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O pequeno ditador de Al Ramin Khun Khan
afonsojunior · São Paulo (SP) · 18/3/2007 15:13 · 66 votos · 1 comentários ·  
1
overponto
Al Haran Khan Lambushin nasceu em uma rica família de
políticos e magnatas do petróleo. Na escola sempre tirava as piores
notas, a ponto da professora ter de ganhar uma fazenda no Al Harin
Texan para deixá-lo passar no terceiro ano, porque não conseguia
entender como uma guerra podia ser fria se as armas eram quentes.
Prometeu mudar isso, suas Guerras seriam todas como as guerras
deviam ser. Os gênios sempre foram incompreendidos.

Quando
chegou aos 30 anos, um fracasso até como playboy, seu tio
fundamentalista religioso resolveu puxar a orelha da família: esse
menino já é homem feito e nunca matou um negro, nunca
especulou na bolsa, nunca destruiu uma comunidade para implantar
uma indústria pesada! A família começou a deixar discretamente
alguns livros sagrados pelo caminho, e, como era bem previsível,
ele logo leu, e, como também era previsível, preferiu aquelas partes
que falavam do senhor dos exércitos, muito mais fáceis que as tais
dar a outra face (de quem?, sempre perguntava).

Por essa época os fundamentalistas religiosos procuravam
alguém não muito esperto para dar um golpe nas alas mais
moderninhas, preocupadas em transformar países mais pobres em
escravos de sementes modificadas em laboratório.

Os conservadores queriam voltar ao velho e bom mecanismo de tirar e pôr presidentes, e ainda por cima ganhar uma grana na venda dearmas!
Foi assim que AL Haran Khan Lambushin se converteu e
seu tio e seu pai lhe deram de Natal um time de basquete. O time
foi crescendo e lhe rendeu alguns milhões de dinares, ou seja, se
tornou empresário. Algumas falcatruas na Bolsa depois, tinha seus
próprios milhões para começar a viver a vida real fora da mansão
do papai: resorts em ilhas da Polinésia, hotéis em Las Vegas e
fazendas dos amiguinhos da escola. Era uma nova era neo-

conservadora, onde os países de Terceiro Mundo caíam nas Mãos
de órgãos internacionais que regulavam sua economia, as
corporações se concentravam e acabavam com o emprego, a mídia
carnavalesca criava a sociedade da desinformação e uma turma
neonazista parecia voltar à cena política com toda força.
(cont. no arquivo)


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Autoria   Afonso Junior Ferreira de Lima
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a história de buda recontada ao avesso!

um realismo anti-hipócrita... Arthur Schopenhauer e Nietszche aplaudiriam este texto.
Alencaster · Belém (PA) · 16/3/2007 23:11 
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