O tempo desossa a carne do sonho
e vai, pouca a pouco,
poeira e cinzas
espalhando o Tudo
num simples vento.
Evidências das essências
em perfumes de idéias a iluminar
quartos escuros,
cheios de querer esvaziar os vazios
dos vazios dos peitos...
De restos,
rastros passos
na antiga estrada infinda,
suores quase um mar:
leite para as flores carnívoras
dos sonhos dos sonhos dos outros,
com dentes de tempo
vestem de nu
o esquecimento.
É, meu caro, a roda-viva nos cobra a realidade quando teimamos em poetar... Vejo inquietação nas letras do poema.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 29/10/2008 21:09Que belo, só este título já disse tudo! poeBeijus.
soninha porto · Porto Alegre, RS 1/11/2008 18:11
Parabéns...votada!!
Tempo...ainda há tempo para realizar sonhos...sempre...!
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