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O PAPAGAIO DE ROBERTO ' CARLO '
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/9/2008 12:51 · 238 votos · 65 comentários ·  
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overponto
amostra do texto



O PAPAGAIO DE ROBERTO “CARLO”.

Transcorria, no calendário, o ano de 1983, na pacata cidade de Socorro do Piauí, localizada no centro-sul do estado do Piauí.
Na zona rural da provinciana urbe morava um pequeno proprietário de terras chamado Chico Mirindiba. Tinha algumas vacas leiteiras, criava galinhas, cocars (que por lá, chamam de capote) e plantava sempre alguma coisa de lavoura, para o consumo e para comercializar. Possuía somente um cavalo, o Tucum, vermelhão, alto, de porte altaneiro e marcha ligeira; um mestiço.
Casado há dez anos com a Socorrinha, uma baixinha, encrenqueira, capô de Fusca, traseiro arretado, cabelo fogueado e encaracolado, sardenta, um perigo quando estava de TPM, ou não satisfeita por qualquer motivo,
Toda vez que Chico bebia, ela passava a mão numa lasca de lenha e a colocava escorada na porta da cozinha, anunciando, assim, a sua disposição e a sua decisão em não ser perturbada por qualquer portador de delírio etílico.
Na propriedade tinha uma pequena lagoa, nos fundos, donde diariamente se extraía alguma Curimatá, para ser saboreada nas refeições diárias do casal, ainda sem filhos.
Socorrinha detestava ter que fazer Curimatá todo dia. Prometia greve pesada no dia em que amanhecesse com a pá virada! Chicão fazia de conta que não escutava.
Naquela manhã bem cedo, ao acordar, Chicão deu por falta do Tucum, que sumira de dentro do curral. Esquentou a cabeça, correu nos vizinhos e nada, ninguém viu! Na certa o cavalo deve ter aberto a porteira sozinho e fugido atrás de alguma fêmea; o bicho há muito estava solitário.
Chicão arrumou o cavalo do vizinho emprestado e partiu nos rumos da vizinha cidade de São João do Piauí, para onde levavam as marcas da pisadura do Tucum. Lá chegando, foi logo ao mercado, para encontrar os conhecidos, os que cedo acordavam e que poderiam ter visto o animal, já que o mesmo era conhecido.
Sua esposa detestava que ele fosse ao logradouro daquela cidade, sabedora de que o seu marido, sendo posudo, fobento e metido a rico, terminava sempre por embebedar-se por lá, pagando rodadas para os curiosos e para os meletes de plantão no logradouro.
Ao sair de casa, Chicão ouviu a advertência de não beber, e que deveria trazer um quilo de carne bovina para o almoço. Caso contrário, que fosse comer nos Quintos dos Infernos... Se não trouxesse a encomenda, não entraria em casa. Socorrinha estava atolada até aqui de comer peixe.
Esquecido do Tucum e, já adentrando no bar do Osmundo, no mercado, ponto de encontro de todos, Chicão tomou assento na mesa da entrada e logo exercitou a sua fóba; mandou descer uma rodada de cachaça Manqueira com tira-gosto de carne por sua conta.
E tome conversa e tome vantagens. No bar moravam dois papagaios bem grandes, criados sem o corte das asas. Iam e vinham em total liberdade. Quando no bar, eles passavam o dia em cima de um tronco seco posto no salão e, a escutar conversa de bêbados, piadas cabeludas, fuxico pesado.
Quando não tinha atividade interna, os dois bípedes, sendo machos, voavam em busca de aventuras amorosas, já que a espécie era farta na região.
Chicão bebia, pagava rodadas e pedia ao botequineiro Osmundo:
- Tem musica aí?
- Só tem música de Roberto Carlo...
- Pois bota de Roberto Carlo mêrmo...
Outra rodada, e o diálogo sempre o mesmo:
- Tem música aí?
- Só tem disco de Roberto Carlo...
- Pois bota uma aí pra nóis!
Às 10 e meia lembrou-se da mulher, pagou a última rodada e se mandou. Chegando próximo de sua casa, viu a Socorrinha com a lasca de lenha na mão, observando-o ao longe. Só aí se lembrou que não trouxera a carne. Ela gritou:
- Cadê a carne para fazer no almoço, seu corno fobento?
Ele coçou a cabeça em desespero, mas, olhando no pé de goiaba em frente, viu um grande papagaio a rondar a papagaia fêmea de sua criação. Então, respondeu para a mulher, já sacando o revólver do alforje.
- Deus quando quer carne, manda um quilo de carne... Olha o baita do quilo de carne aí no pé de goiaba!
O papagaio, o mesmo do boteco do Osmundo, cobra criada e, que estava ali para namorar, vendo o perigo, respondeu:
- Roberto Carlo, meu rapaz... Não tá me conhecendo não, seu pinguço! Bota uma de Roberto Carlo aí, que eu vou dar uma com a sua cria!
Socorrinha se apresentou com a lasca de aroeira e Chicão gramou o beco de volta ao Socorro do Paiuí, para comprar a bendita carne.


