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Ocaso no cais

Rosane Scherer/Jornal Fala Brasil
1
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS
30/3/2008 · 152 · 9
 

Um porto seguro sem naus
Guindastes a postos ao sol
Perfiladas vigias estáticas
Testemunhas do ocaso da faina

O porto alegre só um cais agora
A alfândega é uma praça à seca
Um muro imenso, mais um trem
De gente separam-no do que era

Que é um cais sem navios
Sem cargas, sem arrumação
Conserto, estiva, labuta?
Sem marinheiro, sem amantes?

Não é um porto como antes.
É ainda um cais de armazéns
Assombrados, vigias despertos
Depósitos vazios do passado.

Sobre a obra

Em Porto Alegre, o cais central foi mudado para rio acima, deixando ainda sem função guindastes, armazéns, pontos de amarração. É ainda um porto?

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Adroaldo Bauer
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Patipetista
 

Já solicitei o aviso sobre a mudança de fila ![:D]
Belo trabalho !
Fico feliz de saber um pouco mais de algo que está tão longe dos meus olhos...
Obrigada Poeta !

Patipetista · Santo André, SP 28/3/2008 15:04
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analuizadapenha
 

Oi... Seu Adroaldo , bela esta discrição tão emocional do cais, simbologia de indas e vindas, de um passado tão presente. No urbano cotidiano é apenas um lugar, aos olhos do poeta uma emoção. Abraços sempre.

analuizadapenha · Natal, RN 29/3/2008 08:35
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Alice Poltronieri
 

Oi Adroaldo querido,
Tudo q descreve portos e cais me motiva, não é atoa q moro em Porto Velho. A realidade do Porto do Rio Madeira daqui, não tem muita distição do de Porto Alegre qndo se trata do descaso das autoridades constituidas para protegê-los. É sempre lindo poetar e cantar um Porto ou um cais. Vc está de parabéns e como sempre feliz em descrever com detalhes carregados de figuras fortes e marcantes a realidade do Ocaso no cais, o seu o nosso Porto Alegre ou Velho.
Um beijo e votei, né? como nao votar numa primosias destas.

Alice Poltronieri · Porto Velho, RO 30/3/2008 14:03
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Regina Lyra
 

Adroaldo,
Belo seu Ocaso no Cais.
Parabens e votos.
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 30/3/2008 17:14
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Marco Bastos
 

Olá, Adroaldo.
Há coisas que não deveriam se acabar. A imagem desses guindastes parados me fez pensar em algumas coisas que vi passarem por esses processos. Umas eu compreendi, outras não. Paisagem como essa provavelmente dará origem a outros empreendimentos de turismo e lazer como vem acontecendo em vários portos no Brasil e no mundo.
abraços.
voto.

Marco Bastos · Salvador, BA 30/3/2008 17:50
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Adroaldo Bauer
 

Bem posto e a propósito, Marco Bastoss.
É disso também que fala a interrogação que fazem os versos:
Que é um cais sem navios
Sem cargas, sem arrumação
Conserto, estiva, labuta?
Sem marinheiro, sem amantes?


Há projetos vários para a ocupação do cais antigo, o pórtico central, em ferro treliçado esculpido, inclusive, já é tombado pelo patrimônio histórico.
Até que funcionou como porto mesmo, por mais de 230 anos, concluídas as transferências, a gestão administrativa era ainda aquela atrabiliária tri-partite união-estado-município propiciadora do jogo de empurra das competências e finalizações de projetos.
Nossa concepção cidadã é que que ele não sendo mais porto é território administrativo e do município, que passa a deter sobre ele a competência plena e a decisão política do que fazer.
Há um futuro promissor para a cultura da cidade naquela área, apenas restando que sejam derrotados os perniciosos interesses do capital especulativo e da temerária ocupação gananciosa do lugar.
Restará por muito a interrogação sobre a própria origem da cidade, que a lenda atribui à chegada de 60 casais açorianos.
A capital da província era a vizinha Viamão, morros acima a leste. Era aqui só um porto.
O que decorre de um porto com forte movimentação econômica, a história dos homens e do mundo sabe dizer, mas há insistência a-histórica de que permaneçam as lendas adocicadas em nosso país.
Era assim com a Lei Áurea da divinizada princesa Isabel, antes da Kizomba da Vila Isabel desmantelar a farsa em 1988.
Enquanto não compreendermos e aceitarmos o passado, dele fazendo aprendizado, estaremos condenados a ser menos do que podemos e devemos como seres humanos que têm por dever preservar o planeta e nele as espécies para as aventuras das futuras gerações.
Grato por teu comentário e presença.


Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 30/3/2008 18:38
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Adroaldo Bauer
 

Sois gentil, Regina.

Surpreendes-me sempre, Alice, além de maravilhar.
E não é que Portosa alegre-e-velho são como espelhos em peculiar momento.

Don'Ana, tenha fé em que há muitos mais poetas em nosso cais e em razão desse olhar.

Saber do estranho, é como Alice nos diz no país das maravilhas Pati: só o primeiro olhar permite maravilhar.
É assim, esse olhar que quer receber, quer doar-se sem pré-estabelecer as condições do que queira ver. Vez por outro, assim olhando, nos encontramos extasiados.

Agradecido a todas vocês, boníssimas almas.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 30/3/2008 18:45
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azuirfilho
 

Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS
Ocaso no cais

Um Porto é a Porta de uma terra e do seu povo.
O Porto foi a semente de tudo hoje é raiz e Tradiçáo pra guardar e honrar.

Linda foto do Guaiba.
pra guardar.

....Que é um cais sem navios
Sem cargas, sem arrumação
Conserto, estiva, labuta?
Sem marinheiro, sem amantes?

Valeu pois com a Poesia o Porto esta vivo no coraçáo da gente
Gostei muito.
Dá pra navegar. É o Jeito que se tem.

azuirfilho · Campinas, SP 30/3/2008 20:34
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Patipetista
 

Com satisfação só confirmei o merecimento de Ocaso no cais de estar no Banco de Cultura !
Voto 77 !!!

Patipetista · Santo André, SP 30/3/2008 21:48
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