De manhã cedo,
figura lúgubre
dançando ao vento
no varal.
Presságio lutuoso
de prantos de injustiça;
bandeira corsária
de assalto iminente
às esperanças
dos deserdados da sorte.
À tarde,
roçando as ruas,
a recolher detritos,
sujando-se de humanidade,
como convém.
Varrendo salas e corredores,
engravidando-se de pó,
de que se gera o homem.
À noite,
pendida no prego,
humilde e silente,
atrás da porta.
A postura hierática,
vazia de gente,
se escondendo nas sombras,
como a envergonhar-se
da mediocridade dos homens.
Adauto
Tristeza não é?
Simbolo da justiça/injustiça, que se misturam de uma maneira tal que até a toga se esconde envergonhada.
bjsssssss
Meu querido se não fosse o pesar que sua Ode nos induz restaria apenas o louvor.
Primorosa obra!
beijos
Muito bom e muito lindo! além do mais, provoca grandes reflexões, não só os da toga, mas todos os orgulhosos, ou melhor, sobre todos os nossos orgulhos bestas.
Um grande poema. Bem estruturado, criativo, instigante.
À noite,
pendida no prego,
humilde e silente,
atrás da porta.
A postura hierática,
vazia de gente,
se escondendo nas sombras,
Aplausos.
Voto e beijos com louvor!
Cherry Blossom · Dracena, SP 29/7/2008 11:14Votos e beijos meus aplausos!
celina vasques · Manaus, AM 29/7/2008 11:25Voto com louvor ao autor e a sua capa preta.
Eldo Meira · Carazinho, RS 29/7/2008 11:29
Parabéns Adauto!
pegaste da tua experiência
e a transformaste em beleza.
empoema.
A toga,
símbolo da atividade do juiz
proteção simbólica de sua
integridade moral
assume contornos lúgubres
contamina-se de humanidade
lembrando
que todos
os ritos e símbolos
não são suficientes para abolir
nossa condição
tão
miseravelmente
human.
Grande abraço!
Parabéns Adauto!
pegaste da tua experiência
e a transformaste em beleza.
empoema.
A toga,
símbolo da atividade do juiz
proteção simbólica de sua
integridade moral
assume contornos lúgubres
contamina-se de humanidade
lembrando
que todos
os ritos e símbolos
não são suficientes para abolir
nossa condição
tão
miseravelmente
humana.
Grande abraço!
Voltando
relendo
Parabéns pelo texto
bjssssss
Adauto : Muito bonito e eloquente ! Bjs. Solange.
Langinha · São Paulo, SP 29/7/2008 12:24de bom gosto e bem falado.votei.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 29/7/2008 14:50Gosto como escreve, sempre reflexivo e colocando algo para se pensar.
Sandrah Sagrado · São Paulo, SP 29/7/2008 22:57Ah, meu irmão, por sua culpa acreditei nos togados. Que decepão!!!. Você o era por acreditar nos homens e na Justiça.A judicatura era um sacerdócio. Os que pensavam como você aposentaram na carreira ou na vida.Hoje, é uma profissão altamente remunerada. Só. Não há mais idealismo. Estou jogando a toalha no ringue, declarando-me vencida.Lilinha
Lila Su · São Paulo, SP 31/7/2008 10:03
a toga em três tempos
bela reflexão belo poema
Meu poeta, amigo e camarada,
Estava achando que eu era o único desgastado com os presságios lutuosos da injustiça, que parecem insistir em se impor. Abro a página e dou de cara com Palas Athena e você a advertir que ela deve sujar-se de humanidade porque voltou-se ao interior limpíssímo do templo e esqueceu-se dos homens justos. Complementa minha (hoje) visão tumultuada da Justiça o desabafo de d. Lila Su. Não estou sozinho!!!! Abraços. MAURIMAR CHIASSO
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