sobre a obra
Em vinte cinco anos de viagens pelo Brasil vi de quase tudo em inusitado, extra-sensorial e de exótico. Vi almas penadas em procissão nas reentrâncias maranhenses, gente que pulava do chão para cima de um telhado sem apoio de um ponto como alavanca, um bêbado que sumia com reza brava, e um ladrão que antes de cometer o delito cegava a vítima com artes do Rumãozinho.
Vi mesmo uma ex-prostituta cega e agora uma hábil punguista, que batia carteira de otários nos bares e lupanares do bairro Tabuleta em Teresina, Capital do Piauí.
Conheci uma mulher que enfeitiçava os homens com o seu olhar de cobra e os apanhava em plena rua e os conduzia a sua alcova premiando-os com um convulsivo delírio orgástico e que a noite, invadia o sonho do feliz parceiro ocasional e o premiava com uma noite de orgia nos Hades. Conheci outra que era uma encarnação de uma Súcubus e uma desencarnada que marcava encontros amorosos com viajantes na entrada da cidade de Santo Inês, no Maranhão..
Vi almas que faziam


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Autoria   RAPHAELREYS
Data   11/9/2008
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Prezado overmano!

Não tome o meu relato pelo hilário somente! Aproveite a oportunidade e extraia do fundo do baú uma história exótica que lhe aconteceu, ou aconteceu a alguém conhecido e nos relate no seu comentário.
Somente escrevendo-a ela se tornará um patrimônio universal!
Não se importe com o que falarão os incrédulos. Eles também estão sob o sol e com direito a opinarem.


raphaelreys · Montes Claros (MG) · 9/9/2008 06:58 
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Querido Rafa,
conheci um escritor nonsense de alma plástica muito complexo. Sempre dá a seus leitores a oportunidade da troca de contos sobre as mais diversas experiências de vida. Até agora, nunca vi nada tão exótico. Visitar seus escritos é sempre uma diversão.
Ele está em edição aqui, com um texto sobre um papagaio muito esperto. Não deixe de ler.
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 9/9/2008 09:09 
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Raphael,
Muito divertido!
Ri bastante com a atitude de Socorrinha e a lasca de lenha.
E não é isso que os bebuns merecem?
Só você mesmo para saber contar tão bem
fatos e causos hilariantes.
bjsssss
Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 9/9/2008 09:17 
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Hilário...
Socorrinha é arretada e típica piauiense... já tive o prazer de ter uma dessas em minha vida, faz-nos crescer e ter medo das mulheres!!! hehe!!! Divertidíssimo seu conto...

"O papagaio encravou-se no meio da árvore com sua fole escondida no meio das asas, arregalou os olhinhos safados e disparou para a baixinha onde a carne fora escondida... os amigos do infeliz, estes sim estavam fartos... a lasca veio de um sopapo só e foi mais lancinante que a mais fortes das cachaças..."

