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O melhor amigo do Anísio

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rené ociné · São Paulo, SP
4/4/2008 · 200 · 29
 

Amostra do texto

Número vinte e dois da Coronel Eusébio, a esquina da casa velha. Via aquela casa desde que nasci, igual a tantas outras da cidade. Nunca me chamou muito a atenção. Anísio, um garoto franzino que morou lá por toda a vida, não era muito chegado às brincadeiras comuns da molecada da rua, um pirralho esnobe, metido a besta. Sempre alheio às nossas correrias e queimadas. Nós o víamos indo e vindo da escola, aos domingos voltando da missa sob os cuidados da mãe. Não teve amigos entre os pestes da rua, como éramos tratados por ela, quando acontecia o que tanto nos esforçávamos por evitar e a bola ia bater numa janela ou cair no seu quintal.
O tempo passou, nos tornamos homens, a maioria daquele tempo já tinha se casado, tinham filhos, famílias. Anísio, agora professor, dava aulas na escola municipal. Não tinha mudado muito, continuava distante e esnobe. Sua casa, que sempre foi velha, se manteve igual, como se esperasse para nos ver envelhecer também. Com o tempo ela foi se tornando cada vez menos importante na paisagem, a ponto de nem nos lembrarmos que viviam pessoas ali. A exceção de uma sexta feira, quando se amontoaram todas as mulheres idosas da rua e algumas de fora, os homens mais antigos e os freqüentadores da igreja também estiveram lá. Foi o dia mais movimentado da esquina. A velha mãe de Anísio havia falecido, aqueles foram os préstimos dos que ainda se importavam em homenagear um morto, em vida não fazia muita diferença, fosse quem fosse.
Observei o movimento da minha varanda, sentado na velha cadeira de balanço, imaginando o que seria do solitário vizinho desconhecido, que sempre esteve sob os cuidados dela, e que agora se via sozinho, desamparado. No dia seguinte a movimentação do velório e do enterro, a casa perdeu o foco novamente, deixou de ter a minha atenção.
Passaram-se uns poucos meses assim, sem que eu me lembrasse nem que havia uma esquina em frente a minha casa. Misteriosamente, de repente, me dei conta de que não conseguia mais tirar os olhos de lá. Ninguém me contou e eu, o desligado que sempre fui, não soube do casamento do Anísio, homem de sorte. Sempre tive muita admiração por este sujeito, desde menino que tentava uma aproximação, pra fazer amizade, uma pessoa distinta assim, pura família, é a companhia ideal para um homem que se pretende de bem.
Ela não devia ser dali, me lembraria de tê-la visto antes, nem acho que tivesse visto nenhuma moça tão bonita naquela cidade. Eu não conseguia mais entrar no meu portão sem uma olhadela, um aceno, sem malícia nenhuma, é claro, pura cordialidade de boa vizinhança. Gostava de ser correspondido em minhas gentilezas. Ela, pura educação, não economizava, o que me fazia imaginar coisas, do tipo que os homens sempre imaginam.
O mais contraditório foi acompanhar as mudanças nos hábitos do vizinho, depois de casado. Ele que sempre se manteve caseiro, distante de todos, agora andava dado a umas paradinhas na venda no final da tarde, na volta do trabalho.
Depois da morte da mãe e do casamento, tornou-se rapidamente numa pessoa acessível, a nossa amizade foi aumentando nas conversas com o cotovelo no balcão.
_Anísio, pobre diabo, não me faça uma pergunta dessa, sujeito. É certo que eu moro bem do outro lado da rua, mas tu sabes que não sou homem de bisbilhotar a vida alheia.
Andava preocupado meu novo amigo, sem a mesma resistência dos veteranos do boteco, não precisava muito para estar desabafando suas intimidades. Mal sabia que os outros todos que freqüentavam aquela espelunca, se amontoados num saco, não valiam uma moeda. Enquanto conversávamos olhavam cínicos, julgando minha pessoa, como se eu fosse capaz de me aproveitar de um indivíduo incapacitado, que depois de umas três doses já despencava dormindo na mesa, só se levantando tarde, coitado, com o barulho do dono fechando as portas.
Sua reclamação preferida de todos os dias, depois de uns goles, era a de que a jovem mulher vinha lhe tirando o juízo, contava que ela vivia lhe provocando, sempre que ele chegava tarde em casa, dizendo a ele que se cuidasse, pois tinha gente de olho nela. Eu, em consideração a nossa boa amizade, que se formou tão espontânea nesses tempos, ouvia pacientemente, sem dar muito palpite e sem poder confidenciar que ele não era o único que vinha perdendo o juízo ultimamente. Até que me esforçava para não lhe pagar nenhuma bebida, mas o homem se acostumou de um jeito. Quando eu pedia para ver a conta do bar, no final de semana, é que percebia o quanto o infeliz tinha bebido a minha custa. Aquilo foi se tornando numa rotina, ele entrava na venda e o dono já me olhava com a garrafa na mão, esperando a minha aprovação para servi-lo, anotando na minha página da caderneta. É claro que me incomodava, mas nunca fui homem de negar um trago a um bom amigo.
Aos poucos comecei a entender o lado de Sofia, recém casada, pobrezinha, uma jovem na flor da idade, muito bonita e obrigada a ficar sozinha em casa. Como eu sempre saia mais cedo do boteco, acabei criando um outro vínculo de amizade, não tinha como não dar uma passadinha por lá, saber se ela estava precisando de alguma coisa, afinal eu era o melhor amigo do Anísio. Sofia se acostumou de um jeito com esse meu modo atencioso de ser, que nas poucas vezes que a consciência tentou me obrigar a ir mais cedo para casa, me pegava parado no portão, forçado a ceder ao meu coração mole, quando a via pela janela, com um rostinho triste e carente, só faltando implorar pela minha visita. Então eu ia cumprir com a obrigação, como bom amigo do Anísio que eu era. Atravessava a rua e dava uma passadinha por lá, não custava nada, às vezes era só o tempo de dois ou três cafezinhos.
FIM
René Ociné

