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O SAL DA TERRA

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"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA
22/12/2008 · 114 · 17
 

O SAL DA TERRA

Agonizava... e nem êle mesmo sabia disso. Sua vida passava diante dos olhos qual velha película desbotada, com estranhos "flashes" e brilhos pelo meio, as imagens incomodamente velozes, como se tivessem vergonha do que mostravam. Já não via o mundo; já nem havia mundo para êle, nos estertores da morte, o corpo inchado e disforme pela ingestão prolongada de bebidas, todas elas.

Nada mais importava agora... aliás, há muito tempo nada tinha importância, quase tudo acabara quando seu avô se fôra. "Vô" Augusto César era espelho e modelo, patriarca de um clã com raízes na vibrante Espanha e que migrara para o Brasil quando as balas e granadas da sangrenta II Grande Guerra escolheram sua enorme família como alvo. Muitos Castañeda ficaram, outros mais dispersaram-se globo a fora, pela Europa, as três Américas, várias regiões do Brasil.

Seu avô, jovem ainda, embrenhara-se no El Dorado que seus antepassados tentaram, em vão, encontrar: a riquíssima região de ouro verde (madeiras de todo tipo), de minérios e minerais incontáveis, ervas medicinais, frutas típicas e com uma terra que, mesmo não se plantando, tudo dava. Adotou a região como sua, despiu-se das próprias particularidades e assimilou, em pouco tempo, os falares, gostos, costumes e até a diversão da gente da terra, agindo e vivendo como qualquer deles. O território era extremamente inóspito para individualidades e quem quisesse sobreviver, árvore ou animal, deveria agir como os demais em seu meio, mesmo pensando diversamente.

O "galego" investiu suas parcas economias na revenda da castanha-do-pará, quando o fruto das colossais árvores valia mais que sua nobre madeira, nos velhos tempos do Grão Pará. Comprava em litro dos pequenos produtores -- tendo mera lata de óleo de cozinha como medida -- e revendia adiante, em grandes sacas e com belo lucro, para exportadores de Belém, indo de barco ou carro conforme a estação.

Em pouco tempo o espanhol arrumou pé-de-meia, esposa, dois filhos, modesta vivenda com hortas e tanque de peixes e adquiriu vários hectares de castanheiras nativas. Transformou-se no patrão "Guto Castanheira", com um bocado de caboclos a seu serviço e com os filhos atuando na sede da "empresa", ampla casa adquirida na recém-fundada Castanhal, cuja estrada de ferro barateava em muito o transporte da produção.

Ali nascera Luís Augusto Castanheira Rabelo, pois o avô adotara por sobrenome de família o fruto que lhe trouxera fortuna. O menino, filho único, primeiro e adorado neto de "Guto Castanheira" cresceu cercado de mimos, frequentou um dos melhores colégios de Belém, no qual os frades do Carmo lhe deram esmerada educação. Era o orgulho do avô, embora pai e tio torcessem o nariz para aquele refinamento todo.

"Primus inter pares", dizia ao avô-coruja o vigário-reitor, melhor aluno da classe e do colégio, "Lula" tornou-se imprestável para as lides do campo, espécie de "patinho bonito" olhado com desconfiança pelo tio e primos, com algum desgosto pelo ativo pai e com certo receio pela abnegada mãe, uma prendada ribeirinha mais afeita aos modos e crendices do populacho do que às certezas e conhecimentos esquisitos de seu pimpolho.

No recesso das aulas, nos feriados mais longos e nas férias de julho e dezembro corria para o interior, para os braços do avô que o amava e entendia, ignorando tudo o mais. Passava com êle divertidos "weekends" na capital, com "soirées" aos sábados no magnífico Theatro da Paz, conforme escolha do avô ou em alegres "matinês" no Cine Palácio, nos ensolarados domingos. Quanta vez sua mãe se perguntou, proseando com os próprios botões, para que servia tanto estudo se a fazenda lá embaixo precisava mesmo era de um braço forte, pulso firme, cabeça boa e ela de alguns robustos netos.

Quanta vez "Lula" se interrogou, à beira da fogueira em longas reuniões noite a dentro ou vendo dançarem a quadrilha -- êle, todo empertigado em sua camisa engomada, de mangas compridas e abotoadura de ouro -- de que lhe servia tanto estudo frente àquele povo tão simples em sua humildade, diante daquela gente tão humilde em sua simplicidade. Mas, vencera todos os obstáculos para agradar o vovô, fôra tão longe porque isso era, acima de tudo, o desejo maior do pai de seu pai.

