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O poema a vida nele vale

JuliBauer
1
Juliaura · Porto Alegre, RS
26/11/2007 · 135 · 12
 

Uma vida apenas frenética
Uma interação sinérgica
Uma’luca, louca poética
Uma’luquética overmundética
Patética, caquética e serelepe!
A querem asséptica
Disléxica, anoréxica, aidética.
Mas eu li tudo direitinho
E faço bunitinho agora na ágora
Tudo que o mestre mandou
Poemeio no banco de sêmen seja
Minha urina, aura, excrementos meus...
E também meu sangue e meu suor
Mas graciosa_mente,
Com muita graça, para almas leves
E sem tutu que pese
Em bolso que me carregue
Porque eu gosto que me enrosco.
Se não é um verso bonito,
Se não agradou grego,
Agrade-me Trajano
Que nem sei se foi do senado romano
Onde Brutus, aquele filho...
Esfaqueou às costas do trono
O que alguém por mais ordenara
Mata-se por amor?
Panacéia para a patoleis!
Por razão da eutanásia talvez
Amor demais, fé de menos.
Vida em pó ficada, calcinada
Vício danado de encher balão
Eu grito, eu me escabelo,
Peixe frito ou escabeche
E a pleno pulmão reverbero
Musa nem sequer verena
Fazer verso vale a pena. É ouro
Para quem lê, se a tinta é fresca
E a alma sã não se achica.
O amor supera a dor de ouvido
De tanto alarido escutado, lido
Enjoado, enojado, compriiiiido
A boca fala as nádegas beijadas
A face outra ninguém mais dá
Uma pracinha para as crianças
Todas do mundo todo e aqui.
Ego viajando de balão inflado a gás
Invejado por bolivianos espartanos
Cucarachas todas, eu congolesa
E os grandes a pensar por mim,
feitos herrbushi’s imbégui em Beijin
E a dizerem, faz assado, faz assim.
Tenho eu as regras. E todo mês
Muito sangue se me vai
Quem não goste de mim,
Não me espanque, não me assuste,
E não se espante...
Apenas vá, segue bacana a caravana.
Não sou ladra de tempo e lugar algum
E, passarinho, enquanto outros passarão
Também amo as dores de profissionais
Embor’amadora faça retratos menos vis
...
Por estas e mais umas ouvidas à vista
Vesti vermelho e chapéu para caçar lobos
Que, li:
- são a soma dos cordeiros assimilados


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deumesma encasquetada atrás de bons lobos
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Nydia Bonetti
 

Juli

"Apenas vá, segue bacana a caravana.
Não sou ladra de tempo e lugar algum
E, passarinho, enquanto outros passarão...

Vesti vermelho e chapéu para caçar lobos
Que, li:
- são a soma dos cordeiros assimilados...

Uma interação sinérgica"

Bárbaro... E como vale! A vida e o poema...

beijos

Nydia Bonetti · Campinas, SP 24/11/2007 17:23
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Juliaura
 

Sei, sei, sei e te amo
e amo poesia por isso, Nydia.
Tem gente que prefere
jampi, briga-de-galo, rinha de cão, rúbi, boxe.
Eu, não é por ser minina, penso
que desafiar mesmo a medonha,
é subir na motoca
e fazer curva de 90º a 220.
Dá uma tremurinha
no cotoco da espinha.
Incha, incha, incha
até quase estourar
tudo no corpo e na cuca
Se não tiver secado
o sangue com a perna
do macacão raspado no chão.


beijin

Juliaura · Porto Alegre, RS 25/11/2007 15:10
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Nydia Bonetti
 

Juli,
penso como você...
bjs.

