O MEU CANTAR É ASSIM

CD 18.000 Multimidia Pack - CD Expert - 1997
1
José Bezerra de Carvalho · Teresina, PI
16/12/2011 · 0 · 1
 

Ao ouvir a minha voz
Todo cantor me obedece
A minha voz é tão forte
Todo planeta estremece
As águas do mar se abalam
E as pedras do morro desce

Quando começo a cantar
Tudo fica diferente
O forte se torna fraco
O medroso fica valente
A Terra foge do eixo
O Sol deixa de ser quente

Todo poeta já conhece
Do Zé Bezerra a fama
O que é mole, endurece
E o duro vira lama
Todo poeta se cala
E dele ninguém reclama

Sou cantador de repente
Sou vencedor de questão
Dou tapa que voa cinza
Não procuro distinção
Sou destemido em tudo
Desde a cidade ao sertão

Sou muito respeitado
Mas à seita, não dou crença
Poeta que se diz duro
Meto ele numa prensa
Ele chega perto de mim
Se ajoelha e toma a bença.


Para cantar comigo
Pouco poeta agüenta
Muitos já desistiram
Os mais fortes se arrebenta
Os que são mais afoitos
Dou-lhes um cristel de pimenta

Sou poeta cordelista
Craque de boa cachola
Sou como o rei Pelé
Que foi o craque da bola
Canto e escrevo poemas
O lápis é minha viola

Conheci grandes poetas
E famosos repentistas
Como muitos escritores
Que chamamos cordelistas
Leandro Gomes de Barros
E o cantor João Batista

Não vim consertar a Terra
O bem com o mal não confundo
Minha consciência é plena
Meu pensamento é fecundo
Só Deus tem força e poder
Pra consertar este mundo

Sou temperado e humilde
Essa é minha identidade
De Deus recebi o dom
Pra viver em liberdade
E partilhar com os outros
O pão da felicidade.

Em, 02-05-2011

Sobre a obra

Ao ouvir a minha voz
Todo cantor me obedece
A minha voz é tão forte
Todo planeta estremece
As águas do mar se abalam
E as pedras do morro desce

Quando começo a cantar
Tudo fica diferente
O forte se torna fraco
O medroso fica valente
A Terra foge do eixo
O Sol deixa de ser quente

Todo poeta já conhece
Do Zé Bezerra a fama
O que é mole, endurece
E o duro vira lama
Todo poeta se cala
E dele ninguém reclama

Sou cantador de repente
Sou vencedor de questão
Dou tapa que voa cinza
Não procuro distinção
Sou destemido em tudo
Desde a cidade ao sertão

Sou muito respeitado
Mas à seita, não dou crença
Poeta que se diz duro
Meto ele numa prensa
Ele chega perto de mim
Se ajoelha e toma a bença.


Para cantar comigo
Pouco poeta agüenta
Muitos já desistiram
Os mais fortes se arrebenta
Os que são mais afoitos
Dou-lhes um cristel de pimenta

Sou poeta cordelista
Craque de boa cachola
Sou como o rei Pelé
Que foi o craque da bola
Canto e escrevo poemas

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informações

Autoria
José Bezerra de Carvalho, poeta Zé Bezerra, o "Águia de Prata"
Ficha técnica
Cordel, em sextilha(s)
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PIERROFXZ
 

Ola Overmano

Gostei muito do seu poema
"O MEU CANTAR É ASSIM" seu cantar poetico
bela estrutura métrica admirável.
Parabéns pela composição.
Espero poder ler mais de seus escritos aqui
no overmundo.

At +,1 abrç overmano.

PIERROFXZ · Lages, SC 14/12/2011 11:25
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