Um abraço, Rapha!!!
Agassi · Caraguatatuba (SP) · 9/9/2008 09:45 
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Raphael, amigo das letras, contos, causos e filosofias !
De tudo isso, o que acho bem legal, é sua verve !...Esta sim é contagiante e deliciosa !...Tal qual sua prosódia inequívoca e singular !...
Suas "personagens" são sempre muito brasileiras por excelência !...e claro, não poderia ser diferente, aos viajantes, como é vc, desse nosso continental Brasilzão "véio sem porteira" !
Só te desejo, sinceramente, que nunca topes com a "Socorrinha ao lenho em mãos"...rs
Abs
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 9/9/2008 09:56 
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CD minha doc overmina! Obrigado pelo apoio! Um ósculo vibrante para Vc!
Doroni! obrigado pela energia!
Agassi! Axé pelo complemento!
JOE BRASUCA! Tenho uma Socorrinha Piauense em meu baú de saudades luxurientas!

raphaelreys · Montes Claros (MG) · 9/9/2008 10:04 
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Raphael, adorei! A história e os personagebs são muito bons e, como disse o Joe acima, bem brasileiros! Parabéns pelas suas andanças por este país.
Karla Gohr · Curitiba (PR) · 9/9/2008 10:15 
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Amigo Poeta, teins estórias p´ra mais de metro... rsrsrs
...por tantos cantos passados, muito ainda a nos encantar...
Baci!
Sigrid Spolzino · Brasília (DF) · 9/9/2008 10:41 
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Valeu Raphael!
aliás meu pai nasceu
no Piauí, terra da
Socorrinha e de
muitos Chicos da
cachaça e do dominó

Carlos Mota · Goiânia (GO) · 9/9/2008 11:34 
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muito legal, parabéns.depois eu volto.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca (SP) · 9/9/2008 11:36 
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Karla Kor! Beleza que gostas dos personagens! Vou botar para fora outros, extraidos de andanças!Um abraço!

Sigrid!Muitas outras do Arco da Velha. Algumas que temo em contar. Estou preparando uma que vai se chamar Cinco Minutos de Fama! Será arrasadoura!

Carlos Mota! Da cachaça Manqueira, do dominó, do carteado e das meninas da canela fina e do orgasmo múltiplo!

W.Marques! Obrigado pela passagem no textO! Um abraço!

raphaelreys · Montes Claros (MG) · 9/9/2008 12:10 
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Seu textos sempre inspirativos e delirantes, Rafael.
Grande abraço.
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 9/9/2008 12:12 
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Divertido, Rafa vc é um sujeito ligth...
Um cara relaxante....
bju
Ivy Gomide · Rio de Janeiro (RJ) · 9/9/2008 12:25 
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Deliciosa história, muito bem contada! Abraços e volto
Paulo Esdras · Salvador (BA) · 9/9/2008 16:10 
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kkkkkkkk
Chicão não contava c/ esse papagaio "dedo duro", hein!? rs
Só mesmo tu, Rapha!
Muito legal!
Beijos...
Yasmin Backer · Rio de Janeiro (RJ) · 9/9/2008 16:45 
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Caro Paulo Esdras! Obrigado pela edição. Escrevevo como se estivesse falando e as vezes uso o termos simples do povo do local.

Jucelino Mendes! Obrigado pelo apoio! Caro overmano!

yve Gomide! Axé pelo relaxante ligth! Um amplexo e dois ósculos!

Paulo Esdras! Obrigado pelo apoio! Um forte amplexo!

Yasmin Backer! Papagaios no interior do Piauí e Maranhão fazem diabruras ineenarráveis! Obrigado pelos ósculos!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 9/9/2008 18:14 
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Rapha,
Uma relação de personagens muito criativo, vivo ...divertido,
Osmundo fantástico, querido meus parabéns.
beijinhos
Claudinha
Claudia Almeida · Niterói (RJ) · 9/9/2008 20:33 
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Eita roberto carlo, que sujeitinho abusado... Eu dava cum rol na cabebeça do pinguço. kkkkkk
tá demais rafa!
Thiers · Niterói (RJ) · 9/9/2008 23:32 
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Raphael,

Sou suspeito ao comentar seus escritos, pois sou admirador incondicional de seu telento.

