Offlinemente, a vida corre da vida, escorrendo em inmedidas atemporais da digitalidade suposta
Um corre pra lá
outro pra cá
às vezes sem a possibilidade de se encontrar na hemisférica linha...
longitudes,
latitudes,
descardealmente
dispersas em ventos que correm
quando ficamos parados,
no mesmo lugar.
(ai ai, no meu tempo corrido não cabem lânguidas poesias)
e em tempos que não cabem lânguidas poesias
cabe a poesia dura,
seca,
áspera,
de medidas de tempo atemprais,
que recebem insumos da aleatoriedade
Em tempos inlânguidos
(ou seria in-lânguidos?)
cabe a poesia sem cuspe
e ampla em seu minimalismo quase canibal
se alimentando de uma gramática
perdida em discussões
que se estendem para cada vez mais dentro do fora
quando o fora já está dentro do nada
e o Nada
é o que resta do Todo.
Enquanto isso,
a vida está off-line...
'tuu',...'tuu',...'tuu'...,[...]
Muito bom André. Lindo desenrolar de conversa.
ura verdade o que diz no texto.
Inicio sua votação e te desejo sucesso.
Quando puder leia meu trabalho, pois sou nova por aqui
e a leitura do que escrevemos nos impulsiona a escrever muito mais.
beijo da ysabella
http://www.overmundo.com.br/banco/profissao-mae
André,
Eu sabia...
A vida está off line.
Eu sei...
Bela poesia.
Beijos.
Neste momento inicio sua votação!
Belissimo poema!
beijo no coração!
Muito bom!
"e em tempos que não cabem lânguidas poesias
cabe a poesia dura,
seca,
áspera,
de medidas de tempo atemprais,
que recebem insumos da aleatoriedade"
voa poesia...
Abraços,Nina.
Ave poesia
por dentro, por fora, por sobre por baixo
entre-poesia,
voa poesia!
Ave poesia
de penas feitas de sonho,
de carne feita de vento,
cimento feito de sangue quente,
vôo feito a alma da gente,
mesmo que enraizada na dura e fria
terra.
Voa ave poesia!
com fogo nas asas
e sementes de Luz
para nascer mais Luz,
para acender faróis em noites
escuras e sem estrelas,
esquecidas no próprio peito,
cegando os olhos que buscam-nas fora,
procurando-as qual tesouros
no fundo do Mar
que cabe na superfície de nossa lágrima.
Enraizemos nosso sonho na nuvem,
plantemos as sementes de Luz no vento,
e o fogo,
- ah esse fogo ungüento! -
deixemos incendiar o Mundo todo
com a leveza abrasadora do nosso olhar.
Ave!
rara poesia,
de rapina ou da pajelança,
e voa pra longe,
onde está nosso Ser,
distante e umbilicalmente ligado a nós.
==
Nina Araújo, OBRIGADO por comentar... sem esse comentário esta poesia não teria nascido.
GRANDE abraço!!!
A
Olha só,que massa!!Parabéns!! Voa André, nessa poesia alada...Beijos poéticos,Nina.
nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 19/8/2008 13:33Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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