Sobre a obra

Um viagem.
Observando o álbum de fotos de um amigo, uma me prendeu a atenção, a foto de uma casa antiga. Observei seus detalhes por alguns instantes e a história estava contada. Uns retoques na imagem enquanto escrevia o texto e pronto, um não existe mais sem o outro.

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Ficha técnica
Agradeço ao amigo Júlio Paulo Marcondes por me permitir o uso da imagem.
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Ana Kaya
 

Ué, escrevi um comentário, mas não apareceu hhuahuahua nós dois aqui estamos mais perdidos que cegos em tiroteio.

Achei lindo o texto e me admiro da capacidade de certas pessoas de fazer algo tão belo com apenas uma foto. Sei como é isso, a inspiração vem e a gente corre pra escrever.
Li, gostei e volto pra votar.
bjs

Ana Kaya · São Paulo, SP 2/4/2008 12:23
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Raiblue
 

oie, René, meu querido!!

Que conto mais lindo!
Realmente essa fotografia é bastante inpiradora!!!Poética demais!!
Aliás , tudo pode ser inspirador,não é? No meu texto, foi a música...; no seu, a imagem...
Amigo é pra essas coisas...ajudar em todos os sentidos...hehe...afinal , só eram uns cafezinhos no fim de tarde...rs
Amei sua narrativa...uma delícia de se ler...poética...leve..., e muito descritiva...nos fazendo visualizar os mínimos detalhes desse lugar misterioso e suas personagens ...adorei!!

Voltarei p votar, com carinho e admiração...
Quero mais, hein ?? heh
Um beijo bluezeninfinto...

Blue

Raiblue · Salvador, BA 2/4/2008 12:50
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clara arruda
 

Eu adoro um texto,um conto um romance...Enfim adoro tudo o que me faz retroceder e sonhar,amei seu texto.Voltarei para votar.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 2/4/2008 13:54
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Lilly  Freitas
 

Irei esperar 41 hs , sentada na esquina da casa..quero vislumbrar o brilho...um pingo de tinta tb se constroi um castelo...
Voltarei para a votação.
Abraços, e obrigada por passar pelo meu post.
Boa sorte!!! e Sucesso!
Lilly F.

