O OLHAR DA ESTÁTUA
Marco Bastos
olhos ternos, semi-cerrados,
lá dentro há vida. na escultura,
diamantes cravados na testa altiva
- sublime, vive a História...
olhar de semi-deuses
antigos brilhos sorridentes
- colunas, capitéis de louros cachos
sustentam há séculos a luz perdida...
- conchas, pálpebras do mar,
onde se ouviu a voz do vento...
olhos que se embrenham na escuridão do ser,
retida a imagem da última claridade
- lá morou a luz e se ri a ex_cultura.
Gostei, Marco!
Muito inteligente o final do poema.
Abraço
http://interludios.blogspot.com
Obrigado, Carlos.
Ainda estou com dificuldades para ajustar a imagem. O arquivo original não foi aceito por ser vertical. Enfim, aprendendo. rs.
Acredite, quando leio suas mensagens, parecem vindas por altas esferas, pois você sempre consegue fazer com que eu viajo por galáxias interiores, e isso me leva a uma gostosa sensação, onde a fantasia toma proporções fantásticas dentro do eu, obrigada, assim que sair aqui a votação, me avise, Efigênia Coutinho
Efige · Balneário Camboriú, SC 8/2/2008 17:17
Quanta inspiração!Adorei:
olhos que se embrenham na escuridão do ser,
retida a imagem da última claridade
Obrigado, Sílvia. Também gostei bastante da sua escada de trovas. bom dia.
Marco Bastos · Salvador, BA 9/2/2008 06:44
Interessante essa percepção do concerto das galáxias, esse "enxergar" com o olhar olhar da mente - empatia com o Universo. Eu acho que o Homem é prisioneiro de Gaia, a Terra na qual não conseguimos sobreviver nos desertos, nos polos, nas montanhas. O que pensar das imensuráveis distâncias, pressões e temperaturas de que não se faz idéia? No entanto também sinto essa imensa familiaridade com as Galáxias, porque o poeta sonha...em preservar seu único habitat. No meu coração eu tenho um marca-passo que se encontra em um Pulsar prá lá de Bagdá...bem prá lá da Horsehead na Constelação de Orion. rs. Aviso sim, Efigênia.
Marco Bastos · Salvador, BA 9/2/2008 07:26
Marco, nem preciso dizer que sou tua fã e gosto de tudo que escreves. Teu comentário acima valeria uma prosa poética e quanto ao poema, fantástico! Parabéns! Beijos.
ana wagner · Porto Alegre, RS 9/2/2008 09:26O olhar da estatua e' o olhar da eternidade, nos curvamos diante do seu olhar!
victorvapf · Belo Horizonte, MG 9/2/2008 14:33
Caro Marcos,
Ja sabes minha opinião sobre você...Não vou dizer que sou escultor porque soaria demasiado pretencioso... talvez seja isso mesmo que vc sabiamente diz um ex-cultor... Vc que tb é artista de uma olhada no meu trabalho de artes plasticas... minha ultima escultura foi feita em 2000 ou 2001... http://unicasaida.wordpress.com clique em arte...tem alguma coisa ali... A sua visão é muito interessante "olhos que se embrenham na escuridão do ser" eu sempre olhei a escultura como uma coisa viva...com seus sentidos esteticos e formas e sombras e seu interior expressivo...mas nunca tinha imaginado a escultura me olhando...se embrenhando na escuridão do meu ser... Passo agora de observador para observado.
um grande abraço... obs.: e por falar em Juno, não deixe de ver esse filme no cinema...nada a ver com a deusa da colheita...mas tudo a ver com a deusa do parto...
Marcos, a arte, quando é concebida, fala por si e pelo seu idealizador. O artista gera vários filhos durante a sua jornada. A sua poesia diz muito da sua paixão pela arte.
Gostei muito.
Grande abraço e vo(l)to.
Que beleza, Marcos.
Muito bom!
Abrçs.
Olá Marcos,
Adorei vc ter me avisado do seu postado. Muito bonita sua reflexão sobre a estátua... sobre a arte em si. Olhar de artista e de poeta, Deus te privilegiou amigo. parabéns!!!
