O começo é o abraço intenso de uma mãe
Onde nada me ameaça e me faz sofrer
Uma paz eterna da qual sou expulso
E condenado a viver.
Escondendo-me nos braços quentes daquela mulher
Sinto-me seguro, pois não sei que é temporário.
Brinco, corro, pulo e não sei que ela me observa.
Sente-se feliz ao ver o meu sorriso
E o desabrochar da sua flor verde.
Depois, o que aquela mulher que tanto nos amou representa é a prisão.
Nos ensinou a voar e nos colocou numa gaiola
E para sermos livres
É necessário feri-la por outras mulheres.
Escondo-me por trás das muradas,
O mundo é esquecido e o tempo também.
Beijo, cheiro e possuo. Sei que ela quer.
E ao final a virilidade e o amadurecer naquela menina.
Ao começo paixão, agora puro sexo.
A monotonia sufoca e nos prende novamente,
O amor é passado e o futuro é incerto.
Seios matavam a fome e agora a solidão.
Hoje, por entre os braços de tantas outras mulheres,
Sinto saudades daquela minha primeira dona.
Lembro do brincar não inocente, mas puro, atrás daquelas muradas.
Embaixo destes lençóis, me escondo da vida
E do meu rosto molhado pelas lágrimas.
E sorrio para me conformar com o meu
Presente impuro e podre.
Um Poema geralmente é feito de forma solitária. "O Podre Crescer" foi o meu primeiro poema publicado (Grandes Escritores da Bahia - Literis Editora) e foi criado por mim em parceria de Higor Cunha - um irmão que não tive e que atualmente está afastado das letras.
Foi através deste poema que pude sentir pela primeira vez a emoção única da publicação. Depois deste passo foi que percebi que era sim possÃvel escrever e ser lido.
Salve, Esdras!
Li. Reli. Guardei, para não mais esquecer.
Boa, Poetas!
Oi Esdras,
Poema sentido.
Ler como é bom.
Tem gente que não gosta...
Parabens aos poetas.
Beijos,
Regina
li e lendo seu poema, sentindo sua saudade de um tempo que não volta... pensei: também tenho saudades... tenho saudades do pó que eu era antes de ser... você escreve muito bem. parabéns.
Maria... · Blumenau, SC 4/10/2008 10:12
InteressantÃssima confissão poética! Dupla bem formada nas letras da paixão.
Abraço.
Paulo,
E quem não tem saudades
da primeira mulher da nossa vida.
que nos amamentou, protegeu e
nos amou incondicionalmente.
Mulheres são muitas, mãe é só uma.
belo poema.
bjssss
Grande parceria, Paulinho e Higor(que não deve ficar distante das letras!)!!
Crescemos e perdemos, muitas vezes, o que havia de melhor e mais verdadeiro, o amor puro...que dura o tempo que consegue existir em liberdade...Depois outros vôos...outros seios...outras fomes....que não saciam o desejo do espÃrito..., pois e alimentam da podridão da carne...(humano,damasiado humano...)
Poema forte,cru, realista!
Gostei muito!
Parabéns! Bela estréia!
Um beijinho azul aos dois poetas
Blue
Uma bela obra caro amigo Esdras. Realmente ser editado só é realmente delirante para nós poetas sofridos, marginalizados, por ser algo bastante sonhado e depois conquistado. Para alguns a facilidade de ser editado me soa quase como beber água. Para poetas como nós que somos editados pela qualidade do nosso trabalho e pela mãos de amigos que colaboram para a cultura em divulgar o trabalho dos amigos (sem distinção) apenas por admiração é quase algo: SURREAL....RSRSRS. BJS
MaluFreitas · Salvador, BA 4/10/2008 17:57
Crescer é mesmo sempre doÃdo. Depois, continua doendo...
Mas sempre vale a pena. A vida sempre vale.
Belo poema Paulo.
bjo!
A Nydia falou exatamente o que penso, crescer dói e nunca para de doer, infelizmente, mas tem lá o outro lado que compensa (será?) beijo
Angélica T. Almstadter · Campinas, SP 4/10/2008 18:19
Paulo Esdras · Salvador (BA)
O PODRE CRESCER
Poesia de um sentimento muito grande mas, também de incógnitas.
Há um evoluir mas há questóes sem respostas.
Houve o desenvolver e também a problematizacáo,
dever'á haver muita luz e aprendizado e, como dizia Castro Alves, sempre vence o Porvir.
...Ao começo paixão, agora puro sexo.
A monotonia sufoca e nos prende novamente,
O amor é passado e o futuro é incerto.
Seios matavam a fome e agora a solidão...
Parabéns.
Abracáo Amigo.
Gostei bastante. A aproximação entre os amores me lembrou uma poesia do grande Drummond, "Nascer de Novo". Se puder conferi-la, espero que goste.
Sucesso.
Rumo ao banco.
Votado.
Paulo,
Poesia nostalgica, com envolvente lirismo.
Enviando com prazer para o banco.
Sucesso!
Abraço
"Seios matavam a fome e agora a solidão".
Excelente, Paulo! Em um verso você (e seu amigo) resumiram uma vida inteira.
Abraço fraterno,
Herculano
Obrigado a todos que compareceram e comentaram.
Paulo Esdras · Brumado, BA 6/10/2008 08:29
Esdras,
Releio e deixo
beijos e votos,
Regina
Bom seria se nunca saÃssemos desses braços,quentes e acolhedores
Nunca é tarde pra votar num excelente texto,Paulo
: )
Sou suspeito em falar de4 algo que tu fazes, pois sou seu fã... Parabéns pela poesia que tens dentro de ti caro amugo Paaulo Esdras, saudades de poder abraça-lo... É uma falta enormeeeee!...
Nil Freitas · Salvador, BA 8/10/2008 18:42
Leio...leio... me emocionei...me emociono de novo, faz tempo que nâo leio algo tâo lindo e inteligente referente aos sentimentos por mulheres!
Parabéns Caros poetas, mandaram muito bem!
Paulo querido, que saudade... obrigada por me convidar para ver tão belos versos. Nossa, o que AS MULHERES não conseguem fazer... rsrs. Parabéns Paulo e para o Higor cunha também. vocês souberam trazer um sentimento puro, sensual, viril e profundo sobre as ações de GRANDES mulheres.
Um beijo
A maturidade pode ter seu encanto também, penso eu... a sexualidade adulta também pode ser vivenciada com beleza.
Veja os contos orientais das mil e uma noites, driblar a moralidade cristã e a idéia de culpa é preciso pra ser feliz.
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