As imagens jorravam sobre si como torrente ensandecida; professores, matérias, brincadeiras, os amigos, os padres todos, o refeitório, a capela, a piscina... tudo lhe passava sobre os entumescidos e vítreos olhos, como num álbum de figurinhas folheado por um vendaval. O Pe. Domingos narrando histórias, Pe. Vitor fotografando, Pe. Mozart por incrivel coincidência sempre ao piano, Pe. Mário no futebol, amigos e mais amigos, latim, francês e algo de inglês, "O Jornalzinho" querido, a revista "Entre Amigos", etc e etc.

Demarcando cada momento das vidas dos dois Augusto a castanheira na entrada de Belém, na antiga Estrada dos Boiadeiros, depois BR-316 e, mais tarde, Avenida Almirante Barroso. A imensa castanheira florida numa estação ou soltando como lágrimas suas folhas uma a uma, até assemelhar-se àquelas árvores de filmes baratos de terror. Era a centenária castanheira cúmplice dos anseios secretos de ambos, que lhe votavam muda admiração, como se ela fosse um longínquo antepassado.

Não entravam ou saíam de Belém sem lhe fazer silenciosa saudação, render-lhe respeitosa homenagem, que só cabe a monarcas ou santos. Esse pacto de consideração avô e neto estenderam aos demais elementos da Natureza (pássaros, floresta e animais), procedimento incomum aos demais familiares e sentimento que os unia ainda mais. Todavia, a monumental castanheira cedeu ao progresso... vergou-se aos machados e serras e foi perdendo um a um seus membros, sem nenhuma queixa ou protesto, lacrimando seiva por todos os poros, o tronco imponente e rijo resistindo a todas as ofensas e crimes, impávido colosso inextinguível.

Atrapalhava o trânsito, dizem ainda hoje os burocratas, mas o punho bruto, estéril, explodindo do solo bradava aos céus pedindo justiça, que por clemência ela bradou em vão. Quando o velho Augusto César Castañeda viu o tamanho do crime cometido baixou hospital; acorreram todos à capital para vê-lo e o jovem Luís Augusto foi retirado às pressas da sala de aula. Seu avô nunca mais foi o mesmo, sentiu um mau presságio na morte da admirada amiga e nem a esposa, companheira de todas as horas, conseguia animá-lo.

A melancolia criou raízes em sua alma, sombreou-lhe de tal forma o espírito que só voltou à antiga fazenda a fim de contratar o famoso violeiro "Bié" para fazer uma canção em homenagem ao gigante. Abiezer Eleutério da Silva, pernambucano de Olinda, era mais um dos milhares de migrantes que fizeram do Pará sua segunda pátria, constituindo aqui família, filhos, netos e bisnetos, desde meados do século anterior.

Também êle sentira o desastre que fôra aquela medida administrativa, destruindo um dos marcos mais importantes do passado. Vai daí que o violão soou, para encanto dos Augustos, enfeitando os lindos versos
de "CASTANHEIRA": I
Quem entra em Belém do Pará
vindo do interior
vai passar pela castanheira
que o tempo desfolhou.

I I
No marco zero da estrada
ela estava muito bem.
Assistiu toda a história
da cidade de Belém.
Viu a luta dos cabanos,
assistiu a adesão.
Falou com Pedro Teixeira,
o grande desbravador
e com "Chico" Castelo Branco
que foi nosso fundador.

I I I (refrão)
Castanheira, castanheira,
dê licença de eu passar:
-- "Me diga se eu sou benvindo,
de volta a Belém do Pará"!

I V
Hoje, somente o tronco,
sem folhas nem algodão,
ainda conta pra gente
o que ela testemunhou:
a história de um povo
que nunca lhe abandonou !

Avô e neto se derramaram em lágrimas, a fazendola em peso sentiu no pranto um quê de despedida e o velho "Guto Castanheira" passou pela derradeira vez frente ao outrora orgulhoso tronco. Morreu desgostoso da vida pouco depois, enquanto o neto definhava de saudades e tristeza. Em poucos meses "Lula" abandona tudo: casa, família, estudos, bens, conforto e futuro.