Nydia Bonetti · Campinas, SP 25/11/2007 19:09
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Cintia Thome
 

Juli

Voce me divertri, faz pensar pra cima e com mais alegria de ler o teu poema tão cheio de brilhos...
bjubju

Cintia Thome · São Paulo, SP 25/11/2007 23:52
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alcanu
 

alcanu · 26/11/2007 18:41
Nossa, muito terrível, muito doloroso, foi isso que senti lendo esse teu texto, Juliaura, a vida não é fácil, quem falou que seria, né ??
Estou com dois textos, quer me conhecer ? Um tá na sala de votação, faltando uma horinha e pouco, chama-se "Só pra dizer" o outro "Surpresa" ainda está na sala de edição.
O seu estilo é um estilo muito "realista", muito cruel, isso passa muita emoção pois a dor é difícil de ser expressa, né ?? A gente quase nunca menciona essa dor pois quer "passar batido" dela Parabéns por enfrentá-la e sempre que tiver algo assim pra escrever, escreva, pois isso lhe aliviará.
Seu novo amigo, prazer em "conhecê-la".
Um beijo, Alcanu

alcanu · São Paulo, SP 26/11/2007 18:44
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crispinga
 

"Fazer verso vale a pena..."
"Se a alma não é pequena!"
Bjim

crispinga · Nova Friburgo, RJ 26/11/2007 18:53
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Noelio Mello
 

Juliaura.
A vida me ensinou que devemos escrever o que manda o coração, o que está tatuado na nossa alma, o que pode ver nosso olhar.Se são fortes tuas palavras, é porque são fortes tuas verdades, e verdades são para ser ditas, cantadas, escritas.
Belas, fortes e corajosas palavras.
Beijos
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 27/11/2007 00:18
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Juliaura
 

Noelio,
cicatriza a alma quando sopra o doce da tua alma. Grata.
Cris,
...saí descalça pelaí,
quase sem calças...
de saia comprida
ia pegar carrapicho

troquei pela Lee
(É da Heloneida Studart: Em saia de mulher é que pega carrapicho, não é?)

Também, Alcanu, ninguém duvida que não possa mudar.
Pêlo ao contrário dos cabelos ao vento
É possível, sim, fazer o que se sonhar.
juntinhos, mão na mão, face a face,
olho no olho,
as pernas se trançando e o riso
se abrindo antes do beijo, então...
É uma delícia...

Agradecida.
Beijin

Juliaura · Porto Alegre, RS 27/11/2007 08:29
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Sérgio Franck
 

Juli, um poema gira-mundo, gira-tempo, pira-coco... inteiriço.

Bom demais ler tudo isso.

bjo.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 27/11/2007 10:18
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Lígia Saavedra
 

Ria Ju, a caravana passa...
Sou sua fã e invejo as tua maneira desregrada, (que não sangra todo mês) e solta de escrever.
Bjs querida

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 27/11/2007 20:26
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Juliaura
 

Lígia, querida
Sisiquici desse aqui e di tu. Grata. Logo desse, amiguinha, que me pegou nas contra-regras em flagra maior. É da vida, diria R. Lee, não é não, ora pois?
Tenha muita paz, alegria e felicidades.
Sempre Grata.
Beijin, de olho em Pequim.

Juliaura · Porto Alegre, RS 28/12/2007 12:39
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Juliaura
 

Sérgio Franck,
Estou qui de joelhos diante da tua figura linda e teu traço em verso e tua prosa em tela cheia pra te pedir milhãos de desculpas pelo não ter feito para teus desenhos aqueles lá do teu perfil daquela vez que vi nada que prometi ou pensei fazer e foi-se o ano a marteladas e picaretagens outras e não deu e acabei dando noutra freguesia, sem dó nem piedade... e fiquei sem criar tempo pra ti e daí só posso rezar, se aceitares... se não, resta sentar e... chorar.
Beijin, grata pra tu pela presença e carinho amigão dos mais tri diaqui.

Beijin, de olho numa vaga em pequim. Não pergunta a modalidade que eu coro.

Juliaura · Porto Alegre, RS 28/12/2007 12:44
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