Volto depois para dar meu voto.
bjos
Vou agradecer a todos pelas palavras positivas e animadoras. Desde Ana Wagner que já nos conhecemos nas parcerias da poesia no Recanto das Letras aos amigos mais recentes que aqui estou tendo a grande satisfação de conhecer. Além da simpatia das mensagens cabe-me manifestar dizendo-lhes que estou admirado pelo volume de interação que o Overmundo possibilita e nessas interações pela oportunidade de crescimento, desenvolvimento e aprimoramento da atividade literária. O processo de edição interativa foi muito bem concebido. Estive lendo e olhando os trabalhos de arte plástica do Lincoln e deixei comentário no blog. Interessante seu ponto de vista sobre a "conversa" entre artista e obra, o ser observador e o "observado" da obra e pela obra. Quando ainda não pintava não fazia idéia de que o ato de pintar pudesse trazer algum tipo de emoção e a principal delas decorre desse "diálogo". As percepções de Victor e de Wander são importantes. Victor a sugerir pensar sobre a eternidade (da arte) e Wander sobre o que agregamos de nós mesmos na obra que realizamos, o que é um fato e recai mais ou menos nos ditos de agora. À Nydia escrevi até demais ao comentar sua poesia sobre o envelhecimento. Bela poesia. À ilze, o prazer em conhecê-la, soteropolitana e poeta abençoada pelos ares dessa Bahia de muita humanidade e História - lembrei-me agora de um pensamento do Jorge Amado: que aqui habita o povo mais gentil que há sobre a Terra. rs - e nem tomem por provocação, porque ele também era baiano e se esqueceu de falar sobre a imparcialidade dos conterrâneos. rs.
A todos, meus agradecimentos e um ótimo final de semana.
abraços.
oi... convite feito , convite aceito. Monumentos, estátuas representações de época executadas por artistas anônimos , desconhecidos da imensa população. As estátuas no cenário urbano ocupam um lugar de marco, referências,encontros, desencontros, interagem no chão da cidade. Legal esta referência poética extra-museu, ex-cultura ao fazer artística. Traduz uma nova cara. Sôbre Piaf, ela tb teve sua decadência pessoal e artística mas a tradução de La vie... pode ser a salvação da poesia. Bem vindo. Agradeço a visita.Abraços.
analuizadapenha · Natal, RN 10/2/2008 09:13
Muito bom, Marco...
Bela poesia, temática e fotografia também...
abraços do amigo...
Marco, voltei e já votei! Aliás, estou sendo a primeira...rss...
Lindo, maravilhoso poema! Não quero dizer nada para não correr o risco de ser "co-autora" de tão belas palavras!
Um beijo de parabéns,
Márcia
Marcos,
cheguei inaugurando a votação e apreciando a linda inspiração que tiraste da estátua. Toda essa vida que tem dentro dela provém do criador(da estátua e do poema). Parabéns!
abçs de betha.
Marco, vim trazer meu voto, para que seu poema vá para o banco, onde é seu merecido lugar.
bjo
Marco, com Olhar da Estátua, você reflete em sua poesia a essência da História, dos seus mitos, lançando um olhar abrangente, subliminarmente crítico, sobre a cultura atual. Parabéns!
Um grande abraço,
Sylvia
Acabei de votar, pois sua poesia é para ganhar 1000 votos.
SUCESSO A VOCÊ ,
Efigênia Coutinho
Puxa vida !
Cada beleza...É te visitar, aqui, em sua escrivaninha, em sua comunidade ou em qualquer outro recanto sempre é emocionante !
Amei !
Marco,é sempre um prazer imenso ler teus poemas.parabéns por mais um belo texto!Denise
denisesevergnini · Novo Hamburgo, RS 10/2/2008 20:13Oi, Marco, acabei de votar, pois seu poema é excelente. Uma boa semana. Beijos. Lucilia
Maria Lucilia · São Lourenço do Sul, RS 10/2/2008 20:30
Querido Poeta Marco,
Belíssimo poema! Fiquei com vontade de fazer um dueto...
Sempre é muito bom ler seus textos, olhar sua arte, senti-la, enfim...
Grande beijo,
Regina
Vive a história em todos os olhos cerrados.
Onde se viu sóis e sóis...Parabens. Dos mais belos do Overmundo.
puxa!! fiquei feliz com tantas mensagens carinhosas. Em cada nome uma rosa e assim, me vejo em frente ao jardim. rs. ali o Ferry, um cravo, objetivo e claro - aqui deixo o abraço.