Lilly Freitas · São Paulo, SP 2/4/2008 18:44
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rené ociné
 

Obrigado Ana, que bom ter sido o seu, o primeiro comentário. É interessante como as primeiras vezes não ficam velhas com o tempo, sempre nos surpreendem, como antigamente.

Rai, obrigado também, pela presença, pelo carinho e pelas dicas. Sua opinião é muito importante, pelo que admiro você e o eu talento. É interessante que não existem regras para isso, imagino que nem um possível domínio, de repente, alguma coisa nos chama a atençao e, está feito, basta traduzir para as letras.
Beijo aniz, deve ser muito bom

rené ociné · São Paulo, SP 3/4/2008 10:42
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rené ociné
 

Oi Clara, eu não tenho muito definido o que mais gosto de fazer, mas me diveirto bastante com os contos. Se algum que eu faça agrada alguém como você, mais familiarizada do que eu com essa linguágem, eu fico muito feliz, imageinando que posso estar no caminho certo. Muito obrigado e volte sim.

rené ociné · São Paulo, SP 3/4/2008 10:49
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rené ociné
 

Obrigado Lilly, só faltava me dizer que é branco...
Um lírio branco pra me dar coragem. na minha primeira tentativa aqui no Overmundo.
Vou ver como é isso também, mais uma aventura ou um vôo, a ser contado um dia.

rené ociné · São Paulo, SP 3/4/2008 10:57
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Raiblue
 

René,meu lindo...vc é um fofo...obrigada...mas vc tbém é muito talentoso,viu?muito...

...hummm...fiquei aqui a imaginar o aniz...altamente delirante...hehe...outro procê...asiim...assim...
Boa sorte, tá?

Blue

Raiblue · Salvador, BA 3/4/2008 20:57
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clara arruda
 

Para o melhor amigo o melhor voto.Um grande abraço.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 4/4/2008 12:07
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Me Morte
 

votado meu lindo!
perfeito como sempre, escondendo talento ne,rss
adorei teu texto!

Me Morte · Pouso Alegre, MG 4/4/2008 12:07
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido René:
Fora o cinismo, ou melhor, cinismo incluso, o texto é excelente. Parabéns, beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 4/4/2008 13:12
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rené ociné
 

Poxa!
Que legal que é isso! Parece o meio da descida de um tobogã
Obrigado amigos

Clara, que bom que voltou....Beijão

Me valeu, o seu voto tem um valor muito especial, você sabe

Joca, mais um amigo, que boa maneira de começar uma amizade.
Obrigado! Beijos e abraços!

rené ociné · São Paulo, SP 4/4/2008 13:21
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Raiblue
 

VO(l)TANDO!!!

Parabéns, querido!!
E que tal um café nesse fim de tarde??...rsrsrs..

Beijos bluezenanis..hehe

Blue

Raiblue · Salvador, BA 4/4/2008 17:51
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Nivaldo Lemos
 

René,

acedi ao convite do Joca para conhecer o Anísio, ou melhor o amigo do Anísio, melhor ainda, o que escrevera o amigo do Anísio. E, lhe juro, valeu a pena conhecer o número 22 da Coronel Eusébio e beleza deste seu conto maravilhoso. Sem exageros - ou mesmo com - arrisco-me a dizer que o texto me lembrou Pedro Páramo, de Juan Rulfo, pela delicadeza da narrativa, o ritmo com que você descreve a vida - ou a ausência dela - no velho casarão. O conto me inspirou a mesma melancolia que vi na novela de Rulfo sobre o velho povoado habitado por mortos e fantasmas. O que per se já me valeu a pena neste final de sábado modorrento. Obrigado e parabéns pelo texto.

Abraços
Nivaldo

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 4/4/2008 18:15
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Frazao my brother
 

Curioso pelo convite do Joca, encontrei aqui um texto de alto nível e uma história que me deixou com gosto de café na boca.
Parabéns

Frazao my brother · Anastácio, MS 4/4/2008 18:20
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rené ociné
 

Que experiência maravilhosa foi essa primeira.
Agradeço a todos, inclusive aos que não comentaram!