Aplausos e abraços


Falcão S.R · Rio de Janeiro (RJ) · 10/9/2008 01:30 
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Claudinha! Minha doce libriana! Um beijo longo e um abraço eltra apertado!

Thiers! Gostastes do papagaio do homem. Nos interior é assim mesmo. É cana tomada na garrafa de refrigerante, o que eles chamam de meiota! Todo mundo entorpecido!

Falcão! É bondade do seu grande coração! Escrever para pessoas tão amáveis como essas de overmundo dá um enorme prazer!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 10/9/2008 06:04 
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ei rapha...os pinguços nunca têm jeito mesmo...
um abraço muito bom.
Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis (RJ) · 10/9/2008 11:36 
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Coluna do Domingos Texto muito bem elaborado. Parabéns
Coluna do Domingos · Aurora (CE) · 10/9/2008 13:22 
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raphaelreys · Montes Claros (MG
O PAPAGAIO DE ROBERTO ' CARLO '

Um texto extraordinário e uma vivéncia incrível.
Só neste Trabalho tem assunto para um grande Livro Maravilhoso.
Parabéns pela biblioteca que leva no pensamento.
Abracáo Amigo.
azuirfilho · Campinas (SP) · 10/9/2008 17:16 
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Caro Raphael, contista da gota serena!
Muito intreressante e hilário. Quem tem uma mulher dessas não precisa ter medo do inferno.
Soube de um "causo" lá pelas bandas de Minas, que um caboclo tinha um sítio e nele possuía uma criação de porcos. Um dia notou que seus porcos estavam sumindo um a um, a cada dia. Ficou tão fissurado em descobrir o que estava ocorrendo com a sua criação, que resolveu ficar na espreita pra pegar na boa quem estava roubando seus porcos. Ficou uma noite inteira e nada. Quando amanheceu, foi contar os porcos e faltavam mais dois. Ficou louco de raiva e gritou aos quatro ventos, que iria descobrir quem roubava seus porcos, nem que fosse o diabo.
E mais uma noite ficou de plantão e não viu ninguém, mas outros porcos sumiram. "Que diacho, quem será qui tá me robando?", pensava alto, quando sua mulher lihe disse: "Deixa pra lá home, isso é coisa do demo. Meior durmi do qui ficá ai na espreita e dá de cara com o coisa ruim. Tá besta sô?"
Mas ele era daqueles caboclos teimosos e destemidos. Ele, então, resolveu ficar junto dos porcos. Bem no meio deles. e ai viu alguns sairem pra o lado do rio e os seguiu. Foi ai que descobriu tudo. O seu vizinho, um japa tinha feito uma plantação de mandioca (aipim) e houve um pé, que cresceu tanto, que enviesou para o lado do rio e o atravessou, ligando uma margem à outra e, então, os porcos foram comendo a mandioca e fizeram um túnel, que atravessavam para ir comer as mandiocas do japa.
Houve uma grande discussão entre os dois vizinhos, pois o dono dos porcos acusava o Japa de não devolver os que haviam atravessado o "túnel" e este o acusava de ter tido muitos prejuízos com os seus porcos, que comeram sua plantação.
No final, tomaram uns saquês e umas cachaças e tudo terminou bem.
Mas juro que é verdade!!!!!!!!!!! juro de pé junto!!!!!
Abração meu caro amigo.
Parabéns!
Abraços

Saavedra Valentim · Vitória (ES) · 10/9/2008 20:09 
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Samuel Luciano! Pinguçu depois que vestye a capa da cachaça e ato final! Um abraço e obrigado pela visita!

Caro Domingos! Obrigado pela visita e pelo comentário!

Mestre Azuir Filho! Nobre overmano de muitas homenagens! Obrigado pela passagem no papagaio de Roberto Carlo!