Poetas inspiradas e parceiras de poesia, Regina com vontade de duetar - lá na Cadeira na Calçada, dei prosseguimento ao letrix. Denise, poeta gaucha, imensa sensibilidade, também parceira nos trix, dos poetrix e letrix. Analuiza, Sylvia e Lucilia e a densidade das professoras - o sal e o sol de Natal, a sombra-flor das araucárias, os trigais dourados e as espigas que dançam ao sopro do minuano. Marcia Luz que economiza as palavras - suas voltas de ouro para os berloques de luz de Betha e Ilze. Pati, Oh! menina! oh! doçura... Efigênia e Cintia - profunda familiaridade com as Artes - poetas promotoras das poesias por conhecerem o poder transformador da beleza. A todos obrigado. beijos.
"lá dentro há vida, na escultura.."
Monumental!
Adicionei um link do teu site no meu blog www.olharesdaminhaalma.blogspot.com
(há muito tempo e quando resolvi "atualizar" o modelo do blog perdi quase todas as configurações, agora te reencontro aqui no overmundo)
Abraço e voto Marco.
Miriam
Menino esculpistes esta estátua com beleza e perfeição, meu voto com certeza, obrigada pelo lindo comentário, meu grifo para estes versos divinos: "- conchas, pálpebras do mar,
onde se ouviu a voz do vento...uau! tudo!Beijos.
Estou tendo o prazer de, com os meus votos, eternizá-lo no Banco.
Grande abraço e, novamente, parabéns pelo texto.
Eita coisa boa!...: O Olhar da Estátua no Banco de Cultura. Obrigado, Wander - o homem certo, na hora certa e no lugar certo. rs. Fiquei contente com isso. mBRAGAm, eu não sabia que o link do meu site tinha sido adicionado no seu blog. Fico honrado com isso principalmente porque voltou a adicioná-lo depois da perda. Grato pelo endereço dele. Vou lá vê-lo. Aqui o agradecimento pelo seu voto e também o mesmo à Soninha que conheci atraavés de uma bela poesia. Depois vou lá ver a marcha das votações.
A todos meu muito obrigado. Fiquei super-feliz em ver essa poesia no Banco ao chegar agora da Escola. Abraços a todos e tenham uma excelente semana.
Obrigado, Victor. e dê cá. rs. Ótima semana. abraços.
Olá Marco,
chego com atraso para conhecer tua poesia...
Gostei muito dos teus versos, perspicazes e sensíveis.
Espero ler muitas outras lbelas linhas tuas por aqui.
Um grande abraço,
Letícia.
Olá, Letícia. Não há isso de chegar com atraso para essas coisas. Veja que estive admirando uma fotografia dessa estátua barroca quatrocentos anos após ter sido esculpida pelo Giovanni Bandini, que faleceu em 1599 na Itália, se bem que os tempos são outros e que tudo hoje seja mais descartável - vivemos na moda e na pele "O Império do Efêmero" e somos do tempo da "Obsolescência Programada". Coisas mais ou menos como essa que Sylvia - intuição e sexto sentido acuradíssimo na poeta e pintora - percebeu como crítica subliminar na poesia. É muito bem-vinda agora como teria sido também gostoso dialogarmos enquanto o barco atravessava o rio. rs.
Deixo-lhe aqui a Ciranda que foi meu primeiro trabalho postado no Overmundo:
http://www.overmundo.com.br/banco/ciranda
Uma ótima semana.
beijos.
oi Marco,
Adorei tua poesia, li e votei, volterei mais vezes...
beijos no coração...
Obrigado, Zingara. Estive em sua página lendo o seu poema que achei muito delicado e também votei. Parabéns, ele já se encontra no Banco. Voltamos a nos comunicar.
beijo.
Oi, Marcos!
Também me uno aos seus admiradores.
Sua poética é de prima.
Abçs.
Oi, Benny, obrigado pelas suas palavras incentivadoras. Eu aqui buscando através da prática e das interações o aprimoramento. Estou achando esse processo de intercâmbio na edição compartilhada bastante enriquecedor. Abraços.
Marco Bastos · Salvador, BA 14/2/2008 07:45Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Está no ar o blog de pesquisas do Instituto Overmundo. Você já pode encontrar lá os primeiros dados da pesquisa “Análise de modelos de negócios... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!