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O NAMORO NA JUVENTUDE

Imagem obtida da internet - Google Imagens - Créditos desconhecidos
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José Bezerra de Carvalho · Teresina, PI
29/7/2010 · 0 · 2
 

No ano quarenta e nove
Com vinte anos de idade
Namorei com três irmãs
Todas na mesma cidade
Sendo duas mais idosas
Uma de menor idade

Seus pais eram orgulhosos
E eu pobre como Jó
Comecei com a mais velha
Namoro de um mês só
Namoro da juventude
É como vento em pó

Por mais que passe tempo
A gente nunca esquece
A imagem de cada uma
Em sonhos sempre aparece
São simples como miragem
Ligeiramente fenece

O namoro com a segunda
Bem pouco tempo durou
Foi como fogo na chuva
Ligeiro se apagou
Mas foram lindos momentos
Que o vento veio e levou

Com a terceira, três meses
Somente fiquei com ela
E assim das três irmãs
Ela era a mais bela
Foi pra mim mais amorosa
A mais simples e singela

Nossos encontros eram sempre
Em momentos ocasionais
E sempre aconteciam
Na ausência de seus pais
Na casa de uma vizinha
Ou nos fundos dos quintais

A primeira era a Vanda
Das três a mais feiosa
A segunda era Lúcia
Bonita mas vaidosa
A terceira era Iracema
A mais bela e amorosa

O tempo passou ligeiro
O que era doce acabou
Era uma chuva que vinha
O vento veio e levou
Foram árvores que floresceram
Mas nem um fruto vingou

Hoje eu vejo as três
Murchinhas como uma uva
Como ventania forte
Que passou levou a chuva
Agora de cabelos brancos
As três estão viúva

Agora estamos idosos
Gozamos de boa saúde
Nos encontramos sempre
Mudamos de atitude
Mas nunca esquecemos
O namoro na juventude

Eu namorei as três
Não houve nenhum problema
Era Lúcia, Iracema e Vanda
Lúcia, Vanda e Iracema
Iracema, Lúcia e Vanda
São temas deste poema.

Sobre a obra

No ano quarenta e nove
Com vinte anos de idade
Namorei com três irmãs
Todas na mesma cidade
Sendo duas mais idosas
Uma de menor idade

Seus pais eram orgulhosos
E eu pobre como Jó
Comecei com a mais velha
Namoro de um mês só
Namoro da juventude
É como vento em pó

Por mais que passe tempo
A gente nunca esquece
A imagem de cada uma
Em sonhos sempre aparece
São simples como miragem
Ligeiramente fenece

O namoro com a segunda
Bem pouco tempo durou
Foi como fogo na chuva
Ligeiro se apagou
Mas foram lindos momentos
Que o vento veio e levou

Com a terceira, três meses
Somente fiquei com ela
E assim das três irmãs
Ela era a mais bela
Foi pra mim mais amorosa
A mais simples e singela

Nossos encontros eram sempre
Em momentos ocasionais
E sempre aconteciam
Na ausência de seus pais
Na casa de uma vizinha
Ou nos fundos dos quintais

A primeira era a Vanda
Das três a mais feiosa
A segunda era Lúcia
Bonita mas vaidosa
A terceira era Iracema
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informações

Autoria
José Bezerra de Carvalho, poeta Zé Bezerra, o "Águia de Prata"
Ficha técnica
Cordel, em sextilha(s)
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alcanu
 

Velhos amores nunca morrem !
Um beijo ou quatro !

alcanu · São Paulo, SP 27/7/2010 08:52
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Doroni Hilgenberg
 


bonitas lembranças que geraram um lindo poema
É como dizem quem tem mais de uma acaba ficando sem nenhuma.
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 27/7/2010 14:27
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