Saavedra Valentin! Por incível que pareça esse sujeito, já saudoso chamva-se Pedrim de Araujo. Fazendeiro na cidade de Coração de Jesus. Criou história na região. O conheci pessoalmente quando adolescente. Era um mestre bufo. Para dar o tom da verdade vou anexar uma história dele logo a seguir:

BALA PARTIDA
Pedrim Araújo, não menos nobre herói campesino, homem de todos os gerais, e pequeno fazendeiro das margens do Rio Pacuí, fervia na chocolateira, posta sob um fogão de pedras, o café torrado e, contava-nos uma sua passagem pelo dito rio.
Viajava montado no fiel alazão o Fenômenal e chovia torrencialmente. Era trovão e raios por toda parte. Chegando a margem do caudal o que pode vislumbrar, foi uma só lâmina d´agua cobrindo inclusive a ponte.
Embora a passagem fosse um só pisadô, o Fenômenal rompeu adiante. Passou trotando a passo miúdo. Cautelosamente. Plaft... Plaft.. Plaft..!
Dia seguinte e já acometida a aurora e havendo estiado, Pedrim voltou à beira do rio para verificar de perto, por onde o Fenômeno havia passado. Lá estavam, as marcas das ferraduras em cima do corrimão da ponte.
De outra feita, numa caçada de capivara, na fazenda de Onofre Veloso, no Rio Serraria, viu-se de frente com duas onças. Um macho e uma fêmea.
Eram uma suçuarana e uma cara de veia.
Ao verificar na sua carabina 44 só encontrou uma bala restante. Tocado pela mística intuitiva da caipora das matas, fincou o cabo do machado no chão. A lâmina ficou com o corte voltado para o seu lado.
Mirou no gume e disparou! O projétil rombudo atinou no aço e partiu-se em duas partes. Uma foi se alojar no olho direito da suçuarana e a outra no meio da testa da maçaroca. Tram... cham!
Uma banda para Tico, outra para Taco!
Caçando onça pintada nas terras de Chico Tatu, no Agreste deparou-se com um exemplar felino de grande porte. Municiou o clavinote, mas não encontrou os pedaços de chumbo hexagonais cortados para tal mister.
Não se deu por achado! Tirou um enorme prego caibral que estava no embornal a tiracolo e o colocou na arma, socou a bucha, mirou e...
O dito pregou, e bem pregado, o rabo da pintada no tronco de um pé de mulungú! A onça espavorecida fugiu só a carne. O valioso couro de uma pinta ficou com Pedrim para ser exibido na sua sala de visitas.
A disposição de quem duvidar!


raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/9/2008 05:21 
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Bom dia.
ósculo e amplexo pra começar o sucesso;))
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 11/9/2008 07:13 
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Como um carente de amor, recebo o seu amplexo o seu ósculo e o seu voto! Te acoxo na minhas emoções!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/9/2008 07:19 
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Raphael, voltei para o merecido voto. Em relação a edição, a possibilidade do estilo mencionado foi mencionada e agrada-me a forma como escreves. Abraços!
Paulo Esdras · Salvador (BA) · 11/9/2008 08:54 
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currupaco..paco...paco !
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 11/9/2008 09:35 
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Saavedra Valentim...seu pescadô pra la di mintiroso, sô !...e porco só é bão, tostado cás mandioca...rs
Ótimo !...rs
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 11/9/2008 09:39 
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Olá Raphael:
Excelente a sua história do bebum e sua Socorrinho. A acha lasca de lenha, além de servir pra curar a ressaca, deveria infundir em Chicão um pouco mais de senso, fazendo-o trabalhar para poder variar pelo menos o cardápio.
Parabéns pelo fino humor!

Laila Murad · Niterói (RJ) · 11/9/2008 09:52 
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votando rapha...
abraços
Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis (RJ) · 11/9/2008 10:34 
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Meu querido Raphael como é bom te ler! Sua conversa com as letras sempre me deixa perdida entre a ficção e a realidade, você sempre transpõe os limites geográficos da minha imaginação!
Beijos e beijos

Cherry Blossom · Dracena (SP) · 11/9/2008 10:46 
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voltando e votando.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca (SP) · 11/9/2008 11:15 
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Raphael.
belo e divertido texto. Escrito limpo, objetivo, gostoso de ler. Um causo fantástico e muito bem contado.
Excelente. para rir de montão.
Abraços
Noélio
Noelio Mello · Belém (PA) · 11/9/2008 11:58 
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Excelente texto vc é mestre , parabéns pelo trabalho como é bom ler e admira-lo . Abraço...
delen · Cotia (SP) · 11/9/2008 12:26 
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Paulo Esdras! Obrigado pelo voto e pelo apoio! Um forte amplexo!

