Naquele Natal você chorou
E eu pensei em ti
Choraste por mim e até pensou
Que fosse o fim de tudo
E era o fim
Da fome e da miséria.
Nos cantos,
Nas ruas,
Em todas as direções,
Umas luzes brilhavam,
Uns sinos tocavam
Até presentes se viam aos pés das árvores.
E você cantou
E eu lembrei do teu canto
Cantaste por mim
Sem nem sequer me olhar na fotografia sobre a mesa
Mas eu te tinha impregnada nas minhas retinas
Era natal
E não existia solidão
E sim o pão,
A saciar os sonhos.
Aquele inimaginável de esperança
Naquele natal chorastes
E eu chorei por ti
Comemos e bebemos utopia
Na ceia farta da noite feliz.
Uma luz me veio
Na escuridão da noite sem estrelas
Era a luz dos olhos teus
A faiscar um brilho de paz
Vinda como de um Deus
A noite de Natal
Avançou rumo ao dia comum
E te fostes, serena
E eu me fui, saudoso
Não mais choramos
Até sorrimos,
Lá nas nossas distancias,
aquele natal ficou cristalizado
em nossa memória.
Aquela aurora,
Que um dia há de ser
A de todos os natais.
Um poema apaixonado de de natal
Já não se fazem mais Noites de Natal como as que faziam quando a gente só se preocupava em esperar o Bom Velhinho...
Um beijo !
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