foram-se com o vento as folhas das minhas árvores
a copa desfeita pois não deixou nada intacto o sopro
e um redemoinho tragou todas as cores da aurora
foram-se com o vento as folhas das minhas árvores
o mar para dentro de si levou o meu infante destino
todos os vestígios dos meus passos foram apagados
e na areia dos meus dias a água lavou as lembranças
o mar para dentro de si levou o meu infante destino
a chuva tempestuosa desmanchou o meu barco de papel
à margem do meio fio uma água correu em enxurrada
enquanto o intrépido navegante jamais deixaria o cais
a chuva tempestuosa desmanchou o meu barco de papel
e a noite prolongada deitou-se sobre a minha infância
onde havia sonhos agora repousam densas nuvens
o novo amanhecer descansa no colo da escuridão
e a noite prolongada deitou-se sobre a minha infância
Belíssimo.
A melancolia tão grande, esse desalento são, apesar de profundos, muito bonitos.
Só em versos assim, a tristeza pode ser bela.
beijos
Saramar, muito obrigado por tão belo e generoso comentário.
Só por isso já vale fazer poesia.
beijos
Oi Silvino, Salve!
Gostei do texto. Por isso votei. Parabéns!
Eu também estou com o poema SOB O BETUME DO CAIS, ba fila de Edição do Banco de cultura. Se tiveres um tempinho, tardinha dessas dá um pulo lá... O link é:
http://www.overmundo.com.br/banco/sob-o-betume-do-cais
Abraços, Benny Franklin
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