Joe Brasuca! Um abraço pela participação e por acreditar na históira do Saavedra. Sou testemunha ocular!

Laila Murad! Obrigado pela passagem no postado e pelo fino trato! Um beijo!

Samuel Luciano! Pela sempre presença e pelo apoio um abraço!

Cherry Blosson! Gostaria de transpor os limites do seu coração e ver de perto seu sorriso angelical! Um ósculo e um amplexo!

W. Marques! Axé pelo voto e pela visita!

Noélio Mello! Obrigado pelo sorriso puro e sincero! Um abraço!

Delen! Seu apoio e voto é importante para o meu aprendizado!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/9/2008 12:51 
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Fenomenal!
Igual a estas palavras só vc....bj
*rindo à toa mesmo!
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 11/9/2008 13:02 
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Suas prosas são excelentes.
Acima da média.
Parabéns
Um abraço
EdimoGinot · Curitiba (PR) · 11/9/2008 13:47 
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Cara Cíntia Thome! Rindo à toa é o melhor remédio! Estou preparando Cinco Minutos de Glória. Um relato de uma paixão explosiva!

EdmoGinot! Obrigado pelo apoio, importante aos iniciantes como eu que estão aprendendo a arte da escrita!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/9/2008 14:10 
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Votando!

Abraços
Falcão S.R · Rio de Janeiro (RJ) · 11/9/2008 14:43 
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Caro contista e amigo Raphael
Soube também uma façanha de um caboclo, que se dizia destemido, talvez tenha sido até esse tal de Pedrim Araujo, a quem se referiu no seu conto acima. Um dia, ele saiu pra caçar com os amigos e se gabava de pegar onça à unha. Uma noite, os amigos pra sacanearem o cara, disseram que iriam ficar na barraca tomando uma pinga, enquanto o "Pedrim" sairia pra caçar, mas sem arma e ele tinha que trazer uma onça, senão estaria desonrado perante toda a cidade, pois eles iriam espalhar a notícia de que ele era covarde. O Caboclo saiu e, já arrenpendido de contar vatagem, entrou na mata, com um cagaço danado, pensando como iria fazer se encontrasse uma onça. Foi dito e feito, logo, logo deu de cara com uma das grandes e sem saber o que fazer, deu no pé. Correu tão rápido que poderia tranquilamente ter ganho uma medalha de ouro nos 100 metros razos. Quando se aproximou da barraca olhou pra trás e viu a onça quase no seu calcanhar, foi quando a sorte lhe sorriu e ele tropeçou, no exato momento em que a onça deu o bote. Assim, a onça passou por cima dele e caiu dentro da barraca. Ai, ele gritou: Possoal, segura essa que eu vou buscar outra.
E foi um pandemônio dentro daquela barraca.
Votadíssimo, meu amigo.
Saavedra Valentim · Vitória (ES) · 11/9/2008 16:06 
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Parabéns pelo talento da prosa tão envolvente. Não pude vir antes .
Mas votando agora e aplaudindo!
Beijos
zilka jacques · Porto Alegre (RS) · 11/9/2008 16:39 
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Seu conto me faz esquecer os dissabores diários.Fico "rindo à toa".
Hilário! Meu beijo
clara longhi · Campo Grande (MS) · 11/9/2008 16:52 
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Traga-nos logo essa tal estoria... rs
Passei para reler e votar!
Baci
Sigrid Spolzino · Brasília (DF) · 11/9/2008 17:57 
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Cheguei a tempo de votar nesse texto maravilhoso e que me divertiu nesse começo de noite. Adorei o "capot de fusca", kkkkkkkkkk. Beijos, menino!
Lena Girard · Belém (PA) · 11/9/2008 18:10 
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Caro Falcão! Sua presença sempre é solicitada no postado! Um forte amplexo!

