Ontem o riso invadiu a proa da porta,
Não que viesse alameando coisas,
Conduzindo gritos,
Ou resumindo ritos,
Não,
Um riso degradado,
Desdentado,relaxado e só,
Veio como o rio vem,
Não um rio de pétalas,
Em ritmo cadenciado e lento,
Não!
Foi transbordante,
Vacilante e avassalador,
Um rio de tortura,
Amassando a carne da cara em relevo,
Um rio que arrasta o que vê e o que achar,
Águas turvas e lépidas...
De quem falava mesmo?
Ah,do riso,
E dá pra rir no cenário do habite e da corrupção?
De quem falava mesmo?
voce me fez voltar ao inicio, entretido que estava na leitura, seguindo um rio que poderia me levar a sorrir, propriamente dito, ou ao choro e vergonha de todo um cenário de corrupção que habita nossas terras lindas e maravilhosas.
O que fazer?
Do riso e do rio. No meio de tantas disparidades como falar do riso, da alegria? Podres poderes que embotam a Vida!
Saúde e Paz...
camuccelli · Rio de Janeiro, RJ
O ENGANO
Parabéns Poeta Amigo.
Mais um belo Trabaho para nos inspirar e animar no pensar e no lutar a vida.
...Um rio que arrasta o que vê e o que achar...
Um Grande Abraço Amigo.
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