O FUTURO COMO GUIA

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Tãnia Barros · Rio de Janeiro, RJ
8/3/2010 · 3 · 2
 

Não proclamo o exagerado fastídio para com o Brasil. Atualmente faço minha experiência de viver fora e afirmo que, no geral, o povo europeu passa pelos mesmos problemas que o povo brasileiro no que toca a economia, desemprego e crise na educação.

No entanto, temos a boa fortuna da rica natureza, a extensão territorial, as recentes descobertas de novos poços de petróleo, etc. Vejamos com olhos abertos o que tudo isso significa, concomitantemente mantendo-os abertos, também, para os pseudo-representantes dos nossos interesses de cidadãos.

Se a democracia nos dá o direito de eleger os representantes para nossa cidade e nosso país, não nos façamos de abobalhados e saibamos auscutar o que se passa nos bastidores. Os ladrões, as raposas e as aves de rapina da nossa política têm seu destino - garantido pelas leis - bem longe dos palanques e do dinheiro público, mas para que isso aconteça precisamos estar atentíssimos.

Estando aqui me apercebo ainda mais da nossa potência e qualidades virtuais. Alegra-me e enche-me de esperança este caráter que nos faz sair do buraco mantendo um frescor alegre, apesar do que esteja ao redor. Isto está incluso em cada aspecto da nossa multiculturalidade.

Apenas reclamo o que é fundamental para nosso mais enfático, pleno e socialmente mais justo desenvolvimento: mais ação e vontade no enfrentamento de problemas crônicos como o analfabetismo (saber decodificar não é saber ler), tráfico de drogas, favelização, violência, urbanização mais racional e humanizada.

A qualidade de vida é um misto de configurações da realidade que não se resume apenas na paisagem natural, nos caracteres específicos de um povo (mais dócil ou mais frio, mais ou menos alegre, mais ou menos sanguíneo).

Há um tal mix de aspectos que cria o verdadeiro e contínuo compromisso dos governos junto à sociedade toda, no sentido de proteger o que se tem de sano e de desenvolver aquilo que é necessário para gerir melhor o presente e o futuro.



Num jogo de imagens diversas do lugar comum, proponho aqui que o futuro seja um pouco visto como pai e mãe. O futuro deve ser visto como um guia espiritual, e não somente o passado. Respeitemo-lo de fato, tenhamos "olhos de águia.". O futuro pode ser nosso sábio virtual guiando-nos no presente através dos nossos medos, complexos e maldições, garantindo-nos um passado honrado e mais feliz. Seremos lá o contínuo do que somos e fomos cá.

Por Tânia Barros

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Tânia Barros
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Doroni Hilgenberg
 

Tania,
O Brasil tem a capacidade de ser um pais do primeiro mundo, mas a ganancia de nossos governantes, faz com que o pais se afunde na lama e na podridão.

...Os ladrões, as raposas e as aves de rapina da nossa política têm seu destino - garantido pelas leis - bem longe dos palanques e do dinheiro público, mas para que isso aconteça precisamos estar atentíssimos...
É verdade, mas como acreditar nas leis, se o corporativismo já chegou lá e todo o sistema esta já corrompido?
É preciso uma mudança bem drástica em todo o sistema, inclusive abolir a imunidade que causa tanta impunidade.

bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 9/3/2010 14:44
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Tãnia Barros
 

Plenamente de acordo, Doroni. A imunidade é a causa de grande parte das safadezas no governo.
Muito temos ainda que lutar para tirar estas facilidades entre outras medidas que refine mais os que vão entrar.

Tãnia Barros · Rio de Janeiro, RJ 10/3/2010 14:13
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