Saavedra Valentim! Essa também se atribui aos caçadores do Norte de Minas. Minas tem coisa que até Deus duvida! Logo mais, anexarei outra de Pedrim!

Zilka Jaques! Sua chegada é sempre desejada! Um abraço e obrigado!

Clara Longhi! Beleza ! O riso é o melhor remédio de pçois do amor!

Sigrid Spolzino! Logo trarei Cinco Minutos de Glória! Vc. vai rolar de tanto rir!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 11/9/2008 18:26 
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Raphael, suas andanças por esse mundo véio foram bem aproveitadas, renderam histórias divertidas e essas expressões engraçadas que você sabe usar tão bem.
Como dizem que rir é o melhor remédio, você anda medicando muita gente aqui no Over.
bjs
Sônia Brandão · Bauru (SP) · 11/9/2008 19:17 
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Raphinhaaa...demorei ,mas cheguei!!

E louca pra me divertir com essa sua prosa que é pura alegria ,mas tbém reflexão,muitas vezes....

Mais uma história bem brasileira...com personagens bem característicos e muito bem construídos!!!

Sempre é um prazer vir aqui te ler e te saudar c aplausos!!



Parabéns,meu lindo!!

besitos blue_mágicos...
Blue
Raiblue · Salvador (BA) · 11/9/2008 19:18 
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Caro Saavedra Valentin! Conforme prometi estou anexando mais uma história do mestre Pedrim de Araujo:

O LENDÁRIO PEDRIM DE ARAUJO

Corjesuense de primeira água, Pedrim de Araújo era de biótipo mignom, magrinho, bigode a Clark Cable, fala mansa e engraçada, como convém aos heróis campesinos. Olhar lateral e varredor, e nascido no tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça.
Dotado de excelente capacidade inventiva, criava o seu próprio universo em tons colorido Transformava a realidade em fantasia.
No dedo indicador da mão esquerda usava um anel, cuja pedra caiu e sumiu. Pois durante anos, até morrer, Pedrim usou esse anel incompleto com, apenas as garras vazias da pedra... Como Don Quixote tinha o seu cavalo Ronciante.
O de Pedrim chamava-se Fenomenal e era personagem de muitas histórias por ele contadas. “A partir de coisas simples do cotidiano ou em episódios de puro mistério, ele narrava os causos.” “Fenomenal é fantástico”, dizia.
Pontencializava a alegria dos que o cercavam, dos que o procuravam para dois dedos de prosa, O resultado era sempre uma história engraçada.
Assim em 1960 o Fenomenal desaparecera. Na busca através de matas, rios e serras, ele penetrou tão longe no insólito sertão que foi parar na entrada do Inferno. Lá encontrou alguns corjesuenses já falecidos, com os quais conversou.
Asmondeu, capeta chefe e diretor executivo daquele lugar tenebroso e por pura inveja, se apossou do seu cavalo.
Sela de couro de dragão, presilhas e arremates de ouro puro, iniciais cravejadas de diamantes, arreios trançados com fios do cabelo de Messalina, e o freio de boca, feito do osso da tíbia de Adolfo Hitler!
Certa feita, quando se encontrava perdido na mata. Já noite alta, estando cansado, o nosso herói dependurou os punhos de sua rede de dormir em alguns galhos no escuro.
Ele mesmo sem nada ver os colocou nos chifres de dois bois carreiros de sua propriedade, que coincidentemente por lá pastavam. Os animais, o reconhecendo, o levaram de volta para casa, tomando o cuidado de manter a rede esticada durante o percurso, assegurando-lhe assim o sono tranqüilo.
Numa caçada, achou um pote de barro antigo cheio de pepitas de ouro e pedras preciosas.
Enquanto viveu, não mostrou a ninguém o achado, evitando a inveja. Em outra ocasião descobriu por dentro das roças um caminho entre Coração de Jesus e Montes Claros. Fazia o percurso no galope do Fenomenal em quarenta minutos, chegando à sua casa com os pães comprados na Padaria Santo Antônio, ainda quentes.
Sua criação mais notável se deu com um avião DC-3 “motor a toda” que parara em cima do seu telhado. O piloto colocou a cabeça para fora, e o reconhecendo falou: os instrumentos de bordo não estão funcionando! Pra que lado fica Diamantina, seu Pedrim? Ele apontando o rumo com a mão falou: É pra li!