Blue, que lindo seu sorriso inspirador, fechando essa experiência, Obrigado.

Nivaldo, seu comentário me honra muito, se pudece me ver agora saberia que quase correspondo na cor, ao meu avatar. Me anima a continuar tentando aprender. Tive a alegria hoje de conhecer o Joca, e percebo que ele é muito privilegiado por seu círculo de amigos, tanto que transborda e eu acabo me beneficio também.
Frazão, Obrigado
Que bom que pude contar com você também. Acho que o Anísio foi o único que não pode apreciar esse sabor.


Valeu!!!!!!!

rené ociné · São Paulo, SP 4/4/2008 20:05
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Lígia Saavedra
 

Vim à convite de Me Morte e me deparei com um conto de prima, que bom!

Votado e muito apreciado.

Parabens!

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 4/4/2008 20:05
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Spírito Santo
 

Muito boa a tua pena, René. Deleite puro, bom de ler.
Manda mais.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 4/4/2008 20:12
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azuirfilho
 

rené ociné · São Paulo (SP)
Um Texto muito agradável e expressivo.
Sabe usaras palavras e descrever tudo o que faz imaginar.
Muito criativo e prende os leitores com ate .....dois ou três cafezinhos.
Parabéns.

azuirfilho · Campinas, SP 5/4/2008 08:05
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Zingara RJ
 

ooi Rene,

passeando pela fila de votação descubro teu texto, muito bom, li, e votei (passou dos 70!!) parabéns.

beijos no coração...

Zingara RJ · Rio de Janeiro, RJ 5/4/2008 08:08
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Roberto Girard
 

René,
Belíssimo conto, tudo já foi dito e assino com o voto merecido.
Voto com louvor!
Abs
Beto

Roberto Girard · Rio de Janeiro, RJ 5/4/2008 10:34
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rené ociné
 

Lígia
Spirito Santo
Azuir
Zingar
E Roberto Girard

Se não o fiz no tempo oportuno e ainda não sei.
Vou aproveitar o apoio que recebo, de tantos amigos e tentarei aprender.
Gostei de ter participado e certamente voltarei para mostrar mais alguma coisa.

Muito obrigado amigos

rené ociné · São Paulo, SP 5/4/2008 11:53
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido René:
desculpe se me prevaleço, mas não consigo imaginar ocasião mais oportuna. Não que pretenda ser "mais sabido'" que o amigo, se me entende.
Ainda vamos (e precisamos) conversar muito!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho.

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 5/4/2008 12:39
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Pedro Monteiro
 

René, achei muito legal teu texto, e espero que seja o primeiro de muitos vindouros.
Abraços

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 13/4/2008 00:01
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Doroni Hilgenberg
 

René.
Que conto bem estruturado e gostoso de se ler.
Isto que é saber tirar proveito do melhor amigo.
Parabéns!!!!
bjssssss

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 31/7/2008 16:43
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Gustavo Adonias
 

René,

Belo conto. Você consegue nos prender à narrativa, como se estivéssemos vendo realmente a velha casa e as personagens. Todas as vivências e o cotidiano retratados por você soam familiares a quase todo mundo. As brincadeiras de rua na infância, os vizinhos mais reservados, a amizade no bar. Elementos sempre guardados em nossas memórias.

Parabéns !

Abraços poéticos

Gustavo Adonias · Salvador, BA 19/9/2008 10:54
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Aldy Carvalho
 

René
Esse texto, conto, crônica, bem legal e criativo, desperta curiosidade do fechamento. Pareceu-me que teria continuidade, encerrou-se bruscamente. bruscamente para mim, leitor que viajei no enredo, querendo mais.
Parabéns.
Abs

Aldy Carvalho · São Paulo, SP 18/11/2008 14:07
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José Cycero
 

Bom demais amigo> Como se diz por estas bandas "demais da conta até". Voto mesmo atrasado. valeu.

José Cycero · Aurora, CE 22/11/2008 18:20
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Dú Karmona
 

Adorei o texto, foto... realmente é inspiradora.

bj na alma!!

Dú Karmona · São Paulo, SP 24/11/2008 01:23
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