CAPÍTULO 4 – O DESAPARECIMENTO DE BIANCA
Ela estava sentada na cama, com maravilhosos olhos verdes quase azuis me fitando. – Graças a Deus, falou, - Não é aquele cretino. Onde estou e quem é você? – Você está em minha casa.
– Morreram muitos? Perguntou ajeitando o lençol que escorregara. - Você foi a única sobrevivente. Respondi. - Mas agora me diga quem é o cretino a que você se referiu. – Ah, um idiota, chato.
- Não se preocupe, eu vi o mandado de extradição. O cretino era o policial encarregado de sua guarda, correto? Mas fique fria aqui ninguém vai encontrá-la. Ficou calada por um momento e depois perguntou – Há quanto tempo estou aqui? – Três dias, respondi. Você está bem? – Sim, respondeu - ainda me doem as costas, um pouco as pernas e me sinto meio zonza. – Quem é você? Perguntou. - Meu nome é Alberto Franco. Sou programador. Ajudei-a mover-se até o banheiro e mesmo meio cambaleante pediu – Me arranja uma toalha? – Claro respondi, tem certeza que pode fazer isso sozinha? – Claro, respondeu com um sorriso enigmático. – Me alcança a mochila também. Depois de um longo banho emergiu do banheiro e empurrando com o pé as roupas sujas e ainda enrolando a toalha nos cabelos, andou em minha direção, mas perdeu o equilíbrio e tive de ampará-la nos braços para evitar que se estatelasse no chão. Assim com sua cintura envolta pelos meus braços, ela olhou-me nos olhos e senti sua mão em meu pescoço. Então me curvei e beijei-a demoradamente e assim ficamos um longo tempo. Depois eu a carreguei até a cama e lentamente comecei a remover a saída de banho notando que não havia nada por baixo. Ela vagarosamente desabotoava minha roupa e sua língua roçava a minha fazendo-me deseja-la loucamente e apesar da dor que com certeza ainda sentia, entregou-se completa e febrilmente entre beijos e carícias, fizemos amor intensamente, saboreando cada momento com avidez. Depois ficamos um bom tempo deitados fumando e trocando carícias. Depois resolvemos discutir de que maneira sairíamos dali. – Tenho um amigo em Bogotá que tem um helicóptero e ele pode nos tirar daqui. – Ok, não quer me contar em que se meteu para estar sendo extraditada? Perguntei. – Roubei um diamante de um árabe e vendi para outro. Acontece que o árabe lesado, é muito importante e aí fui presa no Brasil e extraditada para o México. O resto você sabe, o avião caiu e aqui estamos. - Certo, como você vai entrar em contato com seu amigo? - Vamos ver se meu laptop ainda funciona. Está na mochila e o único meio de me comunicar com ele é por e-mail. – Ok, vamos ver se o meu HD ainda funciona, tenho muitos arquivos importantes ali. – Certo, falou, mas, você não me disse ainda como veio parar aqui. Contei-lhe então que meu avião caíra quase no mesmo local, sem falar é claro, dos motivos de minha viagem. – Você tem dinheiro? Perguntou, precisamos pagar o piloto. – Não se preocupe. Respondi, - Tenho o bastante ali na minha mala. Para nossa sorte o laptop dela ainda funcionava e o meu HD parecia ainda em bom estado. O resto do dia levamos entre arrumar a bagunça, namorar e eu consegui anexar meu HD ao laptop dela embora tivesse que ficar pelo lado de fora. Ela enviou mensagem ao tal piloto e fomos dormir. Na manhã seguinte, Acordei cedo e percebi que ela não estava na cama. Levantei e fui para a cozinha, não havia ninguém. Chamei por ela e não obtive resposta. Voltei ao quarto e ao examinar minha mochila, só havia R$ 50.000,00, 200 haviam desaparecido. Corri para a margem do rio, mas, o barco ainda estava lá. Voltei e fui inspecionar a caverna. Talvez ela estivesse apenas tentando me pregar uma peça. Mas não a encontrei. Puxa! Que idiota que fui. Ela roubara um diamante e bem poderia ter roubado o dinheiro, mas, como saiu dali sem que eu visse? Estava ainda dando tratos à bola, quando a silhueta de 3 homens à porta da caverna, me deixaram bastante preocupado. Eram policiais, sem dúvida. – O senhor está prezo. Falou o policial do meio que deveria ser o capitão ou algo assim. – Posso saber por quê? Perguntei. -Tráfego de drogas e roubo de U$ 2.000.000,00, serve pra você? Tentei argumentar, mas ele não quis saber e mandou me algemar. Fui conduzido a um helicóptero distante uns 200 m dali. Agora eu estava realmente complicado, Bianca sumira com o meu dinheiro e eu estava preso, acusado de roubo e tráfico. Como ele sabia que eu havia roubado o dinheiro? Se ele sabia, algo estava errado. Então o pessoal da empresa. sabia onde eu estava. O Capitão Potreros, como se apresentou, me disse que eu havia sido rastreado por satélite e a ordem de prisão havia sido solicitada pela polícia brasileira. – Tenho direito a um advogado? Perguntei.
- Você está em território colombiano amigo. Você será extraditado e lá poderá ter seu advogado. A cela era simples, felizmente eu estava só e além de uma cama e uma mesinha, não havia mais nada. Meu dinheiro, o que sobrou fora evidentemente confiscado junto com a minha arma.
CONTINUA
Agora o desaparecimento de Bianca, traz novos problemas...
Lauro, que trama interessante...Que biscate essa Bianca, hein? Sigo te lendo..Parabéns! Bjs.
Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 10/6/2009 13:14
Santa ingenuidade... e que arapuca vc se meteu...
Esperando o próximo capitulo e
votando
Beijos
aguardando as proximas aventuras. Votado.bjos.
graça grauna · Recife, PE 12/6/2009 10:56
Aqui na expectativa pelo proximo capitulo...
Bjos
Patty
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!