raphaelreys · Montes Claros (MG) · 12/9/2008 03:13 
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Sonia Brandão! Obrigado pelo apoio e pela sua participação no postado! Estou sem sesibilidade para fazer poesias, desamado, abandonado no amor e escrevo humor para não chorar! Um forte amplexo!

Raiblue! Seus beijos azuis são um lenitivo a um maior abandonado! Te adoro doce baiana!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 12/9/2008 03:19 
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Querido voltando. beiijinhos
claudinha
Claudia Almeida · Niterói (RJ) · 12/9/2008 04:40 
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Claudinha! Volte quantas vezes quizer! Sou carente da sua presença!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 12/9/2008 07:05 
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Oie meu poeta!!!
Como sempre chegando atrasada, mas adorando e amando seu texto.
Vc tras sabedoria meu caro. Qd crescer espero ter uma mente igual a sua.
Kisss
Ilia Noronha · Manaus (AM) · 12/9/2008 15:52 
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raphaelreys · Montes Claros (MG)
O PAPAGAIO DE ROBERTO ' CARLO '

esse Papagaio é um louco nas estradas de Santos.
A Luta da Vida e lutar [ara chegar e estar junto.
parabéns pelo Trabalho.
Mantem a mesma Maestria.
Abracáo Amigo
azuirfilho · Campinas (SP) · 12/9/2008 16:56 
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Parabrnizo-o pela belíssima produção textual.Há um lugar cativo aqui para seus leitores. Já votei!
Bruno Resende Ramos · Teixeiras (MG) · 12/9/2008 17:02 
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Ilia Noronha! Não sufoques a minha pobre alma plástica! Basta o seu sorriso cor de canela e estarei realizado! Obrigado pela passagem no postado!

Azuir Filho! Nobre overmano de muitas homenagens e escritos. Obrigado pelo sempre apoio! Um abraço!

Bruno Resende! Obrigado pelo apoio e pelo incentivo, importante aos que como eu iniciam na arte da escrita!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 12/9/2008 18:11 
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Revisitando...
Juscelino Mendes · Campinas (SP) · 12/9/2008 21:37 
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Caro Juscelino Mendes! Obrigado pela revisita!Um forte abraço!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 13/9/2008 05:52 
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Oi Raphael,
voltando
relendo tudo,
e rindo de todas
essas façanhas.
bjssssss
Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 13/9/2008 11:10 
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Beleza que retornas para o nosso postado minha cara Doroni! Rir é o melhor remédio! Um abraço!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 14/9/2008 06:21 
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Pelo seu comentário apresentado abaixo do texto, você tem muitas estórias a serem contadas! Gostei muito do texto apresentado: interessante e divertido até! Parabéns!
Aurea Carvalho · Rio de Janeiro (RJ) · 15/9/2008 13:37 
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Huahuahuahuahua!! Texto fenômenal...parabéns! Bjos
Iva Tai · Manaus (AM) · 15/9/2008 19:52 
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Meu anjo,vc é o maior contador de casos do Overmundo e as vezes fico confusa se realmente você vivencia tudo isso
Beijos
Ailuj · Niterói (RJ) · 16/9/2008 00:36 
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Aurea Carvalho! Obrigado pela passagem no meu postado! Estou preparando muitas histórias do Arco da Velha. Logo a seguir sairá Cinco Minutos de Glória É o relato de meu sofrimento como escravo da luxúria! Obrigado!

Eva Tai! Beleza da sua risada. Rir é o melhor remédio! Um abraço!

Ailuj! Pode acreditar que o contado é a menor parte da realidade vivida. Estou diminuindo para não levar a fama de fantasista! Um beijo e outro beijo!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 16/9/2008 06:41 
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