Passou a perambular pelas esquinas, sem destino nem paradeiro, mais bebendo que fumando e tendo por amigas inseparáveis a febre, a gripe, por vezes a fome e, adiante, a tuberculose. Perdeu a noção de tempo e de espaço, tornou-se irreconhecível e, nos instantes finais de mais uma década ali estava, trambolho quase humano recostado às raízes semimortas de sua amada castanheira, cruz e lápide de seu bizarro calvário.

Agonizava... e nem ele mesmo o sabia. Já não via o mundo... e era esse o seu maior prazer. Estava longe de tudo, próximo do avô querido, os últimos "flashes" da amarga vida arrastando-se como soldados vencidos, ensanguentados, feridos de morte. Fatal hemorragia interna dera seu golpe final, com sutil hemoptise escrevendo em carmim a derradeira oração do livro da Vida.

Gélida noite abocanhou os restos do agitado dia e o fim da feérica sexta-feira prenunciava novo velho ano. "Lula" não ouviu os fogos metralhando a natureza, sequer apreciou o deus-sol saudando mais um periodo para os homens de boa vontade na cidade adormecida e parcialmente abandonada. Sumiu o sábado na poeira dos séculos e, ao raiar do dia santo, o que parecera aos transeuntes mero bêbado largado ao pé do maltratado tronco transformara-se em repulsivo cadáver inchado e sanguinolento.

Descansando finalmente em paz, a seiva que alimentara aquele Augusto nutria agora o que sobrara da augusta árvore, sal da terra revigorando raízes e adubando o chão à sua volta. Impávido colosso, o tronco impressionante resistiria às intempéries por outra década mais, até que um recém-lançado shopping center de luxo desse fim àquele monumento à sandice dos homens, extraindo tronco & raízes e selando com pedras e cimento todo um capítulo sentimental de milhares de pessoas.

Restou apenas a canção do velho cantador "Bié" e a triste memória de quantos a eternizaram como símbolo maior e primeiro da cidade de Belém. Quem entra em Belém do Pará não vai passar pela castanheira... e nem por tantas outras coisas mais.

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"NATO" AZEVEDO
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Jarbas Jarras
 

Excelente, Nato!

Jarbas Jarras · Rio de Janeiro, RJ 19/12/2008 21:28
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Benny Franklin
 

Nato, querido!

Somos da mesma linhagem: surgidos da massa; lêvedos em cacho.

Por isso, aqui confesso a linha admiração a tudo que você escreve.

Este texto, é de prima!

PS: Sim, estou no CAUIBI!

Abçs.

Benny Franklin



S

Benny Franklin · Belém, PA 20/12/2008 01:13
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Agradeço a visita do novo "vizinho" JARBAS JARRAS e desse antigo confinante Mr Benny. O conto acima "germinou" por dez longos anos em minha cachola, precisava aproveitar a música de meu parceiro de dupla sertaneja (de 1990 a 93) mas não sabia como.
Até que surgiu a idéia dos Augustos... e haja Augusto na minha vida, uns 4 ou 5 pelo menos.

Infelizmente meu parceiro de noites cantantes cansou-se cedo demais desse vale de lágrimas e partiu nos últimos dias de 2006, deixando perto de TREZENTAS MÚSICAS sem gravação, das quais tenho em fita cassette 2 dúzias ou pouco mais.
TERRA BOA É O PARÁ... onde prefeitos gastam com fogos e rojãos em inaugurações ridículas o equivalente à gravação de um CD com vários artistas ou de um livro qualquer, coletânea histórica dos poetas e escritores do lugar e REGISTRO OBRIGATÓRIO do momento cultural de cada Município. Até quando, Deus meu?!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 20/12/2008 21:51
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Ailuj
 

Abrindo sua votação e mandando um doce beijo e
desejando
UM FELIZ NATAL

Ailuj · Niterói, RJ 21/12/2008 00:06
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Ivette G.M.
 

