras com atenção. Se eu produzisse algo dentro do mesmo conceito, da mesma linguagem contemporânea - me reciclasse, como ele costumava dizer -, ele se empenharia em divulgar e vender meus trabalhos. Apesar de nossas inúmeras discussões e embates estéticos, acabei por me render a seus argumentos, rompendo a resistência da vaidade e admitindo que talvez devesse realmente me abrir para novas técnicas e linguagens. E foi assim que me desloquei do Rio para São Paulo, com a viagem e a hospedagem gentilmente cedidas pela única pessoa que ainda estava disposta a apostar em meu trabalho.

Quando entrei no Grande Salão, a primeira exposição já me deixou bastante chocado. Nas duas paredes de um estreito e longo corredor, havia um sem número de molduras de diversos estilos, formatos e cores. Molduras sem telas. As pessoas entravam e ficavam olhando com expressões diversas. Os tipos intelectuais que freqüentam galerias e museus pareciam inebriados, com sorrisos de grata surpresa. Enquanto isso, as pessoas comuns se entreolhavam curiosas, como que a se perguntarem se os organizadores tinham se esquecido de colocar os quadros dentro das molduras. O fato é que, sobre esse corredor, acabei lendo a seguinte resenha em um caderno especializado de um famoso jornal de São Paulo: “A ausência das telas é sua própria presença em sentido amplo, universal, representada por uma miríade de molduras que realizam uma homenagem à pintura poucas vezes vista.”

Pensei que talvez eu pudesse ser insensível, pouco inteligente ou conservador demais. Entretanto, aquilo me pareceu completamente estúpido. De qualquer forma, imaginei que seria apenas uma forma original de receber os visitantes. E que lá dentro estariam, em abundância, as verdadeiras obras de arte. Passei então boa parte de um dia andando pelas várias seções que compunham o Grande Salão, no qual se apresentavam inúmeras exposições individuais, coletivas e temáticas. E também divididas por estilos, materiais e suportes utilizados. Naturalmente, não há como me lembrar da maior parte do que vi, mas algumas “obras” realmente me marcaram. Uma enorme área com decoração futurista apresentava eletrodomésticos em posições ou funções inusitadas. Aspiradores de pó tinham suas rotações alteradas e sustentavam bolinhas de isopor no ar. Sobre a grade de um ventilador deitado, repousava uma aranha de plástico de cabeça para baixo. Dentro do tubo de imagem de uma grande televisão havia uma outra televisão e assim por diante, até terminar em uma tevê minúscula. E ao entrar em uma pequena sala quadrada, deparei-me com vários buracos na parede, reboco e poeira espalhados no chão. Achei que estivesse em obras, até vir alguns cercados e plaquinhas de identificação.

Sei que tenho uma boa dose de preconceito e resistência em relação a certos tipos de manifestação cultural, mas aquilo tudo me soava como um completo absurdo. Lembro-me ainda de um salão no qual havia várias esculturas em formas de rosquinhas de padaria. Luzes de boate se projetavam do alto, fazendo as rosquinhas ficarem coloridas. Ao sair deste salão, um corredor de acesso indicava a área das pinturas. Respirei aliviado e entrei ansioso. Deparei-me com telas brancas nas quais havia pequenas letras pintadas em várias cores. A iluminação era levemente estroboscópica, e pequenas caixas de som emitiam palavras soltas com aliterações: “poder”, “palavra”, “pelvis”; “letra”, “lei”, “leigo”. O último quadro tinha o seguinte escrito: “A tela é bela / A tela é cela / Bela é a cela. A sala subsequente era de tamanho mediano, e comportava apenas quatro grandes pinturas. Cada uma de uma cor, em cada uma das paredes. Em frente a uma azul, e devo ressaltar, um azul celeste quase que completamente chapado, com poucas variações de tom, um casal observava atento, quase que hipnotizado, tecendo alguns comentários monocórdicos. Exceto algumas seções, como uma de arte naif e outra com várias telas expressionistas, a maioria esmagadora dos trabalhos me parecia completamente desprovida de qualquer sentido ou senso estético.

Na parte abstracionista, por exemplo, encontrei uma série de quadros com elementos simétricos que me lembraram muito o Teste de Rorschach. Na seqüência, passei por uma área de telas com figuras geométricas soltas em fundos neutros. Lembrei-me do diálogo que tive há décadas com um colega em um curso de pintura. Disse a ele que considerava aquela famosa tríade russa – uma cruz, um quadrado e um círculo – uma grande tolice. Não posso considerar arte algo que uma criança qualquer possa fazer em poucos minutos. Ele argumentou que eu deveria entender o contexto da época, a revolução que ela provocou, antecipando o minimalismo e a arte conceitual. Respondi que arte não deve ser contextualizada, deve ser eterna em qualquer época e para qualquer um. A última obra que me lembro de ter visto no Primeiro Grande Salão Contemporâneo foi uma instalação denominada “Cadeira com Chope”. Em um canto, à meia-luz, um copo de chope cheio (provavelmente com cera simulando a bebida) repousava sobre uma cadeira de madeira. Senti uma indignação semelhante àquela experimentada durante a reunião na Prático Sabor, anos antes. Saí dali e fui encher a cara no primeiro botequim que encontrei, disposto a mudar completamente minha vida.

Sobre a obra

Texto do livro "O Enforcado e Outras Histórias".

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André Calazans
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Kika Carvalho
 

Muito interessante. Envolvente.
Parabéns e fico no aguardo por outros tão criativos quanto este.
Mais uma vez, parabéns!!!

Kika Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 27/3/2010 20:47
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Ref
 

André, muito bacana. Com toques autobiográficos (do que você viu, não o que viveu). Tem muito o que falar sobre ele! Parabéns.

Ref · Maricá, RJ 28/3/2010 10:19
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

belíssimo trabalho amogo, um bom domingo.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 28/3/2010 12:03
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André Calazans
 

Prezados, para quem tiver paciência, o texto é longo e continua no download, à direita do título. Abs a todos.

André Calazans · Rio de Janeiro, RJ 28/3/2010 22:36
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camuccelli
 

Andre é de bom muito gosto o texto.

camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 30/3/2010 14:25
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