Ausência de ar,
lufada de coisa morrida.
Em frente ao espelho
já não sou eu a me olhar.
Se algo naufraga de sentido
eu, afoito, aprisiono.
A solidão por vezes me preenche.
Ai, Cara...!
Tua Poesia me faz lembrar de Marven, Meu Brother, que segue e planta Vida, ai, no Oiapoque.
Tal a beleza da inspiração ora cuspida, me veio o charme da lembrança remastigar o sentimento baldio... Distante.
My Bhother is May Brother...
Sim. Saudades que se apertam a meu dorso em meio às tuas belas palavras que nada me dizem dizendo...
Que nada podem fazer diante das lágrimas que teimam em cair...
Valeu, Poeta...
Há um Brocardo que diz:
"Quando uma lágrima rola, é porque,
por certo, o Poeta fez o ácido coalhar..."
Abçs.
Benny Franklin
Valeu, Benny... Assisti dia destes "Pergunte ao pó", achei belo, embora descaradamente hollywoodiano... Fante é pai de todos os beats, que cuspiam na decrépita Hollywood e namoravam o panteão literário sob o luar desértico de qualquer highway que levavam do nada para ligar nenhum... Ainda vens por cá? Ou já viestes? Abraços.
Pepê Mattos · Macapá, AP 1/8/2007 07:47
Oi, PEPÊ,
que bom te "ver"!
Voltou inspirado, hein?
Lindo este teu poema.
Abraços de Betha(estou na edição, tá legal?)
Oi, menina Betha, vocês são minha inspiração, meus amigos do cyberlivro Overmundo... Vou lá ns aua edição... Abraços,
Pepê Mattos · Macapá, AP 1/8/2007 08:50
O eterno espelho, a eterna corrente da vida... E a gente tentando aprisionar o sentido, algum sentido... E eu aqui, sempre me reconhecendo, profundamente, no espelho da sua poesia.
Beijo grande!
Cida, você foi certeira... Em muitos de meus trabalhos, o espelho é um objeto que aparece sempre... Talvez seja porque eu não seja muito de encará-lo no dia-a-dia... Verdade... Não sou muito de me olhar no espelho... Ou, ao espelho... Nem pra retocar algo irretocável em minha estampa, nem para conversar com meu eu alter-tudo... Ou alter-nada... Aliás, só loucos conversam consigo mesmo... E o mais curioso: dizem ouvir a voz de si mesmo noutro amplificada...
Pepê Mattos · Macapá, AP 1/8/2007 09:45
legal, Pepê.
muito bom!!!
abraços,
Pepê, legal - eu acho que o nada é mais ou menos assim mesmo:
da inconstância, da dúvida, do vazio e até do arfando, bela descoberta, um abraço andre
Marcos,
obrigado pelo coment e pelo voto (acho, rsrs). Acho que poetizamos (tá certo com z?) o Nada porque sentimo-nos sobrecarregados com o Tudo que temos que ter para conseguirmos viver. Esse peso se torna insuportável aÃ... cometemos Poesia. Será?
Abraços
André,
continuando o que escrevi pro Marcos, nossa sede do Nada - esse Tudo no Nada disfarçado - nos faz conceber perguntas que ficam sem respostas... Escrevamos: um dia o Nada se revela. E o que faremos com ele?...
Abraços,
Por vezes, tantas vezes, o Nada se revela eloqüente. É busca de sentido, tentativa de preeenchimento, construção de uma presença.
Gostei muito do poema.
Abraços.
Maravilhoso...fantástica a palavra, ela tem realmente a função de nos transportar ao que temos dentro de nós.. ou fora, vai saber. Votadissimo
Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 4/8/2007 11:30
Talvez o Nada possa dar a resposta que nenhum ser humano possa dar. E isso não soa pretensioso. Não pode ser. Pelo menos, não deveria. E obrigado por ter gostado muito.
Abraços, Lê.
Adorei seu comentário, PatrÃcia. Certos textos (não necessariamente este) têm o dom de nos transportar para lugares pra nós antes impensáveis. E a gama de possibilidades de novos olhares que essa viagem traz embutida é algo indescritÃvel. Depois do que você comentou li com outros olhos meu texto e dele depreendi novos resultados. Obrigado pelo voto.
Abraços.
Olá Pepê!
Como hoje
a solidão não me preencheu
vim aqui te dizer nada.
Até!
Rsrs... Tá bom, LÃgia, mas saiba que seu "nada" é tudo pra mim.
Até mais. Apareça...
Que belo poema amigo Pepê. Desculpe mas estive ausente por esses dias por motivo de trabalho. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
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