"Arriba a saia,aí vem a maré,
E arriba a saia, aí vem a maré!
cantiga de roda de capoeira
1 - APRESENTAÇÃO:
Por que não existe filho de "japonês" ou mesmo de japonês estudante em escola da rede pública do ensino fundamental e ou médio na Capital de São Paulo?
Este trabalho tem por norte a pergunta inicial, como está feita. Examiná-la, buscar responde-la, vai nos colocar de frente com as três causas da desgraça do negro brasileiro:
1) A escravidão, quer do negro, quer do indigéna;
2 A imigração européia e japonesa, num primeiro momento, depois asiática;
3) A montagem da "ideologia racista, ou racial brasileira;
A escravidão, por ser escravidão já seria o bastante, mas soma-se-lhe o cuidado dos doutos do cristianismo para torná-la "inquestionável" (2). E o Brasil sem repará-la manterá o negro na condição de pária a que está submetido. Perdigão Malheiros hoje, diante desta mesma miséria, nos diria o que proclamou sobre a escravidão: a miséria... cumpre-atacá-la para que não durmam os brasileiros o sono da indiferença e da confiança infantil, sobre o vulcão e o abismo...."
A escravidão dá ao negro o trabalhar, o sofrer e o morrer. A Imigração europeia/japonesa lhe tira o trabalhar, deixa apenas o sofrer e o morrer. Tira-lhe a terra e o direito de ter terra. Ao tirar a terra, cria o enorme fosso da fraqueza.
apessego@ig.com.br
andrepessego@bol.com.br
A Para continua é preciso abrir o Dowloand
- A anomial social de Emile Durkheim vem a substituir as "teorias de medidas de crânio" do médico Nina Rodrigues. As medidas do crânio exigiam provas, dados científicos. "O estado anômico" dispensa prova, é mera afirmação. A anomia levantada por Florestan Fernandes, em 1964 liga o negro ao alheamento, à involução, ao crime. Diz Florestan:
"Está claro que o negro e o mulato foram ampla e irremediavelmente prejudicados pelas limitações biológicas, psicológicas e culturais que interferiam, negativamente, em sua adaptação aos diferentes níveis de organização da vida ao mundo urbano. Também é notório que essas limitações provocaram consequências funestas de longo alcance - que se fazem sentir até hoje - em todos aqueles níveis. No nível biológico, algo pior que o "deficit negro" seus prováveis fatores ou efeitos, são as desvantagens da "população de cor" para assegurar o enriquecimento do seu equipamento genético"
"
Bom saber de você. Bom saber que continuamos a atrapalhar o trânsito.
Abraço fraterno. jbconrado*
Andre,
Que bom tê-lo de volta. Li a introdução e me pareceu bem estimulante. Vou ler o texto com calma, mais na frente e depois lhe darei um retorno.
Abraço,
Tema instigante e que comporta várias nuances. A coisa tem de começar na base, para depois igualar as condições pela natureza das coisas e ambição de cada um. Excelente texto o seu, independente se se concorda, ou não.
Abraço!
Meus caros Ayruman, Zezito, Juscelino..... e um dia percebemos que a lonjura continua mesmo na micro eletrônica.... mas de certo modo ela também nos possbilita o re-encontro assim..... É um prazer poder dialogar, "reencontra-los"..... agradecido pelo "visto" pelo parecer.......
abração,
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