ela vem vindo com o inédito exemplar
de sua lista indefinida de romances
como quem vem de outro leilão sem muitos lances
e sem produtos que lhe venham a agradar.
vem sem coragem nem vontade de sorrir
talvez cansada de buscar sem encontrar
mas não percebe que essa trilha vai falir
sua própria imagem, seu encanto para amar.
pobre morena, o seu olhar pode ir além
e nesse alcance tirará suas conclusões:
ou é você que tanto gosta de iludir-se
ou, iludida, não desfaz suas pretensões.
desejo sorte em sua estrada a expandir-se,
só não esqueça que ao seu lado existe alguém.
Bela poesia de um lirismo profundo. Estar sempre à espera é angustiante, restaria criar coragem e declarar-se.
Um abraço
É, Leandro... estou começando a curtir ser fotógrafo das realidades alheias. E é isso mesmo! Só que o cidadão já se declarou, mas continua a ver a pobre morena colecionar seus exemplares...
Aquelas histórias de 'a vida como ela é', sabe? (risos)
Obrigado e abraço!
Bcana Carlos.
Agora minha vez de comentar você que sempre deu uma olhada nas minhas passagens pelo Overmundo, parabéns fera bela poesia.
Gostei muito da poesia: reflexiva, profunda e sensÃvel. Ela expressa, também, uma contÃnua busca por algum que não está perto, ou pelo menos não está ao seu alcance. A vida tem disso. Abraços e obrigado pelo comentário no meu texto sobre a escola Picolino.
Juracy dos Anjos · Salvador, BA 29/1/2007 17:20
Agradeço seu comentário, Higor!
Fique a vontade pra aparecer sempre por cá!
É, Juracy... a vida tem mesmo disso.
Obrigado por seu comentário
Carlos:
Agradeço suas benditas palavras tão cheias de ânimo a continuar poetando a vida e seus afluentes... De coração, deico aqui a minha sincera gratidão. Sobre a sua poética: tiro no escuro. Almas expostas. Palavras de fina estampa.
Abçs,
Benny Franklin
Valeu, Benny! Muito grato!
Carlos ETC · Salvador, BA 1/2/2007 12:52Carlos: esse seu soneto "Olhar Além "lebrou-me uma pessoa muito proxima! É isso aÃ: Vc tem olhar de poeta, e o poeta quando olha o mundo enxerga o que nem sempre está vÃsivel.
Luna Gitana · Angico, TO 2/2/2007 11:15
Agora, lendo os outros comentários, percebo mais uma vez a beleza da literatura: é como um balão lançado, mas que nunca sabemos em que quintal vai cair. Cada um dos seus leitores captou seu poema sob um prisma. Eu dhavia dado uma conotação tão diferente! Nem havia pensado em amor homem/mulher, mas em sonhos desfeitos, ilusões ao vento. É por isso que amo a poesia: cada leitor torna-se quase parceiro do poeta, pois contribuà com novos olhares à obra feita.
Para vc, Amor e Paz, sempre.
Então o que posso dizer, Luna?
Obrigado pela mais nova parceria que ganhei!
Obrigado por seu novo olhar!
Valeu!
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