Mas se bem me lembro, a casa de vovó era enorme, e hoje ela parece tão pequenininha. A escada vermelha parecia interminável, mas hoje consegui subir em 3 segundos. Sim, eu contei no relógio. E aquele portão gigante, com cadeado dourado, impenetrável. Bem, esse eu consegui superar na primeira tentativa essa manhã. O muro de chapisco...ahh, parecia uma fortaleza. Pulei sem precisar embalar muito. A porta da sala era tão pesada. Hoje consegui empurrá-la com um dedo só. Com o mindinho. Nossa!, quando subia na sacada eu morria de medo. É, eu sobrevivi pra dizer que ela não assusta mais ninguém. A calçada de lajotas vermelhas parecia ser feita de milhares desses quadradinhos; nunca tive coragem de contar. Mas multipliquei 6 por 23 e descobri. E a churrasqueira? Imensa. Parecia ter uma boca enorme querendo me engolir e me assar pro almoço de domingo. É, mal coube meu pé quando tentei entrar nela hoje, só pra testar. O viveiro de passarinhos parecia uma mansão. Tadinho [sic], pois hoje não passa de um pequeno barraco. Eu nunca alcancei a parte de cima do armário amarelo da cozinha, onde ficavam os biscoitos. Mas hoje fiz um galo na cabeça achando que ainda podia passar por debaixo dele. A rampa da calçada dos fundos era uma pista espetacular pras corridas de tico-tico. E hoje, bem...cadê a rampa?
Sim, o passado muda; mas não se cala.
Farion, legal.
Me recordou de alguma coisa nao fixão, real, realzão mesmo.
- E isto acontece quando voltamos na primeira escola - era tão grande, 18 ou mais anos depois parece tão pequena; as distâncias entre a nossa casa e de nossos colegas eram longe, hoje é perto
Com migo aconteceu de verdade, um abraço andre
essa sobre a casa da vó também aconteceu de verdade. não tudo, mas a maioria do que eu falo no texto existe mesmo. E sobre a escola, já sofri essa decepção também. =/
é triste. bem triste.
um abraço!
Gostei muito disso!
Acho que cabe um pouquinho de tudo o que você citou em cada um de nós!
Abraço
Não achei triste, ao contrário.
Creio que faz parte do nosso crescimento, inclusive pessoal, ver o quanto crescemos e o quanto a criança que persiste dentro de nós foi feliz.
Gostei demais porque acredito que essas sensações são comuns ao ser humano que teve a felicidade de viver em uma família bem estruturada.
beijos
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