Um belo e bem escrito texto. Aborda com muita propriedade as dores da alma humana, que, às vezes, a muitos, pode parecer apenas uma grande bobagem.
Outra coisa que chamou minha atenção foi a homenagem à castanheira. Homenageia-se muito o cacau. Esta é a primeira vez que vejo uma tão bela homenagem à esta árvore.
Votado, com prazer.
Ivette G M

Ivette G.M. · Cotia, SP 21/12/2008 09:30
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Doroni Hilgenberg
 

Querido Nato
demais o seu texto, critico e reflexivo
O progresso ( que progresso?) destroi a beleza da natureza
e com ela alma de muita gente
bjs e boas festas

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 21/12/2008 19:16
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raphaelreys
 

Uma saga de família! Beleza Nato! Dá um romance daqueles! Boas Festas!

raphaelreys · Montes Claros, MG 21/12/2008 19:44
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Marcos Pontes
 

Preciso agradecer à Doroni pela indicação do texto. Como um apaixonado por Belém e sua região metropolitana - onde inclui-se Castanhal - é um prazer imenso a cada leitura sobre o tema.

Marcos Pontes · Eunápolis, BA 21/12/2008 20:41
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HUUUMMM... Dona Júlia (digo, AILUJ) no portão de minha modesta morada pela primeira vez. Quanta honra! E NITERÓI, ainda existe, ainda resiste? Conheci bem aquela área, viajava por lá uma vez por ano ´para entregar um imenso MAPA FISCAL, no tem em que empresários eram tão honestos que se preocupavam com cálculo (e pagamento) de impostos.
Pudera... com 70% do preço de cada mer...cadoria sendo apenas impostos, só doido ( "léso", como diziam acá!) paga qualquer coisa.

IVETTE G.M. (hum, hum, isso antigamente era quase um "palavrão", quando se refere ao velho caminháo GMC) também me dá a sobeja (?!) honra de mer estas mal traçadas linhas. Sou grato a ambas!

A estrela amazônida DORONI e o mosqueteiro dos Reis RAPHAEL comparecendo. SUMI DO OVERMUNDO por razões práticas... procuro na NET apenas concursos e eventos com prêmios, não posso me dar ao luxo de ficar apenas escrevendo. Mas VALEU o voto, não tenho preocupações quanto a classificá-lo, ou não.

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 21/12/2008 20:47
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Jorge Daher
 

Votado, Parabéns!

Jorge Daher · Ribeirão Preto, SP 21/12/2008 22:06
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N.Lym
 

Sem demagogia, mas recordou-me algo de "Cem anos de solidão". Belíssimo texto! Parabéns! Votadíssimo!
http://www.overmundo.com.br/banco/o-quarto-de-boneca

N.Lym · Fortaleza, CE 22/12/2008 01:21
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clara arruda
 

Nato meu querido amigo,mesmo sem pc e comparecendo numa lan,tenho a honra de deixar seu belo trabalho publicado...Carinhosamente

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 22/12/2008 13:23
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ayruman
 

Aqui apreciando e votando. Abraços . jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 22/12/2008 14:13
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Andre Pessego
 

Esta não é apenas uma crônica. É um capítulo de uma história que é capítulo da própria História do Belém. Somada à pouco igualável capcidade de contar do Nato Azevedo, há uma realidade não distante no tempo ou no espaço: Do Norte, Centro-Oeste à ocupação do Sul cada cidade houve o seu frondoso pé de castanheira que sepulta tantas vidas de quantos fizeram nascer e crescer vila por vila.
Meu amigo Nato,
Feliz Natal
andré

Andre Pessego · São Paulo, SP 22/12/2008 17:46
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rosa melo
 

Que as memórias se preservem, garantindo-nos identidade.
Felicidade plena!
Abraço emocionado.

rosa melo · Pio IX, PI 2/1/2009 18:07
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Agradeço penhoradamente a honrosa visita de todos, JORGE BAUER, N. LYM, CLARA ARRUDA, JBCONRADO (Ayruman), de ANDRÉ PESSEGO e a rósea ROSA MELO... apenas, gostaria de lembrar aos amigos leitores que se trata DE UM CONTO, embora "enxertado" com trechos de minha própria vida -- vivida e não sonhada -- e pelo fato de que a tal castanheira decepada realmente existiu E RESISTIU por mais de 15 anos, mero tronco imenso à margem da BR-316, km 1, na entrada de Belém do Pará, "TERRA DO JÁ TEVE!", segundo os próprios habitantes dela.

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 3/1/2009 16:05
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ayruman
 

Meu amigo. Que mensagem magnífica, lúcida e vibrante. Belo momento para reflexão.
Sou grato por suas sábias Palavras.
Luz e Paz . Abraços... jbconrado

ayruman · Cuiabá, MT 4/1/2009 10:27
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